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Posts com a Tag Michael Owen

segunda-feira, 3 de setembro de 2012 Liverpool | 17:19

Gol é um detalhe

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A derrota por 2 a 0 para o Arsenal, em Anfield, confirmou a ausência de um finalizador no Liverpool, problema antigo que se agravou nesta temporada. As opções ofensivas são muito escassas, pois Kuyt, Bellamy, Maxi e Carroll deixaram Melwood. As contrapartidas foram as contratações de Borini e Assaidi, além de uma redução total de £23 milhões anuais na folha salarial. A diretoria planejou e pode atingir a saúde financeira, mas não se esforçou para resolver uma doença crônica do elenco. Pelo contrário.

Dempsey, sonho de uma noite de verão

Quando questionado sobre a possibilidade de Andy Carroll ser emprestado, há uma semana, o treinador Brendan Rodgers afirmou que permitiria isso apenas se um substituto fosse contratado. “Preciso de, no mínimo, três atacantes. Hoje, tenho Suárez, Carroll e Borini. Seria insano se deixasse Andy sair, a menos que haja outras soluções”, respondeu ao Guardian.

Em 30 de agosto, véspera do fechamento do mercado, Carroll foi emprestado ao West Ham. A conclusão óbvia era de que o Liverpool contrataria no deadline day, o último dia para transferências. Em afirmação publicada no site oficial do clube, Rodgers havia declarado aberta a caça a um “goleador reconhecido”. Clint Dempsey, autor de 23 gols pelo Fulham em 2011-12, era o alvo, todo mundo sabia. No entanto, não houve acordo com o Fulham, e o Liverpool não contratou ninguém.

A informação mais recorrente é de que a oferta máxima do Liverpool foi de £3 milhões, metade do oferecido pelo Tottenham, que capturou o norte-americano. A mesquinharia do clube, somada à inabilidade do diretor esportivo Ian Ayre de conduzir as negociações, determinou o caos no ataque. Ontem, Downing era a única opção ofensiva na reserva. O bastante promissor Raheem Sterling, de 17 anos, já é titular absoluto. O marroquino Oussama Assaidi deve aparecer no banco em breve. Mas todos esses são jogadores para as laterais do campo, no 4-3-3 de Rodgers. No centro, comandando o ataque, Suárez tem sido sacrificado e foi muito mal contra o Arsenal.

Repercutiu tanto o deadline day improdutivo do Liverpool, que o proprietário John W. Henry escreveu uma carta aos torcedores, publicada hoje pela manhã, na qual esclarece a política de contratações. Subentende-se que os gastos abusivos realizados até o ano passado funcionam como lições importantes, para não repeti-los. Henry ainda reiterou a ambição de resgatar os dias de glória do Liverpool, ressaltando que, com responsabilidade administrativa, isso vai levar muito tempo.

Yesil pode jogar antes do que imaginava

A carta é teoricamente perfeita, mas a negligência com um ajuste tão necessário assusta. Buscar um atacante faria uma diferença enorme para a equipe, não exigiria um grande sacrifício financeiro e facilitaria demais o trabalho de Rodgers, que teria mais peças e a chance de tirar Suárez da área, onde ele é subaproveitado.

Mesmo depois do fechamento da janela, a tendência é que, para amenizar o problema, o Liverpool seja forçado a um paliativo. Ele pode ser, por exemplo, a promoção do recém-contratado e promissor Samed Yesil para o time principal. Não é o ideal, pois o alemão de 18 anos queimaria uma etapa importante de sua adaptação à Inglaterra, mas Yesil, de seis gols e cinco assistências na Copa do Mundo sub-17 de 2011, é claramente melhor do que Adam Morgan, outro atacante da base. Rodgers também considera apelar para um jogador livre, um veterano que não tenha encontrado clube em agosto. Klasnic, Crespo, Owen e Del Piero são especulados. Acredite se quiser.

Outros problemas
*A ausência de Lucas, fora por pelo menos dois meses, pesou contra o Arsenal. Cazorla fez a festa entre as linhas de defesa e meio-campo. Joe Allen é ótimo, mas sofre com o posicionamento defensivo quando é escalado como “âncora” no meio-campo. Hoje, não há uma alternativa equivalente a Lucas.

*Pepe Reina tem falhado constantemente. Não há um goleiro reserva que o coloque sob pressão.

*Gerrard e Suárez foram muito mal ontem. Pode ser reflexo de quinta-feira, quando ambos jogaram 90 minutos contra o Hearts, na Liga Europa. Outro sinal de elenco curto.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012 Listas | 13:49

Cuidado, frágil

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As lesões venceram. Aos 31 anos, o ótimo zagueiro Ledley King, do Tottenham, anunciou sua aposentadoria. King tem dores crônicas no joelho que o impediam de treinar e, naturalmente, limitavam sua participação nos jogos. Apesar da desistência precoce de King, a Inglaterra costuma ser tolerante com vítimas constantes de contusões. O blog preparou uma seleção desses jogadores:

Chris Kirkland. É uma espécie de Marcos inglês, mas sem a santidade. Revelado pelo Liverpool, com longa passagem pelo Wigan (onde perdeu espaço para o hoje titular Ali Al-Habsi) e atualmente no Sheffield Wednesday, Kirkland nunca justificou o rótulo de “futuro número 1” da Inglaterra. Contusões em dedo, costas, clavícula e tornozelo o atrapalharam demais.

Woodgate e King: na saúde e, sobretudo, na doença

Kieron Dyer. Como já se aventurou na lateral direita, Dyer pode ser improvisado também em nossa lista. Ele é um exemplo para os jogadores propensos a lesões. Mesmo tendo atuado apenas 35 vezes nos últimos cinco anos – e sete minutos em 2011-12 –, convenceu o QPR a renovar seu contrato. Um mito.

Ledley King. Ao contrário da maior parte dos jogadores desta lista, King quase sempre manteve o alto nível de suas atuações. O problema é que elas se tornaram especialmente raras a partir de 2006. As 14 temporadas dedicadas ao Tottenham, seu único clube na carreira, não serão esquecidas pelos torcedores. Será embaixador dos Spurs.

Jonathan Woodgate. Depois de altos e baixos no Stoke City, o zagueiro retorna a Middlesbrough, onde nasceu e cresceu antes de profissionalizar-se no Leeds. A carreira dele é um autêntico desperdício. Contratado pelo Real Madrid em agosto de 2004, estreou em setembro de 2005. Sem dúvida, um dos piores estrangeiros da história dos Blancos.

Fábio Aurélio. O lateral brasileiro é daqueles que se lesionam logo nos primeiros minutos em atividade após um longo período afastado ou mesmo brincando na praia com a família. Quando conseguiu jogar com alguma regularidade no Liverpool, em 2008-09, foi muito bem. No Grêmio há menos de dois meses, nem sequer estreou e já está fora da temporada.

Darren Anderton. O ex-meia do Tottenham é bem mais conhecido pelas lesões do que pelo desempenho em campo. Pudera! Anderton, que até jogou 30 vezes pela seleção inglesa, teve repetidos problemas em hérnia de disco, virilha, tendão de Aquiles e joelho.

Owen Hargreaves. Talvez o maior expoente da lista. No Bayern e no primeiro ano pelo Manchester United, Hargreaves conseguiu ser importante. A partir de 2008, porém, foram raros os momentos em que esteve disponível. Até ao YouTube ele recorreu antes de persuadir o Manchester City a contratá-lo. Está novamente sem clube.

Ashton desistiu da carreira em dezembro de 2009

Michael Johnson. O nome de sprinter não salvou Johnson dos problemas físicos. Revelado e ainda sob contrato no Manchester City, o meia central de 24 anos provavelmente faria parte do elenco principal se não tivesse enfrentado tantas lesões. Em seis temporadas como profissional, a última delas emprestado ao Leicester, Johnson disputou apenas 54 partidas.

Tomas Rosicky. É o representante do Arsenal. Apesar de ter atuado regularmente no último semestre, o tcheco sempre carregará a imagem de quem teve sucessivas lesões em inúmeras tentativas de retorno e passou praticamente em branco entre 2008 e 2010.

Dean Ashton. Ashton era um centroavante razoável, potencialmente útil a times médios da Premier League. Lamentavelmente, teve de se aposentar aos 26 anos em função de uma contusão crônica no tornozelo esquerdo. Seu último clube foi o West Ham.

Michael Owen. Procure vídeos dele no YouTube. A diferença em relação a hoje é gritante. Owen era um fenômeno físico na juventude. O então muito rápido e frio atacante do Liverpool foi Bola de Ouro em 2001, mas destruiu sua carreira em 2004, quando se mudou para o Real Madrid e passou a frequentar departamentos médicos.

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 Listas, Mercado | 18:03

Gossip

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Hleb no Birmingham: departamento médico, chiadeira e rebaixamento

Gossip, do português fofoca. Até o site da BBC, paladino da seriedade no sempre efervescente webjornalismo inglês, criou uma seção com esse nome para publicar rumores do mercado de transferências de janeiro. Como faltam apenas quatro dias para o fechamento da janela, as especulações se multiplicam, e os clubes, quando desesperados, tendem a fazer besteira. O blog tratou de filtrar os boatos mais divertidos:

Alexander (ou Aliaksandr) Hleb no Liverpool. Hã? Isso é sério? Hleb foi ótimo na primeira passagem pelo Stuttgart, razoável no Arsenal, mal no Barcelona e péssimo no Birmingham. Assolado por contusões e de carreira em queda livre nos últimos três anos, o inteligente meia bielorrusso não parece ter muito a oferecer ao Liverpool, especialmente considerando o que ele não fez em sua aventura inglesa mais recente, há um ano. Alex McLeish, que treinou a fera no St. Andrew’s, sabe bem do que estamos falando.

Edinson Cavani no Liverpool. Seria excelente para o time, que reuniria Suárez e Cavani, uruguaios nascidos em Salto, numa combinação explosiva e entrosada. Mas, honestamente, é bem improvável. Por que Cavani, santificado no Napoli, deixaria o San Paolo no meio de uma temporada tão importante para o clube? E, ainda, por que iria ao Liverpool, em fase de reconstrução, diante de um mercado jogado a seus pés? David Teixeira é o uruguaio mais perto de Anfield.

Kevin Davies no Sunderland. Um novo treinador assume, o time marca 16 pontos em oito jogos, e aí aparece esse anticlímax. É claro que o Sunderland tem graves deficiências ofensivas e que, para agravá-las, Bendtner vai perder várias semanas, mas Kevin Davies? O histórico atacante do Bolton, que estreou na seleção inglesa com 33 anos e 200 dias, está em péssima temporada e na reserva de – que rufem os tambores – David N’Gog.

Michael Owen no Brighton & Hove Albion. O uruguaio Gus Poyet (lembra-se dele?), treinador do Brighton, gosta mesmo de uma contratação alternativa. Em agosto, foi Vicente Rodríguez, aquele que fez muito sucesso no Valencia no início dos anos 2000. Agora, seria Owen. Para jogar regularmente, o atacante do Manchester United não precisa se rebaixar à segunda divisão. O problema de Owen, todo mundo sabe, é outro.

Chelsea não vai pagar £83 milhões por Hulk. Jura? Quem inventou essa história? O Chelsea tem um titular que executa muito bem as mesmas tarefas de Hulk: Daniel Sturridge. E, mesmo que não tivesse, a cláusula de rescisão do portista é daquelas que são feitas para ninguém pagar. Não custa recordar que Cristiano Ronaldo foi vendido ao Real Madrid por £80 milhões. Ex-técnico do brasileiro, André Villas-Boas ainda tem pendências mais urgentes para resolver.

Antes do deadline day, quando negócios absurdos, sagazes e previsíveis serão fechados, estaremos de olho no fim de semana de FA Cup.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Inglaterra, Man Utd | 19:48

Você levaria?

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Não é o Owen de Munique em 2001, mas pode quebrar um galho

Com uma vitória por 3 a 0 em Elland Road, o Manchester United passou facilmente pelo Leeds United na terceira fase da Carling Cup. Não por mero desprezo à competição, mas especialmente pela chance preciosa de oferecer minutos a quem não tem jogado, Alex Ferguson escalou um time bem alternativo, com volante na zaga, ponta na lateral e quatro atacantes (dois deles na linha de meio-campo). Até corria riscos com essa formação, mas um esquecido atacante tratou de resolver.

Michael Owen marcou dois gols que, de alguma forma, trouxeram à memória a vocação para a área do melhor jogador da Europa em 2001. A gente às vezes perde de vista que o ex-Golden Boy ainda tem 31 anos e, com 40 gols, é o quarto maior artilheiro da seleção inglesa em todos os tempos. O lugar-comum do “prodígio que não deu certo” é equivocado. Foi menos do que poderia por conta das lesões, perdeu uma característica importante de seu jogo (velocidade) e, readaptado, ainda pode contribuir. No United, por exemplo, tem 16 gols em 48 jogos, a maioria na reserva.

Hoje, quase tudo afasta Owen da seleção. Ele não oferece garantias físicas, não atua regularmente (escolheu isso quando renovou por mais um ano com o United), jovens concorrentes aparecem (Carroll, Welbeck…), e Capello ensaia um esquema com três meias e um atacante. É difícil saber até se, no fundo, ele tem essa pretensão. Mas levá-lo à Euro, admitindo que a Inglaterra chegue lá, faria algum sentido dependendo do que acontecer até o próximo verão europeu.

A decisão precisa passar pela análise do aproveitamento dele e de outros atacantes (Defoe, Bent, Carroll, Welbeck, Agbonlahor…) na temporada e pela pergunta “o que eu espero do meu reserva?”. Fisicamente bem, aos 32 anos, Owen seria alguém com potencial decisivo em minutos finais, como no dérbi em Old Trafford há duas temporadas, e muito motivado no adeus à seleção pela qual já calou argentinos, alemães e tantos outros. Se ele achar seu espaço no novo United, é possível.

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domingo, 6 de março de 2011 Liverpool, Premier League | 22:10

Com a bênção do artilheiro

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Rush observa Suárez e Carroll, o ataque mais promissor do Liverpool desde Fowler e Owen

Há um mês, o árbitro Phil Dowd deixou o abusado Joey Barton (fazer) deitar e rolar no confronto entre Newcastle e Arsenal. A permissividade com Carragher não surpreendeu. Na grande vitória sobre o Manchester United, novidade, mesmo, foi a presença da nova dupla de ataque do Liverpool. Suárez foi tão fantástico, que ofuscou o hat-trick de Kuyt, escalado ao lado do uruguaio por Kenny Dalglish. A Carroll, que começou no banco, sobraram os holofotes da estreia e o status de britânico mais caro da história.

Das bancadas, um discreto Ian Rush observava tudo. Trata-se do maior artilheiro da história do clube. Seus 346 gols em 660 jogos o transformaram numa espécie de consultor para a mídia quando o assunto é ataque. O eterno camisa 9 é o padrinho de uma linha de sucessores. Fowler, Owen e Torres foram apoiados por ele e sempre apareciam ao lado do ex-bigodão. Assim que os Reds perderam Torres e ganharam Carroll e Suárez, o ex-atacante galês foi convocado a falar. “São duas contratações sensacionais. Agora, é um time mais completo”, diz ele.

O show de Suárez ainda não havia terminado quando Carroll foi chamado para o jogo. Quem as câmeras buscaram? Rush, é claro. Ele aplaudiu a entrada e esfregou as mãos. Certamente, não apenas pelo herdeiro da 9. A dupla é o que mais o entusiasma. Um pivô goleador e um dos mais completos atacantes do mundo podem ser a base para a reconstrução de um time ainda instável, mas que tem resgatado sua grandeza.

Seleção do fim de semana: Mignolet (Sunderland); Mensah (Sunderland), Jagielka (Everton), Gary Cahill (Bolton), Baines (Everton); Duff (Fulham), Parker (West Ham), Modric (Tottenham), Kuyt (Liverpool); Suárez (Liverpool), Defoe (Tottenham).

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009 Sem categoria | 14:15

MANCHESTER UNITED

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Cidade: Manchester
Fundação: 1878 (como Newton Heath L&YR F.C.)
Apelido: The Red Devils
Estádio: Old Trafford
Sir Matt Busby Way, Old Trafford, M16 0RA
Capacidade: 76.180
Tamanho do gramado: 105 x 68 m

Estrelas: Wayne Rooney, Ryan Giggs, Rio Ferdinand, Berbatov, Michael Owen

Fique de olho: Valencia



Brazucas: Anderson, Rafael da Silva e Fabio da Silva

Quem chegou: Antonio Valencia (Wigan) £16m, Gabriel Obertan (Bordeaux) £3m, Michael Owen (Newcastle) grátis

Quem saiu: Cristiano Ronaldo (R Madrid) £80m, Carlos Tevez (Man City) £25m, Fraizer Campbell (Sunderland) £3.5m, Possebon (Braga) empréstimo



Técnico: Alex Ferguson (ESC)

Apostas pagam: 9-4 (2,25-1)

Temporada passada:
Premiership: campeão
FA Cup: semi
Carling Cup: campeão
Liga dos Campeões: vice

Títulos:
Premiership: 18
FA Cup: 11
Copa da Liga: 3
Liga dos Campeões: 3
Recopa: 1

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