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Posts com a Tag Marouane Fellaini

domingo, 6 de janeiro de 2013 Everton | 09:43

Direito de sonhar

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Bill Kenwright, proprietário do Everton: estimulando a criatividade de Moyes há 11 anos

A FA Cup começa para o Everton amanhã, na visita ao Cheltenham, da quarta divisão. O torneio pode representar a última oportunidade para David Moyes conquistar um título no clube, uma vez que seu contrato expira no fim desta temporada, e a renovação estaria condicionada à permanência de jogadores-chave como Baines e Fellaini.

A ponto de completar 11 anos em Goodison Park, Moyes faz trabalho extraordinário não apenas pela estabilidade, mas também pela determinação em competir num cenário desfavorável. Mesmo com o atual abismo financeiro entre os Toffees e pelo menos seis clubes ingleses, ele construiu o melhor time de sua gestão. Desde janeiro de 2012, mês das contratações de Jelavic, Pienaar e Gibson, o Everton se equipara a qualquer adversário em qualquer estádio.

Moyes tem a plataforma pronta para a segunda metade da temporada. O primeiro sorteio da FA Cup foi camarada, e o quinto lugar no campeonato permite lutar efetivamente por vaga na Champions League. Se repetir os resultados das últimas 17 rodadas de 2011-12, o Everton chegará a 67 pontos, dois a menos do que o quarto lugar da temporada passada.

No entanto, para cumprir as metas de 2013, o Everton depende demais da disponibilidade dos titulares, pois as peças de reposição estão simplesmente muito abaixo. As melhores atuações da temporada vieram quando Moyes escalou um 4-4-1-1 fluido, com intenso apoio dos laterais (Coleman e Baines) e liberdade a Pienaar e Mirallas, sem posição fixa quando o Everton tinha a bola e derivando para o centro do campo para criar jogadas.

Mirallas é caso à parte. O belga é capaz de destruir defesas, mas não se mantém saudável. Com data indefinida para o retorno, foi titular em apenas nove partidas de Premier League. Steven Naismith, alternativa imediata a ele e Pienaar, não compromete, mas também não oferece os mesmos dribles que desmontam sistemas defensivos e criam chances para Jelavic, especialista em marcar gols com apenas um toque na bola.

Aliás, o centroavante croata é constantemente cobrado por Moyes, que elogiou a ótima assistência dele a Anichebe, contra o Newcastle, mas fez questão de questionar: “cadê os gols?”. Jelavic, que marcou 11 em 16 jogos (média de 0,69) por todas as competições na temporada passada, caiu para seis em 21 partidas (média de 0,28) em 2012-13. Fellaini tem sido mais prolífico do que ele.

Em janeiro, as prioridades devem ser a manutenção das estrelas e a contratação de um zagueiro que evite a entrada de Heitinga na ausência de Distin ou Jagielka. Se o mercado, o departamento médico e a fase de Jelavic ajudarem, o Everton pode ter um semestre inesquecível. Em condições normais, os automatismos de um time que mantém a estrutura há muito tempo e as boas atuações de Baines, Osman e Fellaini estão garantidos.

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domingo, 11 de novembro de 2012 Premier League | 23:42

Conclusões da rodada (XI)

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Veja aqui os resultados da 11ª rodada da Premier League. O blog repercute alguns pontos:

Após cinco anos, Jol e Berba se reencontram em Londres

Berbatov foi uma aposta certeira de Martin Jol. O empate por 3 a 3 entre Fulham e Arsenal mostrou a melhor versão de Berbatov, autor de dois gols e uma assistência no Emirates. O atacante de 31 anos era marginalizado no Manchester United à medida que perdia agilidade, mas se encontrou rapidamente em Craven Cottage. Martin Jol, que o comandou no Tottenham em 2006-07, sabe o que esperar dele e como aproveitar suas virtudes. No Fulham, Berbatov segura a bola no ataque, distribui aos pontas, tabela com Ruiz e, eventualmente, finaliza. É um casamento promissor entre um centroavante habilidoso (embora lento) e um time que aprendeu a trabalhar no ritmo dele. A contratação do búlgaro foi a grande notícia de um mercado que parecia negativo para os Cottagers, com as vendas de Dempsey e Dembele.

Recuperação de Hernández é fundamental para o United. Após uma temporada difícil, o centroavante mexicano resgatou o brilho de seu primeiro ano em Old Trafford. Hernández jogou apenas 45 minutos contra o Aston Villa, mas marcou os três gols (o segundo foi oficialmente atribuído a Vlaar, contra) que viraram o placar a favor do Manchester United. Suas finalizações precisas indicam que Alex Ferguson sempre terá cartas na manga quando estiver em desvantagem. Com atacantes versáteis como Rooney e van Persie e as variações de esquema já testadas na temporada, Chicharito pode entrar nos jogos com o único propósito de marcar gols.

Saída de Tim Cahill mudou a carreira de Fellaini. Em julho, Cahill decidiu jogar ao lado de Rafa Márquez e Thierry Henry no New York Red Bulls. A princípio, não era um desastre para o Everton, pois o meia-atacante australiano vinha de uma temporada improdutiva. E não foi mesmo. David Moyes decidiu “promover” Fellaini à função que era de Cahill, imediatamente atrás de Jelavic, bem mais perto da área adversária. O belga de 1.94m, que era mais aproveitado como volante, faz campeonato brilhante: seis gols e três assistências. Contra o Sunderland, no sábado, ganhou a partida para o Everton ao marcar um e criar outro gol num intervalo de 122 segundos. Associando a imposição física a uma perceptível evolução técnica, Fellaini provavelmente é o jogador mais dominante da liga.

Rodgers deve evitar o 3-5-2. Com três zagueiros (Wisdom, Carragher e Agger), em vez de proteger o goleiro Brad Jones, o Liverpool cedeu campo ao Chelsea durante o primeiro tempo em Stamford Bridge. Na segunda parte, apenas deslocando Wisdom e Johnson às laterais e José Enrique ao meio-campo, Brendan Rodgers recuperou terreno e levou o Liverpool ao empate, com ótimos 30 minutos finais no 4-2-3-1. O 3-5-2 havia sido testado com reservas na derrota para o Anzhi, quinta-feira, pela Liga Europa. Rodgers argumenta que o sistema oferece companhia a Suárez no ataque (no caso, Sterling) e mantém três homens no centro do meio-campo (Allen, Gerrard e Sahin), mas ele mesmo admitiu que o time não assimilou a mudança, perdeu opções pelas laterais e foi incapaz de pressionar o Chelsea.

Silva pode salvar o emprego de Mancini. Foi extraordinária a assistência de Silva a Dzeko, que outra vez garantiu uma vitória do Manchester City perto do fim da partida. O lance faz lembrar a primeira metade da temporada passada, quando o espanhol era uma fábrica de passes decisivos, mesmo diante de defesas fechadas. Se Roberto Mancini fracassa na estratégia, Silva, que retornou de lesão contra o Tottenham, pode criar os gols que faltavam para o City vencer certos jogos. Ninguém na Inglaterra – nem outros playmakers espanhóis que atuam no país – está no nível dele nesse aspecto.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012 Listas | 22:32

Artilheiros alternativos

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Michu marcou o primeiro gol da temporada, contra o QPR. Vem mais por aí

Meio-campistas foram responsáveis por 18 dos 33 gols marcados até agora na Premier League. Certamente, isso não é resultado apenas de uma tendência tática (a proliferação do 4-2-3-1, que facilita a aproximação dos meias), mas também da “vocação goleadora” de vários jogadores. Bem além de Frank Lampard e Steven Gerrard, que juntos têm mais de 200 gols na liga, a temporada 2012-13 apresenta outros meias que podem, por exemplo, ultrapassar a marca de dez gols neste campeonato. O blog separa cinco:

Michu, Swansea. A estreia do espanhol foi sensacional, com dois gols e uma assistência na goleada por 5 a 0 sobre o QPR. Na temporada passada, pelo Rayo Vallecano, foram 15 gols em La Liga. O reforço do Swansea é um trequartista canhoto, extremamente vertical e de finalização precisa. Se Michael Laudrup souber tirar o melhor dele (e tudo indica que sim), Michu deve marcar com frequência e ameaçar o centroavante Danny Graham na disputa pela artilharia do time.

Kevin Nolan, West Ham. Este já experimentou a sensação de marcar mais de dez vezes numa edição da Premier League. Em 2010-11, pelo Newcastle, 12 gols. Por todas as competições, nas últimas três temporadas, Nolan marcou 43. Logo na primeira rodada de 2012-13, o capitão dos Hammers decidiu a vitória sobre o Aston Villa. Não devem ser raros os gols de tap-in (quando se dá somente um toque na bola para completar a jogada). Nolan, muito oportunista, sempre se posiciona bem na área.

Gylfi Sigurdsson, Tottenham. O primeiro semestre, quando ele esteve emprestado ao Swansea, apresentou as credenciais do islandês, que somou sete gols em 18 partidas na Premier League. André Villas-Boas garantiu que “Gylfi continuará marcando gols” pelos Spurs. Em amistosos da pré-temporada, Sigurdsson marcou duas vezes. Ao menos por enquanto, a formação do time facilita a criação de oportunidades para ele, pois AVB ainda não implantou o 4-3-3 no Tottenham. No atual 4-2-3-1, Sigurdsson é o “10” (embora vista a camisa 22), com a obrigação de frequentar a área adversária.

Marouane Fellaini, Everton. Fellaini? Sim, ele mesmo. Na verdade, o número de gols do carismático belga depende mais de David Moyes do que de seus atributos. Como se adapta a qualquer posição central, o gigante do Everton pode eventualmente perder a liberdade que teve na estreia, contra o Manchester United, quando marcou o gol da vitória e fez uma partida espetacular. Caso seja mantido como meia ofensivo, ajudando Jelavic no ataque, Fellaini fará o papel que Cahill (vendido ao NY Red Bulls) executava há alguns anos, inclusive com vários gols de cabeça no pacote.

Eden Hazard, Chelsea. Em apenas dois jogos, considerando também os pênaltis sofridos, Hazard assistiu cinco dos seis gols do Chelsea no campeonato. Se o belga continuar assim, agressivo e imparável quando corta da esquerda para dentro, é natural que comece rapidamente a marcar seus próprios gols. Com o Lille, na Ligue 1 da temporada passada, foram 20 marcados e 15 assistidos. Hazard é um combo, com a criatividade de um espanhol e a capacidade de improviso de um brasileiro.

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segunda-feira, 9 de julho de 2012 Curiosidades | 13:54

Invasão belga

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O amistoso entre Inglaterra e Bélgica, disputado há um mês, foi um aperitivo da próxima edição da Premier League. Dos 30 jogadores que participaram da partida, 24 pertencem a clubes ingleses. Está certo que eram apenas sete belgas, mas ainda assim a composição da seleção de Marc Wilmots impressiona. Na última convocação, havia oito representantes da liga inglesa, contra sete da belga.

A invasão belga à Inglaterra é relevante, pois, ao contrário de alguns anos atrás, os jogadores são protagonistas em clubes médios ou de ponta. Se Emile Mpenza apanhava da bola no Manchester City entre 2007 e 2008, Eden Hazard será amigo dela no Chelsea a partir da próxima temporada. A Bélgica exporta à Premier League goleiros, defensores e meias, todos em alto nível.

Vertonghen capitaneou o Ajax em 2011-12

Ontem, o Tottenham fechou a contratação do zagueiro Jan Vertonghen. Assim como seu compatriota Thomas Vermaelen, do Arsenal, Vertonghen estava no Ajax, é canhoto e bastante técnico. Além da dupla de Londres, há Vincent Kompany, capitão do Manchester City e da seleção. Não é exagero afirmar que três belgas estão entre os dez defensores mais valiosos da Premier League, com Kompany no topo dessa lista. Ritchie De Laet, ex-Manchester United e Norwich, vai disputar a próxima segunda divisão pelo Leicester.

Os goleiros também encontram espaço na Inglaterra. Simon Mignolet, do Sunderland, tomou a posição do escocês Craig Gordon, comprado por £9 milhões em 2007 e dispensado em 2012. As atuações de Mignolet lhe renderam ainda a titularidade na seleção. Mas não será simples manter esse status, pois Thibaut Courtois já aparece como o sucessor natural de Petr Cech no Chelsea. Courtois já estendeu o contrato de empréstimo com o Atlético de Madrid, clube com o qual conquistou a Liga Europa na temporada passada.

No meio-campo, fartura de belgas. Há quatro anos, Marouane Fellaini convenceu o Everton, sempre com orçamento apertado, a pagar £15 milhões ao Standard Liège por seus serviços. Fellaini é um meia box-to-box, aquele mais dinâmico, capaz de executar quase todos os fundamentos e de cobrir uma grande área do campo. Quem também aprendeu a atuar dessa maneira foi Moussa Dembele, um atacante transformado em meia central no Fulham. Dembele fez ótima temporada na nova função.

Fellaini, Hazard e Dembele em treino da Bélgica

Entretanto, o melhor jogador da Bélgica é mesmo Eden Hazard, por quem o Chelsea pagou £32 milhões ao Lille. Ao melhor estilo LeBron James, Hazard fez bastante suspense em torno de seu destino, que parecia ser a cidade de Manchester. No fim das contas, United e City perderam a corrida para o campeão europeu, que ganha um meia versátil, habilidoso e criativo para atuar alinhado a Juan Mata. Além de Courtois e Hazard, o Chelsea tem outros cinco belgas: Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e, na base, os irmãos Lamisha, Tika e Charly Musonda.

Outro que pode chegar à Premier League em breve é o ótimo Axel Witsel, do Benfica, que tem sido observado por Manchester United e Chelsea. A faixa etária dos jogadores sugere que a população belga na Inglaterra não vai diminuir tão cedo: Vertonghen (25 anos), Vermaelen (26), Kompany (26), De Laet (23), Mignolet (23), Courtois (20), Fellaini (24), Dembele (24), Hazard (21), Lukaku (19) e, possivelmente, Witsel (23) têm muito pela frente.

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sábado, 23 de julho de 2011 Everton, Mercado | 14:56

Vende e prospera

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Bons tempos, aqueles em que o Everton tinha ataque, Rooney não precisava de implante capilar...

Não são secretos os problemas financeiros do Everton. Em 2004, por exemplo, a venda de Wayne Rooney ao Manchester United foi fundamental para evitar um cenário de desespero. Mesmo com recursos escassos, a era David Moyes, que completará uma década nesta temporada, sempre manteve o time entre os mais consistentes da Premier League. O futuro, outra vez, depende do julgamento do treinador, que costuma tomar boas decisões. Para se reforçar, o Everton tem de vender alguém*.

O segundo amistoso da pré-temporada ratificou a necessidade de levar nova(s) cara(s) a Goodison Park. Fora de casa, o Everton perdeu por 1 a 0 para o Philadelphia Union na última quarta-feira. No mesmo dia, apareceu mais uma chance de o clube financiar contratações. Empenhado em fortalecer sua defesa, o Arsenal fez uma proposta de £10 milhões pelo zagueiro de seleção inglesa Phil Jagielka. Os Toffees, que haviam rejeitado £12 milhões por ele no verão passado, declinaram a oferta de novo.

O Everton faz jogo duro para tentar arrecadar mais com a saída de Jagielka, de 28 anos. Rumores indicam que exagerados £20 milhões seriam suficientes para liberá-lo. No entanto, parece improvável que, com Gary Cahill no mercado, um clube atinja a exigência de Moyes. O zagueiro do Bolton é três anos mais jovem e pode sair pelos £17 milhões da cláusula de rescisão. A questão é: vale a pena se desfazer de alguém para reforçar outra posição (ataque, ataque!)?

Ah, vale. Além de Jagielka, o Everton tem três jogadores que poderiam fazer um caixa interessante: o lateral-esquerdo Leighton Baines e os volantes Jack Rodwell e Marouane Fellaini. Baines, o melhor do time, não tem substituto, e sua saída representaria um grande golpe nas pretensões de Moyes. Em tese, não dá para vendê-lo por menos de £25 milhões. O preço de Jagielka é menor, mas se desfazer dele seria deixar a defesa nos pés de zagueiros longe do auge, como Distin e Yobo.

Com os dois volantes defensivos, é diferente. Um pode substituir o outro. O titular Fellaini está mais pronto, mas, apesar de estagnado nos últimos anos, Rodwell ainda é muito novo (20) e deve render mais nas próximas temporadas. Moyes deveria ponderar a venda de um deles. A posição pode contar também com Heitinga e Phil Neville deslocados. Com Arteta operando mais à frente, Coleman e Osman abertos e Tim Cahill encostando no ataque, o meio-campo estaria, como a defesa, bem resolvido.

O problema é mesmo o ataque: Yakubu pesado, Anichebe enrolado, Saha quase sempre lesionado, Baxter problemático… Beckford, acredite, é o mais confiável. Quaisquer £15 milhões arrecadados devem ser reinvestidos na posição para cobrir a maior carência de um time muito sólido, mas que virou cemitério de centroavantes. Afora Cahill, que às vezes tem de quebrar o galho por ali, você se lembra do último grande atacante do Everton? Sim, o texto termina com quem começou: Wayne Rooney.

*A informação é da BBC

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