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segunda-feira, 25 de março de 2013 Inglaterra | 21:57

A batalha de Podgorica

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A Inglaterra não pode falhar contra Montenegro no Leste Europeu. Dois pontos abaixo do adversário de amanhã, a seleção de Roy Hodgson tentará, no confronto direto, assumir a liderança do Grupo H das Eliminatórias para a Copa do Mundo do ano que vem. A visita a Podgorica não é simples. Nas Eliminatórias para a Euro 2012, por exemplo, houve empate por 2 a 2 numa partida dramática, com expulsão de Rooney e confirmação da classificação inglesa.

O cenário desta terça-feira é mais perigoso. Ainda que as seleções precisem se enfrentar em Wembley (onde, nas Eliminatórias para a Euro 2012, a Inglaterra foi travada e não saiu do 0 a 0) daqui a sete meses, a vantagem na tabela oferece aos montenegrinos a possibilidade de jogar como eles gostam. Em declaração publicada hoje pelo Guardian, o técnico Branko Brnovic assumiu que “talvez estacione um ônibus na defesa e tenha duas Ferraris no ataque”.

As duas Ferraris são Stevan Jovetic, da Fiorentina, e Mirko Vucinic, da Juventus, atacantes ótimos e flexíveis que podem aproveitar eventuais espaços. Defesa disciplinada e ataque autossuficiente, marcas registradas dos montenegrinos, costumam ser um terror para a Inglaterra, que nos últimos ciclos mostra impressionante falta de traquejo para propor o jogo, algo que será necessário amanhã.

A Inglaterra foi incapaz de vencer Montenegro nas Eliminatórias para a Euro 2012. Desta vez, empatar não basta

Mas há um alento. O time que entregou a bola ao adversário e se limitou a contra-ataques em amistosos, na Euro e nas Eliminatórias parece ter percebido que precisaria mudar para evitar um fiasco na busca por uma vaga em 2014. Não pela goleada por 8 a 0 sobre San Marino, na sexta-feira, mas especialmente pela atuação no amistoso contra o Brasil, no início de fevereiro. Foi quando o 4-1-4-1 de Hodgson avançou a marcação e causou problemas constantes à defesa de Scolari. Por outro lado, a ausência do lesionado Wilshere atrapalha a execução de um “futebol moderno” em Montenegro.

É claro que a partida em San Marino não serve de parâmetro em função da debilidade do oponente, mas houve um ponto interessante na postura da Inglaterra. Diante de um adversário que não representava ameaça, Baines foi escalado na função “Jordi Alba”. Alba se transformou em peça fundamental para a Espanha durante a Euro porque, embora estivesse listado como defensor, era ele quem avançava pela esquerda e oferecia uma rara opção por um dos lados do campo. Exatamente o que fez um participativo Baines contra San Marino.

A presença do lateral do Everton, em vez de Ashley Cole, seria um indício de que Hodgson está preparado para atacar Montenegro e superar uma defesa que deve congestionar a faixa central. Mas este será apenas um dos testes para um time obrigado a agredir. A Inglaterra não tem o direito de repetir o péssimo desempenho dos empates contra Ucrânia e Polônia.

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sábado, 8 de outubro de 2011 Inglaterra | 16:03

Guia do torcedor inglês

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Expulso, Rooney passa por um Terry desolado. Capello precisa administrar as emoções do elenco

Oito anos depois de cair em Portugal pelas mãos de Luiz Felipe Scolari, um de seus maiores carrascos, a Inglaterra voltará à Euro em 2012. Havia vários caminhos para a classificação, mas o mais simples, um empate com Montenegro em Podgorica, exigiu muito sofrimento. Em parte, pela estupidez de Rooney, expulso após um pontapé em Dzudovic. Para quem nem sequer foi à Euro em 2008, não dá para reclamar.

No entanto, a situação da Inglaterra passa longe de confortável. O adeus de Fabio Capello terá um cenário ambíguo. Se, por um lado, as expectativas diminuem em função dos sucessivos fracassos, por outro, as estrelas da seleção na década passada entram pressionadas pela última chance de glória. Pensando nisso, o blog apresenta um guia para o torcedor inglês utilizar antes, durante e até depois da aventura em Polônia e Ucrânia no ano que vem:

1) Não espere o título. Por que acreditar? A Inglaterra nunca foi campeã europeia, tem reinventado o conceito de fracasso e, por consenso, está abaixo de Espanha, Alemanha e Holanda. Evite o complexo tipicamente brasileiro de superioridade (“só perdemos para nós mesmos” ou coisa do gênero) e torça para que a seleção faça um bom papel. Se o título vier, é lucro – e põe lucro nisso.

2) Mas o que seria um bom papel? Ainda que não seja cabeça de chave, a Inglaterra pode cair num grupo abordável, principalmente se tiver a companhia de Polônia ou Ucrânia, seleções-sede. Com um pouco de sorte e competência, chegaria às semifinais sem precisar enfrentar uma das três favoritas, ou pelo menos escapando delas nas quartas de final. Estar entre as quatro seleções do continente já seria bom negócio.

3) Contentando-se com pouco, hein? Depende de como a Inglaterra vai ganhar e, sobretudo, de como vai perder. O time precisa recuperar a confiança em grandes competições, dominar os adversários frágeis e ser ao menos páreo para os melhores. A seleção pede mais jogos como a vitória por 4 a 2 sobre a Croácia em 2004 e menos partidas como a derrota por 4 a 1 para a Alemanha no ano passado.

4) Fique de olho na temporada. Com duas copas nacionais e clubes avançando até os estágios finais de competições europeias, o calendário inglês não é o melhor amigo da seleção. Pense em Rooney, um dos três melhores jogadores do mundo até o início do ano passado, que se arrebentou no fim da temporada, chegou baleado à África do Sul e foi um dos micos da Copa do Mundo de 2010.

5) Cruze os dedos no sorteio. Tudo é relevante no sorteio. Não apenas as seleções do grupo, mas também os possíveis rivais nas quartas de final e até a ordem dos adversários na primeira fase. Afinal, Rooney perderá a estreia por conta da besteira de ontem em Podgorica. Para uma seleção repleta de traumas, complexos e desculpas esfarrapadas, começar bem é obrigatório.

6) Faça da convocação um jogo decisivo. Se possível, com pipoca e guaraná. Fabio Capello tem acertado nas últimas convocações, mas pode ter um surto de conservadorismo na hora errada. Você deve lembrar que Joe Cole, Shaun Wright-Phillips e Emile Heskey foram à Copa nos lugares de Adam Johnson, Ashley Young e Theo Walcott. Portanto, atenção ao Dunga italiano.

7) Tenha calma com o substituto. Capello realmente vai embora depois da Euro. A reação imediata de muita gente, com destaque para a do aposentado da seleção Jamie Carragher, foi fechar as portas para outro técnico estrangeiro. O inglês Steve McClaren é a melhor prova de que incompetência não tem passaporte. A escolha do substituto não deve ser norteada por esses radicalismos ou mesmo pela campanha da Inglaterra na Euro.

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