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Posts com a Tag Phil Jones

quarta-feira, 6 de março de 2013 Copas Europeias, Man Utd | 08:57

Do kung-fu a Modric

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Acabou para o Manchester United. E está acabando para a Inglaterra, que, na Champions League, deve ter apenas a despedida do Arsenal em Munique e a honra de sediar a decisão. A provável ausência de representantes ingleses nas quartas de final é a sequência natural do que foi discutido no blog em dezembro do ano passado. No entanto, como até José Mourinho admitiu (“o melhor time perdeu”), os Red Devils poderiam ter derrubado o Real Madrid. O blog enumera cinco episódios que determinaram a derrota por 2 a 1 e a eliminação do United em Old Trafford:

Ferguson dispensou a entrevista coletiva após o jogo. Não é difícil entender por quê

A expulsão de Nani. O lance capital do confronto, mais do que qualquer um dos cinco gols. Sem intenção, Nani aplicou em Arbeloa um golpe de kung-fu e foi expulso pelo árbitro Cuneyt Cakir, que, enquanto o português estava deitado, teve alguns segundos para pensar no que faria. Um cartão amarelo teria punido Nani com correção, condenando a imprudência sem ignorar o caráter acidental do lance. Até a expulsão, o United controlava bem o jogo e não dava sinais de que sofreria gols.

A ausência de Jones. O quebra-galho do elenco, que perdeu por lesão a partida decisiva, teria sido importante demais. Não apenas para assessorar Rafael no combate a Ronaldo, sua principal função no jogo de Madrid, mas especialmente para fechar espaços e oferecer mais energia depois da expulsão de Nani. Alonso, Modric, Özil e Kaká circulavam à vontade contra meio-campistas desgastados e sem a força de Jones, que, como Sam Allardyce descobriu há duas temporadas no Blackburn, é capaz de proteger muito bem a área.

A apatia de van Persie. Ainda que a fase não seja brilhante, o holandês poderia ter feito mais no confronto. Na primeira partida, faltou a precisão habitual quando ele perdeu uma oportunidade clara diante de Diego López. Na segunda, faltou tudo a van Persie, que se aproximou bastante de sua versão pálida da Euro 2012.

A decisão de Ferguson. Ferguson relegou Rooney ao banco com o argumento de que Welbeck seria mais eficiente em atrapalhar Xabi Alonso. De fato, Welbeck foi enérgico sem a bola e limitou a passes burocráticos o articulador do Real Madrid, que costuma ser letal nos lançamentos. Mas Rooney vive ótima fase técnica e, embora não tenha o fôlego de Welbeck, também está habituado a cumprir papéis defensivos que contrariem sua “natureza”. Teria sido mais simples perseguir Alonso do que fechar o lado direito, como no primeiro jogo. É inevitável pensar na falta que Rooney fez nos momentos em que o United dominava. Não aproveitar Kagawa, que vinha de hat-trick no sábado, foi outra opção questionável.

A entrada de Modric. O ex-dínamo do Tottenham ainda não encontrou espaço no sistema de Mourinho, que mantém Khedira e Özil nas posições que ele poderia ocupar. Mas a atmosfera de um estádio inglês fez bem ao croata, um dos grandes da Premier League até a temporada passada. Chamado logo após a expulsão de Nani, Modric mostrou seu repertório em meia hora. Além do gol que pôs o Real Madrid em situação favorável, os passes precisos e a excelente movimentação minaram o sistema defensivo do United. Foi o melhor do jogo.

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quarta-feira, 4 de abril de 2012 Debates | 09:38

Baby boom

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David De Gea defende 79% das bolas que chegam a ele na Premier League, mais do que qualquer outro goleiro. No começo da temporada, porém, o espanhol do Manchester United era motivo de piada. Não apenas porque saiu de uma mercearia sem pagar as rosquinhas que levava consigo, mas também porque falhava constantemente. Na segunda-feira, De Gea fez três ótimas defesas contra o Blackburn e foi tão fundamental quanto Antonio Valencia para que o United abrisse cinco pontos de vantagem sobre o Manchester City.

De Gea: de novo Massimo Taibi a novo Peter Schmeichel?

A recuperação de De Gea, hoje consolidado como titular, é um processo tão natural quanto o começo titubeante. Aos 21 anos, ele sucede Edwin van der Sar sob uma das metas mais cobiçadas do futebol mundial. A responsabilidade, que já seria grande, fica ainda maior quando pensamos nos £18 milhões que Alex Ferguson pagou por ele ao Atlético Madrid e no rótulo de “herdeiro de Iker Casillas” na seleção espanhola. As altas expectativas levam a um comportamento imediatista dos juízes de plantão (inclusive nós, jornalistas), que por vezes esquecem que o jogador deixou de ser um teenager há muito pouco tempo. De Gea precisava aprender o idioma, adaptar-se ao país e, sobretudo, amadurecer.

Em época de adequação ao fair-play financeiro da UEFA, os jovens são o que há no mercado. Um valor bem investido hoje significa uma década sem preocupações na posição do garoto contratado. E aí está a ambiguidade: a justificativa para a contratação está no longo prazo, mas a sociedade exige respostas rápidas, bem antes de o atleta completar seu desenvolvimento. Os clubes eventualmente são culpados, é bom que se diga. Está claro, por exemplo, que Andy Carroll não podia assumir o papel de protagonista que o Liverpool lhe ofereceu.

Com 22 anos, Carroll já tinha explodido no Newcastle, fracassado no Liverpool e, por conta da indiscrição de Fabio Capello, virado um símbolo do debate sobre alcoolismo no futebol inglês. É tudo muito rápido, muito precoce e, pelo descontrole emocional dele, pode ser determinante para uma sequência melancólica de carreira. Seu colega Jordan Henderson, de 20 anos, também já é tachado de flop por parte da crítica. Tudo bem que a temporada dele não é um primor, mas o garoto foi bem demais no Sunderland e, mesmo que irregular, já se mostrou capaz quando escalado na meia central do Liverpool. Paciência…

Um bom exemplo de gestão é Alex Chamberlain, que foi introduzido gradualmente ao primeiro time do Arsenal e teve sequência quando ganhou confiança. Já é evidente que Arsène Wenger pode aproveitá-lo melhor e que ele vai, em algum tempo, tornar-se peça-chave no elenco. E, como no caso de Chamberlain, nem sempre uma transferência cara implica cobrança imediata. O Chelsea pagou £18 milhões ao Anderlecht por Romelu Lukaku, que jogou só dez vezes e, enquanto Torres e Drogba tentam retornar à boa forma, pode evoluir em paz.

Ontem, acredite, Jonathan Evans foi eleito o melhor jogador de março no Manchester United. O norte-irlandês de 24 anos não é um zagueiro brilhante e pode ainda estar sujeito a chuvas e trovoadas, mas claramente teve um desenvolvimento tardio que começa a pagar a fé que Alex Ferguson sempre teve nele, a ponto de contrariar parte da torcida. Ferguson também administra bem a temporada de Phil Jones e soube utilizar o goleiro reserva Anders Lindegaard quando foi necessário proteger De Gea, nosso personagem principal e prova de que as primeiras impressões não são definitivas.

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domingo, 4 de dezembro de 2011 Man Utd | 21:22

Na conta do chá

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Manchester United 5 x 1 outros. Este é o placar agregado das últimas cinco partidas do United na Premier League. Religiosamente, um gol marcado por jogo. O único sofrido veio de um pênalti inexistente, concedido pelo árbitro Mike Jones ao Newcastle. A consequência natural da goleada do Manchester City por 6 a 1 em Old Trafford, há seis rodadas, é a cura da insônia de quem assiste ao time de Alex Ferguson.

Phil Jones é símbolo de um United que pouco joga, não deixa jogar e sempre encontra um gol - nada além de um gol

A vitória de ontem, por 1 a 0 sobre o Aston Villa em Birmingham, foi provavelmente o pior jogo da temporada. E as partidas contra Swansea, Sunderland e Everton, também recentes e vencidas por 1 a 0, não ficam muito atrás. É evidente que Ferguson tinha de se cuidar após levar seis gols em casa – e isso se manifesta, entre outros fatores, pelo resgate de Carrick aos titulares –, mas a mudança de perfil não é meramente obra do treinador.

O futebol atrativo e de ótima fluidez no ataque do início da temporada morreu com as ausências de Cleverley e Anderson (hoje lesionados, eram titulares) e o declínio técnico de Nani, Young e Rooney, este por vezes sacrificado para combater a pobreza criativa do meio-campo. Enquanto o trio perdeu fôlego à frente, a defesa ficou muito mais segura com a volta de Vidic, que aconteceu exatamente após a goleada para o City. É natural que partidas insanas, como os 3 a 1 sobre o Chelsea em Old Trafford, tenham sido substituídas por vitórias sonolentas.

Sem o cérebro de Cleverley, que se tornou fundamental de uma hora para outra, o United tem jogado por uma bola, geralmente finalizada por Chicharito. Infelizmente para Ferguson, o mexicano se junta a Cleverley e também vai perder os próximos jogos por lesão. A solução, então, é seguir ganhando na marra. Ontem, atuando no meio-campo, Jones compensou com intensidade as deficiências da equipe e, em ótima chegada à área, marcou o primeiro gol da carreira e definiu outra goleada por 1 a 0.

Não há crise em Old Trafford. Pelo contrário: os resultados domésticos, descontando a eliminação da Copa da Liga, são ótimos. O problema mesmo é o futuro. Em dezembro, o time até deve se virar sem Chicharito, com Welbeck de volta. No segundo turno, porém, o United enfrenta City (também na FA Cup), Tottenham, Chelsea, Newcastle e Arsenal longe de casa. Mesmo com os retornos, um mercado de janeiro sem novidades pode custar a briga pelo título.

Veja a classificação do campeonato.

Seleção do fim de semana
Wayne Hennessey (Wolves); Micah Richards (Man City), Phil Jones (Man Utd), Thomas Vermaelen (Arsenal), Gareth Bale (Tottenham); Daniel Sturridge (Chelsea), Yaya Touré (Man City), Scott Parker (Tottenham), Gervinho (Arsenal); Yakubu (Blackburn), Steven Fletcher (Wolves).

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 Inglaterra | 21:19

Correm muito e pensam pouco

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Silva, Mata e o inigualável valor do cérebro espanhol

Dos 23 espanhóis convocados por Vicente Del Bosque para o amistoso de amanhã, contra a Inglaterra, oito estão ou já estiveram na Premier League. O técnico campeão do mundo não vê problema nisso. Ao periódico AS, Del Bosque afirmou que o contato dos jovens com o futebol inglês foi importante para que a Espanha “perdesse complexos que atrapalhavam no passado”.

Parece uma troca justa. A Premier League entra com a competitividade, e os espanhóis entram com um talento de fazer inveja no país que os contrata. Hoje, os falsos wingers David Silva e Juan Mata oferecem a Manchester City e Chelsea o que eles dificilmente teriam encontrado no mercado interno: criatividade perto do gol. Essa facilidade em organizar com passes curtos e tirar assistências da cartola é artigo raro, para não dizer nulo, entre os ingleses.

A partida de amanhã deve confirmar isso, quando um meio-campo espanhol de passadores baterá de frente com um inglês de estilo direto, fadado a correr atrás. Ninguém esconde. Mesmo sem revelar o time titular, Fabio Capello já anunciou que vai utilizar o faz-tudo Phil Jones no meio para tentar barrar Xavi. Walcott, símbolo de uma seleção que corre muito e pensa pouco, considera que a “velocidade da Inglaterra” pode derrotar a Espanha.

O jeito é apostar nela, mas sem esquecer que o país falhou ao não revelar meias ofensivos mais cerebrais. Quando assistirem a Silva, Mata e amigos em Wembley, os ingleses certamente vão lamentar de novo a carreira de Joe Cole, nem sequer cogitado para a seleção nos últimos tempos. Ainda que esteja bem no empréstimo ao Lille, o mais espanhol dos criadores ingleses foi muito menos do que a Inglaterra precisava.

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sábado, 15 de outubro de 2011 Liverpool, Man Utd | 13:31

Cinco lições de Anfield

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Acionista do Liverpool, LeBron James debutou em Anfield

Dominante no segundo tempo, o Liverpool merecia mais do que o empate por 1 a 1 com o Manchester United, que quebra uma sequência desfavorável na casa do rival. Veja as cinco lições que tiramos do maior clássico da Inglaterra:

O Liverpool preocupa Ferguson. Não exclusivamente pelo investimento no verão, mas também pelas três vitórias consecutivas que havia conseguido contra o United em Anfield. Nos 3 a 1 da temporada passada, Ferguson escalou, do meio para frente, Nani, Carrick, Scholes, Giggs, Rooney e Berbatov numa ousada formação com os zagueiros reservas (à época, Brown e Smalling).

Desta vez, os escolhidos foram Park, Jones, Fletcher, Giggs, Young e Welbeck, com um meio-campo povoado e Nani e Rooney no banco. Ferguson preferiu preservar o atacante, em fase turbulenta, e dar espaço a Welbeck. Mas a presença do português no banco pareceu uma escolha livre de fatores extracampo, apenas para que Park lutasse contra José Enrique e Downing. O técnico acertou.

Phil Jones é, de fato, opção para o meio-campo. Na final da Champions, um dos argumentos para o passeio do Barcelona sobre o United foi a ausência de um volante entre as linhas, que minimizaria a participação de Messi. A questão é que esse jogador inexistia no elenco. Agora ele existe. Habituado ao meio-campo no Blackburn e adaptado à lateral direita por Ferguson, o zagueiro Phil Jones pode exercer várias funções. Desde que chegou a Old Trafford, foi a primeira vez dele no meio. Em grandes jogos, pode virar rotina.

Lucas ainda está sujeito a recaídas. Sem confiança, impreciso nos passes e meio perdido no centro do campo, o brasileiro esteve muito perto de deixar o Liverpool após três temporadas fracas. No entanto, a recuperação foi fantástica a ponto de ele ser eleito o melhor jogador do clube em 2010-11. Hoje, talvez cansado pela parada internacional (não enfrentou a Costa Rica, mas foi titular contra o México), Lucas lembrou sua má e velha versão, flertou com a expulsão e foi substituído por Henderson no começo do segundo tempo.

Anfield não é fácil. Na verdade, não é exatamente uma lição de hoje. De qualquer forma, os minutos finais chamaram atenção pela inoperância do United, que foi capaz de buscar o resultado, mas, mesmo programado para atacar, foi também muito pressionado pelo Liverpool após o empate. Como escreveu Michael Owen no Twitter, poucos times vão vencer em Anfield na temporada. Talvez nenhum.

Outro fator interessante foi a condução dessa pressão pelo Liverpool, que, sem alterações no fim, prescindiu de Bellamy (poderia ter substituído Downing para oferecer mais velocidade) e Carroll (mesmo sem muito moral, teria sido uma referência importante na vaga de Kuyt). O registro positivo foi a participação de Henderson, que, posicionado bem à frente de onde rende mais, quase decidiu o jogo e ganhou confiança. O United celebra a atuação impecável do não mais questionado De Gea.

Gerrard pode acertar até quando erra. O impacto do retorno dele é enorme. Não foi a melhor das atuações do capitão, titular pela primeira vez na temporada, porém o poder de influência continua grande, próximo do ataque ou, como na parte final do jogo, mais dedicado à marcação. O gol de falta parecia milimetricamente genial com a falha de Giggs, que ofereceu o espaço de que a bola precisava, mas o próprio Gerrard admitiu: “tentei bater por cima da barreira”.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Inglaterra | 18:10

Livre concorrência

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Titular no Tottenham, Kyle Walker falhou no gol de Ramsey, mas compensou com o míssil que decidiu o dérbi

Ontem, quando Kyle Walker acenou para as bancadas do White Hart Lane após Tottenham 2-1 Arsenal, ele provavelmente saudava os orgulhosos familiares. Mas o entusiasmo do ofensivo lateral-direito, determinante para a vitória dos Spurs, tinha outro endereço: Fabio Capello, que, como quase sempre, acompanhava o jogo do estádio. Deu certo. Walker foi convocado para o decisivo confronto com Montenegro pelas Eliminatórias da Euro.

Não é a primeira vez de Walker, que se beneficia das constantes lesões de Glen Johnson, dono da posição na seleção inglesa. Espera aí… Dono da posição? Johnson fez só um jogo em 2011-12, quando voltava de um período de contusão para entrar em outro. O lateral do Liverpool, de 27 anos, jamais passou de 36 partidas numa temporada, parece ainda mais propenso a problemas físicos agora e se vê muito ameaçado pela nova concorrência.

Nova mesmo. Três dos candidatos a assumir a lateral direita da Inglaterra eram titulares da seleção sub-21 que fracassou na Euro há três meses. Além de Walker, Phil Jones e Chris Smalling são nomes confiáveis para o futuro. Dois zagueiros com explosão e boa chegada à frente, duas descobertas de Alex Ferguson. Jones e Smalling (titular da lateral contra Bulgária e País de Gales, mas ausente da última convocação por contusão) atacam tão bem, que não podem ser qualificados como “laterais defensivos” da ordem de Wes Brown e John O’Shea, antigas alternativas no Manchester United.

A disputa ainda inclui Micah Richards, que se estabilizou como lateral no Manchester City. Por conta da experiência mais vasta e da consistência que traz da temporada passada, Richards é quem parece mais perto de roubar o lugar de Johnson se ele não jogar bem e regularmente. Para depois da Euro, é difícil antecipar qualquer coisa. Jones tende a virar zagueiro titular, mas os outros, incluindo até Martin Kelly, do Liverpool, têm chances de ganhar uma posição mais aberta do que nunca.

Rio Ferdinand
É tempo de renovação. Mesmo disponível, Rio Ferdinand ficou fora da convocação. Reflexo da ascensão de outros nomes e das atuações inseguras dele nos últimos jogos do Manchester United, onde também parece próximo de perder a posição.

Confira a lista dos convocados para Montenegro x Inglaterra

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011 Jovens, Premier League | 20:28

Renovou

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Te cuida, Chicharito!

Os dois jogos mais chamativos da segunda rodada da Premier League revelaram uma tendência importante. Com o Fair Play financeiro da UEFA batendo à porta e a regra que impõe o mínimo de oito jogadores formados na Inglaterra por elenco, as promessas locais apareceram. Em Arsenal 0 x 2 Liverpool, no sábado, e Manchester United 3 x 0 Tottenham, agora há pouco, 12 ingleses sub-23 foram titulares. Mais de um time.

O Arsenal teve o lateral Carl Jenkinson, o volante Emmanuel Frimpong e o winger Theo Walcott. Jenkinson já atuou em seleções finlandesas de base, e Frimpong nasceu em Gana, porém ambos são potenciais jogadores da Inglaterra. Dos três, apenas Walcott é titular, ainda que a debandada no Emirates possa mudar isso rapidamente. No segundo tempo, entrou mais um sub-23: Henri Lansbury.

O trio do Liverpool que atuou no sábado tem papéis mais importantes. Martin Kelly mostra tanta segurança, que fica complicado afirmar que ele é reserva de Glen Johnson. Fabio Capello, que assistia à partida, elogiou o ótimo lateral. Jordan Henderson, que esteve na seleção principal, tem sido titular durante a ausência de Gerrard. Andy Carroll, por sua vez, carrega uma responsabilidade do tamanho dele. A gente até se esquece de que o ex-atacante do Newcastle tem somente 22 anos.

No Manchester United, foram quatro jovens ingleses: Chris Smalling na lateral direita, Phil Jones na zaga, Tom Cleverley na meia central e Danny Welbeck no ataque. Este, com um gol (após passe de Cleverley) e uma assistência, foi o melhor em campo. O mais impressionante é que o time não sente o impacto dessa renovação. Com média de 23 anos, o United acertou incríveis 21 finalizações contra o Tottenham do lateral Kyle Walker e do volante Jake Livermore.

Uma forma de sustentar o modelo é recorrer a empréstimos. Por exemplo, para botar fé em Cleverley e Welbeck em compromissos difíceis, Alex Ferguson primeiro os cedeu a Wigan e Sunderland, onde eles se desenvolveram demais. Os jovens retornam confiantes e dão respostas imediatas ao clube e a essa ideia. O fenômeno deve ajudar também a seleção nos próximos anos.

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domingo, 7 de agosto de 2011 Copas Nacionais, Man Utd | 18:20

Olá, muito prazer

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De Gea, Jones e Young são a espinha dorsal de uma renovação que vai muito além deles

20, 21, 23, 19, 21, 26, 22, 23, 25, 26 e 21. A sequência, bastante repetida há algumas horas, traz as idades dos titulares do Manchester United na parte final da Supercopa da Inglaterra, contra o Manchester City. Foram eles que transformaram uma desvantagem de 2 a 0 em mais um título para os Red Devils, que venceram por incríveis 3 a 2. O fato de Ashley Young (26) ser o vovô de um time que reagiu assim a um rival forte e experimentado representa bem mais do que uma piada pronta.

Antes da entrada de Berbatov, a dois minutos do fim, Alex Ferguson havia recorrido a quatro das seis substituições permitidas. Sem Giggs desde o início, trocou os experientes Ferdinand, Vidic, Evra e Carrick (que, outra vez, apareceu de surpresa em uma Community Shield) pelos jovens Evans, Jones, Rafael (capitão do time!) e Cleverley. Não foi preciso mudar tanto para chegar à sequência do começo do texto. São os novos tempos em Old Trafford, que nos levam a alguns comentários:

1) Aquele problema ainda existe. A imagem de Messi entre o meio-campo e a defesa do United na final da Champions ainda deve incomodar Ferguson. Hoje, o gol de Dzeko deixou claro que a ausência de um volante defensivo contra adversários difíceis e com alguém no setor (até não foi o caso de Yaya em boa parcela do jogo, é bem verdade) expõe os zagueiros perigosamente. A diferença é que não havia quem pudesse fazer essa proteção na temporada passada. Hoje tem: o polivalente Phil Jones.

2) Combinação letal. O primeiro gol de Nani, batizado por aí de “gol de Barcelona”, mostrou o nível de fluidez a que o jogo do United pode chegar. Muito disso se deve à ousadia de Ferguson, que tem insistido em escalar Young e o próprio Nani abertos no meio-campo. Quando eles chegam ao ataque tabelando com Rooney e mais um (hoje Welbeck), a defesa adversária tem muitos problemas.

Você enxergava um bom lateral-direito aí?

3) Iniesta inglês. Para ter fluidez, alguém precisa vir de trás com qualidade. A entrada de Tom Cleverley, que também participou do golaço de Nani, foi determinante para a virada e até fez Anderson crescer. Cleverley volta do empréstimo ao Wigan confiante e com status de “futuro Iniesta” para vários torcedores. Funciona melhor como meia central do que aberto pela direita, função que lhe foi delegada por Stuart Pearce na Euro sub-21. Tem tudo para ser muito utilizado.

4) Defesa versátil. Na pré-temporada, Ferguson testou todos os seus zagueiros jovens (Smalling, Jones e Evans) nas laterais. Agora, a gente entende por que O’Shea e Brown não ficaram. É claro que ninguém pode depender de Evans para nada, mas as opções legitimam a presença de apenas três laterais de ofício no elenco. Uma das boas surpresas da Community Shield foi o poder ofensivo de Smalling, hoje lateral-direito.

5) De Gea. O goleiro espanhol de 20 anos falhou nos dois gols do City, mas é cedo demais para tachá-lo de novo Taibi, Bosnich, Barthez ou Howard. O ex-colchonero tem talento e precisa se adaptar ao ambiente, às novas responsabilidades e até à fluência no idioma. Por exemplo, em entrevista ao blog, o brasileiro Adriano Basso, agora no Hull, revelou que as dificuldades iniciais com a língua o forçaram a uma transferência para o minúsculo Woking por conta da tarefa de organizar a defesa.

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quarta-feira, 8 de junho de 2011 Jovens, Listas, Review | 16:17

A temporada: Revelações

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Goleador na equipe B, Fábio abriu a contagem no primeiro time contra Wigan e Arsenal

A temporada foi produtiva. Brasileiro, surpresas e até protagonistas deste mercado de transferências estão entre as revelações de 2010-11 na Inglaterra. O blog separou sete:

7) Fábio, Manchester United. Criado lateral-esquerdo, foi deslocado à direita no terço final da temporada. Agradou tanto, que Ferguson não hesitou em escalá-lo nos grandes jogos. Fábio ainda não fez 21 anos, mas o sucesso precoce do irmão Rafael e a escassez de chances contra Evra colocavam sua carreira no United em xeque. Bobagem: ele é ótimo e joga em qualquer uma das quatro posições laterais.

6) Phil Jones, Blackburn. Ainda com 18 anos, foi deslocado ao meio-campo por Sam Allardyce. É zagueiro de origem, posição em que funciona melhor e onde mais se destacou no Blackburn. Hoje aos 19, Jones forma com Smalling dupla defensiva muito promissora na Inglaterra sub-21. O Manchester United está próximo de contratá-lo por £17 milhões.

5) Jordan Henderson, Sunderland. O Liverpool chegou a acordo com o Sunderland para levá-lo a Anfield. Seriam £13 milhões mais N’Gog. Se for isso mesmo, os Reds aproveitam a carência ofensiva dos Black Cats e fazem um ótimo negócio. O meia central de 20 anos, que se consolidou em 2010-11, é o organizador da Inglaterra sub-21 e tem notável visão de jogo. Sua origem como winger também pode oferecer opção interessante a Dalglish. Henderson já jogou ao lado de Gerrard: contra a França pela seleção principal, para a qual mereceu a convocação.

4) Daniel Sturridge, Bolton. Galvão Bueno não diria: “Robinho é famoso, mas quem joga é Sturridge, amigo”. Ainda muito novo, em 2008-09, o atacante inglês acumulou atuações mais interessantes que as da estrela brasileira no Manchester City. No entanto, a transferência para o Chelsea lhe fez mal. Em uma temporada e meia, jogou pouco e, quando entrou, foi tímido. O empréstimo ao Bolton em janeiro mudou sua carreira: oito gols em 12 jogos. Ali estava um atacante dinâmico, de finalização letal e que, de repente, pode ser importante em Stamford Bridge. Tem 21 anos.

Wilshere é titular da seleção inglesa e o inglês mais absoluto do Arsenal

3) Séamus Coleman, Everton. O jovem de 22 anos foi uma grata surpresa. Captura de Moyes em 2009, Coleman atuava no Sligo Rovers, de sua Irlanda. Na temporada passada, fez bons jogos no Everton e durante empréstimo ao Blackpool. Previa-se que pudesse resolver o problema da lateral direita nos Toffees, que teve uma década com o limitado Tony Hibbert. Mas foi como right winger que ele brilhou. O Bale destro fez seis gols e foi indicado ao prêmio da PFA de melhor jovem do ano.

2) Javier Hernández, Manchester United. O mexicano pode aparecer em várias listas. Mesmo depois dos ótimos números no Chivas e dois gols na Copa, quando chegou a ser reserva de Guille Franco (alguém se lembra dele no West Ham?), não se esperava uma temporada de estreia tão prolífica quanto a de Solskjaer em 1996-97. Chicharito, de 23 anos, virou titular, marcou 20 gols e se notabilizou por finalização e senso de colocação impressionantes.

1) Jack Wilshere, Arsenal. Incontestável. O empréstimo ao Bolton na temporada passada sinalizava que Wilshere poderia ter algum impacto no Arsenal. Mas titular absoluto como volante dos Gunners e da seleção inglesa? O meio-campista de 19 anos é ótimo em posicionamento, passe e marcação e joga como se tivesse uma década de profissional. Se aprender a marcar gols, vai marcar época também.

Havia mais opções, é claro. Acha que faltou alguém?

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