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Posts com a Tag Real Madrid

quarta-feira, 6 de março de 2013 Copas Europeias, Man Utd | 08:57

Do kung-fu a Modric

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Acabou para o Manchester United. E está acabando para a Inglaterra, que, na Champions League, deve ter apenas a despedida do Arsenal em Munique e a honra de sediar a decisão. A provável ausência de representantes ingleses nas quartas de final é a sequência natural do que foi discutido no blog em dezembro do ano passado. No entanto, como até José Mourinho admitiu (“o melhor time perdeu”), os Red Devils poderiam ter derrubado o Real Madrid. O blog enumera cinco episódios que determinaram a derrota por 2 a 1 e a eliminação do United em Old Trafford:

Ferguson dispensou a entrevista coletiva após o jogo. Não é difícil entender por quê

A expulsão de Nani. O lance capital do confronto, mais do que qualquer um dos cinco gols. Sem intenção, Nani aplicou em Arbeloa um golpe de kung-fu e foi expulso pelo árbitro Cuneyt Cakir, que, enquanto o português estava deitado, teve alguns segundos para pensar no que faria. Um cartão amarelo teria punido Nani com correção, condenando a imprudência sem ignorar o caráter acidental do lance. Até a expulsão, o United controlava bem o jogo e não dava sinais de que sofreria gols.

A ausência de Jones. O quebra-galho do elenco, que perdeu por lesão a partida decisiva, teria sido importante demais. Não apenas para assessorar Rafael no combate a Ronaldo, sua principal função no jogo de Madrid, mas especialmente para fechar espaços e oferecer mais energia depois da expulsão de Nani. Alonso, Modric, Özil e Kaká circulavam à vontade contra meio-campistas desgastados e sem a força de Jones, que, como Sam Allardyce descobriu há duas temporadas no Blackburn, é capaz de proteger muito bem a área.

A apatia de van Persie. Ainda que a fase não seja brilhante, o holandês poderia ter feito mais no confronto. Na primeira partida, faltou a precisão habitual quando ele perdeu uma oportunidade clara diante de Diego López. Na segunda, faltou tudo a van Persie, que se aproximou bastante de sua versão pálida da Euro 2012.

A decisão de Ferguson. Ferguson relegou Rooney ao banco com o argumento de que Welbeck seria mais eficiente em atrapalhar Xabi Alonso. De fato, Welbeck foi enérgico sem a bola e limitou a passes burocráticos o articulador do Real Madrid, que costuma ser letal nos lançamentos. Mas Rooney vive ótima fase técnica e, embora não tenha o fôlego de Welbeck, também está habituado a cumprir papéis defensivos que contrariem sua “natureza”. Teria sido mais simples perseguir Alonso do que fechar o lado direito, como no primeiro jogo. É inevitável pensar na falta que Rooney fez nos momentos em que o United dominava. Não aproveitar Kagawa, que vinha de hat-trick no sábado, foi outra opção questionável.

A entrada de Modric. O ex-dínamo do Tottenham ainda não encontrou espaço no sistema de Mourinho, que mantém Khedira e Özil nas posições que ele poderia ocupar. Mas a atmosfera de um estádio inglês fez bem ao croata, um dos grandes da Premier League até a temporada passada. Chamado logo após a expulsão de Nani, Modric mostrou seu repertório em meia hora. Além do gol que pôs o Real Madrid em situação favorável, os passes precisos e a excelente movimentação minaram o sistema defensivo do United. Foi o melhor do jogo.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013 Copas Europeias, Man Utd | 15:59

Real Madrid x Manchester United

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O confronto entre Manchester United e Real Madrid é a típica ironia de sorteio da UEFA Champions League. Segundo colocado no grupo do United, o Galatasaray enfrenta nas oitavas de final um Schalke 04 em péssima fase. A Alex Ferguson, as bolinhas reservaram José Mourinho e Cristiano Ronaldo. Mesmo que a liderança da chave não tenha sido recompensada com um adversário simples, ninguém reclamou da sorte. Certamente é a partida que todos querem jogar, ainda que precocemente.

É improvável que a crise de vestiário do Real Madrid facilite o confronto. À parte algumas atuações tétricas na liga espanhola, as últimas semanas mostraram que, quando concentrado, o time de Mourinho pode destruir bons oponentes. Ainda em janeiro, o Valencia levou 5 a 0 em casa, com todos os gols no primeiro tempo. No sábado, um brilhante Cristiano Ronaldo garantiu 4 a 1 sobre o Sevilla.

Embora a temporada do United indique que o ataque sempre compensa as falhas da defesa, o caminho para sair vivo do Santiago Bernabéu passa por esperar e não oferecer espaço para as transições rápidas do Real Madrid. O quarto gol contra o Sevilla foi a perfeita demonstração de como o contra-ataque madridista é letal e não deve ser permitido. O time da Andaluzia cobrou falta no campo de ataque e, exatamente 15 segundos depois, sofreu o gol. Ronaldo iniciou e concluiu a jogada.

Possíveis escalações. Base do United é a formação utilizada contra o Tottenham, em 20 de janeiro, com Rooney no lugar de Kagawa

Aliás, Ronaldo não pode ser marcado apenas por Rafael. Ferguson teve esse cuidado quando enfrentou Bale, na visita ao Tottenham há três semanas. Para evitar a exposição do lateral brasileiro às arrancadas do galês, Phil Jones, o quebra-galho do elenco, foi escalado no meio-campo e dobrou a marcação sobre Bale. A tendência é que ele repita o expediente em Madrid. Não à toa, havia certa apreensão sobre a condição física de Jones, substituído por precaução na última rodada da Premier League. Contra o Tottenham, deu certo. Na quarta-feira, pode sobrar espaço para outros jogadores decisivos – daí a importância, por exemplo, de Carrick no combate a Özil.

Outra peça-chave para o United é Rooney, que deve ligar contra-ataques, abastecer van Persie e eventualmente finalizar. A versatilidade do número 10 oferece flexibilidade à equipe. Ferguson pode orientá-lo a incomodar Xabi Alonso, sua função habitual, ou mesmo a fechar o lado esquerdo, como aconteceu no fim de semana contra o Everton. No entanto, sem esquecer a necessidade de marcar gols em Madrid, é fundamental que Rooney sempre se aproxime da área quando o United tiver a bola.

Como o Real Madrid contra-ataca sem piedade, é praticamente questão de sobrevivência para o United um placar aceitável no Santiago Bernabéu. A eliminação de dez anos atrás (vitórias do Real por 3 a 1 em Madrid e do United por 4 a 3 em Manchester, com hat-trick de Ronaldo Fenômeno), mesmo com personagens diferentes, serve de lição: quando você tem de correr atrás do resultado, sempre haverá um Ronaldo do outro lado para derrubá-lo.

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terça-feira, 5 de abril de 2011 Copas Europeias, Tottenham | 18:49

Jenas da discórdia

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Redknapp escolheu Jenas, o segundo jogador a menos do Tottenham. Uma salada

Aplausos irônicos: Redknapp escolheu Jenas, o segundo jogador a menos do Tottenham, e o time virou uma salada

O Tottenham sucumbiu em Madri. Os 4 a 0 foram uma prorrogação do sorteio que colocou Real e Barcelona no caminho até Wembley. Deu tudo errado. A ausência de Lennon, que passou mal minutos antes do jogo, foi catastrófica porque o time perdeu metade do poder de contra-atacar e o padrão de jogo. A imbecil e precoce (15′) expulsão de Crouch e a lesão de Corluka ainda forçaram Redknapp a outras modificações pesadas durante a partida.

O time entrou no habitual 4-4-1-1, mas com o estranho deslocamento de Bale à direita para incomodar Marcelo. Aberto pela esquerda, Modric jogava como antes da ascensão do galês e se desperdiçava por ali. No centro, Sandro e Jenas. Sim, Jenas! Redknapp tinha Huddlestone e Kranjcar no banco, mas escolheu a antiga revelação do Nottingham Forest, que passou pelo Newcastle e nada joga há uns três anos. Inexplicavelmente, era ele quem marcava (sic) Adebayor no primeiro gol.

Quando Crouch foi expulso, Bale voltou à esquerda para correr feito um condenado e dar ao time a única alternativa a um ilhado van der Vaart. Modric foi para o centro, e Jenas, para o lado direito. Ali acabava a noite do Tottenham. Jenas tomou um baile de Ronaldo e Marcelo, não defendeu e não atacou. E a salada de Redknapp prosseguiu. No fim, sem Corluka, ele teve de trocar Assou-Ekotto (que, aliás, ainda procura Di María) de lado e mandou Bassong para a esquerda.

O tamanho do desastre foi determinado especialmente pela expulsão, mas o Tottenham também não se ajudou. O time fará um amistoso contra o Real Madrid em White Hart Lane, atura Adebayor (10 gols em 13 jogos contra os Spurs – em suma, o mesmo que Drogba representa para o Arsenal) e leva ótimas recordações de sua primeira Champions em 48 anos. A campanha foi notável.

Abaixo, os diferentes posicionamentos do Tottenham durante o jogo:

Até 15′: Gomes (muito mal, aliás); Corluka, Gallas, Dawson, Assou-Ekotto; Bale, Sandro, Jenas, Modric; van der Vaart; Crouch

De 15′ a 45‘: Gomes; Corluka, Gallas, Dawson, Assou-Ekotto; Jenas, Sandro, Modric, Bale; van der Vaart

De 45′ a 80′: Gomes; Corluka, Gallas, Dawson, Assou-Ekotto; Jenas, Sandro, Modric, Bale; Defoe

Desde 80′:  Gomes; Assou-Ekotto, Gallas, Dawson, Bassong; Jenas, Sandro, Modric, Bale; Defoe

Yet to come
Para a Inglaterra, o melhor está por vir: amanhã, Chelsea e Manchester United começam um confronto que, com a provável eliminação da Inter, pode ser interpretado como uma semifinal antecipada.

Samba Rock
Em seu El Pichichi, Fernando Vives fala da noite do Seu Jorge togolês

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segunda-feira, 4 de abril de 2011 Copas Europeias, Tottenham | 21:56

Fala, Juande Ramos

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No Tottenham, Ramos foi campeão e teve o pior início de temporada do clube em todos os tempos

Hoje, ele treina o brasileiro Giuliano, campeão e protagonista da Libertadores pelo Inter, no ucraniano Dnipro Dnipropetrovsk. No entanto, Juande Ramos já teve pontos mais altos na carreira. Rei de Copas pelo que fez no Sevilla, o técnico espanhol passou recentemente por Tottenham e Real Madrid, que, amanhã, abrem as quartas-de-final da Champions no Santiago Bernabéu. Ramos, é claro, foi procurado pela imprensa para dar seu pitaco sobre o confronto.

A análise dele foi, digamos, simplista. “O Real é favorito porque tem mais estrelas, mas tudo vai depender da vantagem que eles levarem a Londres”, constatou. À exceção de van der Vaart, que pulou do Santiago Bernabéu para White Hart Lane nesta temporada, Ramos talvez seja a pessoa mais familiarizada com os dois ambientes. Até por ser neutro hoje, sua opinião ganha um status importante, que ele acaba de banalizar.

A quem não se lembra, a passagem de Ramos pelo Tottenham começou bem e terminou de modo desastroso. O espanhol, que substituiu Martin Jol e ganhava um dos maiores salários da Inglaterra, deu aos Spurs seu único título no século: a Copa da Liga de 2008, após emocionante final contra o Chelsea. Entretanto, na temporada seguinte, teve o pior início da história do clube, com dois pontos em oito jogos, seus últimos por lá. Redknapp assumiu, Juande foi parar no Real Madrid e recomendou um dos empréstimos mais bizarros da história.

No confronto que Ramos reduziu ao número de estrelas, os dois times vivem momentos difíceis. Enquanto o Real Madrid praticamente abandona La Liga, o Tottenham segue se debatendo contra os pequenos na Inglaterra e pode precisar ganhar a Champions para retornar a ela na próxima temporada. Para piorar, as lesões e as dúvidas prejudicam os dois times. Nos Spurs, por exemplo, há cinco defensores importantes no estaleiro. O único que ainda pode aparecer no jogo é Gallas.

Mourinho conta com Cristiano Ronaldo e Marcelo. Redknapp, por sua vez, deve ter Bale. Os duelos laterais serão fundamentais. Os possíveis Corluka x Ronaldo, Assou-Ekotto x Di María, Bale x Sergio Ramos e Lennon x Marcelo sugerem ligeira vantagem ao Real Madrid. E é exatamente nisso que os londrinos têm de acreditar: o favoritismo espanhol não é tão grande assim e pode ser subvertido. Se repetir a aplicação de San Siro, o Tottenham briga.

Provável Tottenham: Gomes; Corluka, Dawson, Bassong, Assou-Ekotto; Lennon, Sandro, Modric, Bale; van der Vaart; Crouch.

Curiosidade: o Real Madrid venceu o Tottenham nas quartas-de-final da Copa da UEFA de 1984-85. Os Spurs defendiam o título.

Aqui, detalhes do Real Madrid

Repasso a indicação do jornalista Dassler Marques. O uruguaio Gus Poyet, que jogou no Tottenham e auxiliou Juande Ramos por lá, de fato aproveitou o que conhece do clube e fez uma análise decente.

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sexta-feira, 18 de março de 2011 Curiosidades, Premier League | 15:05

Vale a pena ver de novo

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Na Copa, as mãos de Suárez classificaram o Uruguai contra Gana. No domingo, ele enfrenta três dos homens que fez chorar

“Em seu lugar, eu teria feito a mesma coisa, mas ele não pode ir ao meu país. É o homem mais odiado em Gana”. Asamoah Gyan, atacante do Sunderland, definiu bem o estrago provocado pelas mãos de Luis Suárez, hoje no Liverpool. No último minuto da prorrogação, a defesa instintiva do uruguaio evitou o gol que daria a classificação inédita às semifinais da Copa do Mundo a um africano. Gyan teve a chance no pênalti, mas a bola bateu no travessão, e Gana acabou eliminada. Oito meses depois, os dois se reencontram.

Aliás, não só eles. O Sunderland, que recebe o Liverpool no domingo, tem no elenco John Mensah, capitão de Gana, e Sulley Muntari, autor do gol africano no empate por 1 a 1 contra o Uruguai. Em setembro do ano passado, quando Suárez ainda estava no Ajax, Mensah disse à BBC que “chutaria” o uruguaio se o encontrasse. A conversa foi bem-humorada, e o zagueiro deixou claro que entendeu o que seu adversário fez, mas ainda havia certo ressentimento. Hoje, nem tanto.

A exploração do reencontro vale só pela curiosidade. Muntari e Gyan já deixaram claro que o trio (se todos forem titulares) vai cumprimentar Suárez antes de um jogo que perdeu importância. A definição de que o sexto lugar não leva ninguém à Europa pode ter tirado parte do apetite do Sunderland. O Liverpool, quatro pontos acima dos Black Cats, ainda pensa em alcançar pelo menos o Tottenham. Mas vai ser difícil. Mesmo fora da luta por copas europeias, o time dos ganeses se comportou bem contra o Arsenal e está mais encorpado que em fevereiro. Na temporada passada, um gol de balão foi determinante para a vitória por 1 a 0 sobre os Reds.

No Chelsea-City da temporada passada, Bridge, hoje no West Ham, ignorou Terry

Confira todos os jogos da 30ª rodada (favoritos destacados):

Sábado
9h45 Tottenham x West Ham (ESPN Brasil)
12h Aston Villa x Wolverhampton
12h Blackburn x Blackpool
12h Manchester United x Bolton (ESPN)
12h Stoke x Newcastle
12h West Bromwich x Arsenal (ESPN Brasil)
12h Wigan x Birmingham
14h30 Everton x Fulham

Domingo
10h30 Sunderland x Liverpool (ESPN Brasil)
13h Chelsea x Manchester City (ESPN Brasil e ESPN HD)

Sorteio da Champions

Poxa, Lineker

Real Madrid x Tottenham. Gary Lineker foi quem escolheu as bolinhas. E o ex-atacante dos Spurs passou longe de levar sorte a White Hart Lane. Depois do Milan nas oitavas, vêm aí Real Madrid nas quartas e, se os londrinos avançarem, Barcelona (ou Shakhtar) nas semifinais. A decisão em casa, contra Mourinho, não ajuda. No reencontro de van der Vaart com o clube que o desprezou, o Tottenham vai precisar de Modric, Lennon, Bale e do holandês em excelente forma para eliminar um time que não deve oferecer muitos contra-ataques. Atuações onipresentes de Sandro também serão bem-vindas.

Chelsea x Manchester United. Em outubro do ano passado, daria Chelsea. Em dezembro, United. Para abril, não há um claro favorito. Os Blues terão boa chance de abrir vantagem, valendo-se do tabu de Stamford Bridge. Mas a decisão em Old Trafford contra um time tão habituado ao sucesso na Europa está longe de ser simples. Ancelotti não pode contar com David Luiz, e Ferguson deve ter de se virar sem Ferdinand. O sorteio castigou ambos, mas pelo menos eles escaparam de Real Madrid e Barcelona até a decisão. Nas semifinais, o adversário sai de Inter x Schalke.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 Curiosidades, Jogadores, Tottenham | 16:22

Triste rotina

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Woodgate tem oito jogos pela seleção. Poderia ter 80

Em novembro de 2009, o zagueiro Jonathan Woodgate, do Tottenham, descobriu que perderia mais alguns meses da carreira por conta de uma grave lesão na virilha. O jogador foi submetido a cirurgia, e o prazo para o retorno era indeterminado. Woodgate ficou 15 meses sem defender os Spurs. Retornou justamente na terça-feira, contra o Milan, para cobrir a saída do lateral-direito Corluka, atropelado por Flamini. Lesionou-se novamente, desta vez com um estiramento no músculo adutor esquerdo. Normal para quem acaba de voltar, porém dramático para quem chega ao 14º ano da carreira com apenas quatro temporadas completas.

Aos 18 anos, Woodgate já jogava no ótimo time do Leeds. Em 2002, com a crise financeira se instalando em Elland Road, trocou os Peacocks pelo Newcastle. Nos primeiros sete anos como profissional, sempre foi tecnicamente muito bem, mas pequenas e grandes lesões minaram sua consistência. Woodgate só havia feito mais de 30 jogos em suas duas primeiras temporadas. Apostando exclusivamente no potencial dele, o Real Madrid resolveu contratá-lo por £13 milhões. Pior para os merengues, que viram o zagueiro jogar apenas 12 vezes pelo clube. Em enquete do periódico Marca, ele foi eleito “a pior contratação do século 21” em La Liga.

Após duas temporadas praticamente inexistentes em Madrid (ele nem sequer entrou em campo na primeira), Woodgate passou mais um ano e meio no Middlesbrough antes de o Tottenham resolver apostar nele. O zagueiro até rendeu enquanto pôde: foi, por exemplo, o melhor jogador da final da Carling Cup de 2008, quando os Spurs venceram o Chelsea. Curiosamente, sua única temporada consistente em White Hart Lane foi 2008-09, em que o Tottenham teve um início tenebroso com Juande Ramos e, depois com Harry Redknapp, celebrou um lugar na primeira metade da tabela.

Após a lesão no San Siro, onde o zagueiro jogou por 31 minutos, especulou-se que Woodgate, de 31 anos, estaria “fora da temporada” pela enésima vez na carreira. Por ora, o Tottenham confirma apenas a contusão, mas a extensão dela só será conhecida após avaliação mais detalhada. Como quase não joga, ele nem pode se queixar do calendário sem quebras ou das chuteiras, como faziam várias estrelas inglesas que lesionaram um dos metatarsos (ossos entre o tarso e os dedos do pé) de 2002 a 2006 – a lista é longa, pode acreditar. Assim como com Hargreaves, Ashton, Dyer e seu parceiro Ledley King, não vamos nos lembrar do que Woodgate foi, mas do que poderia ter sido.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 Copas Europeias, Curiosidades, Man Utd | 00:36

Teatro dos pesadelos

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Nossa tendência a mitificar aqueles que se despedem pode superestimar a contribuição de um jogador ao futebol. Mas, a Ronaldo, não há homenagem que seja excessiva. Por isso, relembro uma das mais espetaculares atuações do melhor atacante de sua geração. Em 23 de abril de 2003, o Old Trafford se levantou para aplaudir o responsável pela eliminação do Manchester United na Champions League. O Real Madrid do Fenômeno ganhou o primeiro jogo daquela quarta-de-final por 3 a 1. Na volta, em Manchester, um sensacional hat-trick de Ronaldo inutilizou a vitória dos Red Devils por 4 a 3. Divirta-se:

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