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segunda-feira, 29 de outubro de 2012 Debates | 12:56

Basta

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Brasil, 27 de outubro.
Em Internacional 2 x 1 Palmeiras, a anulação do gol marcado por Hernán Barcos com a mão, através de uma suposta interferência externa, provocou duas reações. A primeira é de que, mesmo com um possível deslize que contraria a regra do jogo, valeu a pena impedir que a malandragem do atacante argentino se transformasse no gol de empate do Palmeiras, ou seja, evitou-se um equívoco maior, grosseiro. A outra diz respeito à revolta do time “prejudicado”, acostumado aos erros porque a arbitragem não pode recorrer a recursos eletrônicos. O resultado é um cenário caótico, em que o clube cogita solicitar a impugnação da partida porque um gol marcado com a mão não foi validado. Na Inglaterra, a necessidade de admitir a tecnologia no futebol se manifestou de uma maneira diferente:

Inglaterra, 27 e 28 de outubro.
Não houve interferência externa na nona rodada da Premier League. Decisões equivocadas, que distorceram resultados, foram tomadas e mantidas. Em Arsenal 1 x 0 QPR, Arteta estava em posição de impedimento quando marcou. Neste caso, ao menos, a arbitragem seguiu a recomendação de não interferir caso não tenha convicção de que houve irregularidade. Pior foi a atuação do assistente em Everton 2 x 2 Liverpool. No acréscimo do segundo tempo, Suárez estava apto, mas teve o gol anulado.

Em Chelsea 2 x 3 Manchester United, confronto que pode ter sido fundamental para o campeonato, a arbitragem de Mark Clattenburg foi um show de horrores – não que isso seja novidade. Clattenburg, que comete erros para todos os lados em escala industrial, assumiu a posição de protagonista quando expulsou Torres, mostrando-lhe o segundo cartão amarelo. Derrubado por Evans, o espanhol foi acusado de simular a falta. O Chelsea foi reduzido a nove jogadores (Ivanovic havia sido corretamente expulso) e ainda viu Hernández marcar o gol decisivo em posição de impedimento.

Clattenburg, protagonista

Ninguém precisa, sem provas ou indícios, acusar a Football Association de corrupção. Por mais que sejam suspeitos em certas circunstâncias, erros simplesmente acontecem. A FA tem a obrigação de cuidar da qualidade de seus árbitros e marginalizar aqueles que cometem equívocos com mais frequência. Clattenburg, por exemplo. No entanto, a decisão definitiva não vai partir de uma associação nacional.

Como as arbitragens imprecisas são um fenômeno mundial, o problema mais grave passa a ser da FIFA. Este fim de semana foi trágico para quem acompanha futebol e espera que árbitros sejam meros mediadores, com jogos decididos por jogadores. Mas ele pode ser também um marco. Quando, eventualmente, a FIFA deixar a idade da pedra e liberar recursos eletrônicos (a introdução de um chip na bola, novidade do Mundial de Clubes, resolve uma parte mínima da questão) que possam auxiliar na tomada de decisões, todos vão se lembrar de 27 e 28 de outubro, os dias em que a postura jurássica de Sepp Blatter e seus camaradas foi exposta de todas as formas.

Clattenburg ainda é acusado de insultos racistas a Obi Mikel, do Chelsea

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