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Posts com a Tag Roberto Martinez

segunda-feira, 13 de maio de 2013 Wigan | 14:58

Copo meio cheio

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Na Premier League, a semana do Wigan foi bem negativa. De uma inesperada derrota para o Swansea na terça-feira a uma combinação de resultados que garantiu a permanência na elite a Norwich, Newcastle, Southampton e Fulham, a possibilidade de rebaixamento cresceu bastante. O Wigan ainda depende dos próprios resultados para sustentar o rótulo de incaível, mas precisa vencer o Arsenal amanhã no Emirates (aconteceu na arrancada espetacular da temporada passada) para levar a decisão ao confronto direto com o Aston Villa, na última rodada.

Ainda assim, foi ironicamente a melhor semana da história dos Latics. A inédita conquista da FA Cup, acompanhada de uma categórica vitória por 1 a 0 sobre o Manchester City no sábado, é inesquecível. Além da discrepância entre os níveis de investimento, o City não tinha problemas no elenco – enquanto Roberto Martínez não contava com três titulares – nem desgaste mental comparável ao de um Wigan que perdeu toda a margem de erro a que tinha direito para permanecer na Premier League.

Implacável pelos lados, o 3-4-3 de Martínez aprontou de novo

Os Latics, que tiveram expressivos 48% de posse de bola e finalizaram 14 vezes, mereceram vencer. Martínez foi criativo para superar os desfalques na defesa, anulou os pontos fortes do City (muito mais ligados à qualidade individual do que à estratégia mal-acabada de Roberto Mancini) e não estacionou o ônibus. Ao contrário, decidiu que a melhor maneira de manter o adversário distante de seu gol era brigar pelo controle do jogo em vez de entregá-lo ao Manchester City.

Titular da ala direita durante a temporada, Boyce foi um dos três zagueiros, ao lado de Alcaraz e Scharner, que ocupou o espaço do lesionado Figueroa. Como o reserva de Boyce na ala, Stam, está fora da temporada, Martínez improvisou no setor o volante McArthur, que protegeu o corredor e deixou ao abusado McManaman a tarefa de atacar Clichy. À esquerda, no lugar do também lesionado Beausejour, o treinador espanhol escalou Espinoza, fundamental para oferecer profundidade com Maloney deslocado à faixa central para criar jogadas.

Enquanto o City agonizava, os Latics exploravam o ataque pelas pontas e só não venceram com facilidade por conta da desvantagem técnica em relação ao adversário, pois a execução da estratégia de Martínez se aproximou da perfeição. O Wigan, que costuma ser divertido para quem assiste, mas tem problemas sérios para se defender, desta vez foi preciso e contrariou o clássico roteiro das vitórias de times menores sobre gigantes, sem tantos milagres do goleiro Robles (que foi muito bem quando exigido) e ameaçando Hart em vários momentos.

Amigos para sempre

O Wigan não tem o direito de reclamar dos sorteios da FA Cup, que lhe reservaram apenas dois confrontos contra equipes da Premier League, mas as vitórias na decisão e nas quartas de final, por 3 a 0 sobre o Everton em Liverpool, não deixam dúvidas. O provável rebaixamento colocaria em xeque o futuro do clube, que pode perder Martínez e jogadores-chave (McManaman, McCarthy e os mais experientes Koné e Maloney têm mercado), mas não deve ser tratado como uma tragédia. É, na verdade, o caminho natural para quem investe tão pouco no elenco mesmo em relação a recém-promovidos, como West Ham e Southampton, que contratou Rodriguez e Ramírez no verão e competiu com o Liverpool por Philippe Coutinho em janeiro.

O proprietário Dave Whelan tem mais motivos para festejar. A conquista foi a realização de um sonho que parecia impossível, rendeu uma vaga na próxima Europa League e reforçou os laços entre ele e Martínez, que foi meio-campista do Wigan de Whelan entre 1995 e 2001 e retornou ao clube como treinador há quatro anos. Mesmo que o último capítulo dessa história seja o rebaixamento, que pode deixar o clube em situação difícil, às vezes é preciso valorizar mais as experiências do que o fluxo de caixa. E o que Martínez fez pelo Wigan não tem preço.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012 West Bromwich, Wigan | 22:20

A mágica de Martínez

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Martínez esteve no radar do Liverpool, mas o Wigan ganhou outra temporada com o espanhol

Contratado por £9 milhões há menos de três meses, Victor Moses já retribui o investimento do Chelsea. O nigeriano de 22 anos marcou gols em todas as competições possíveis e ganhou de Roberto Di Matteo o status de 12º titular, a quem o treinador recorre em situações críticas. Ontem, na partida decisiva contra o Shakhtar pela Champions League, entrou e decidiu. Moses conquista espaço no Chelsea, mas deixou uma lacuna em seu antigo clube, o Wigan. Pelo poder de desestabilizar defesas, destacava-se demais numa equipe que carecia de talento. A pergunta era inevitável: o Wigan sobreviveria sem ele?

O Wigan sobrevive, assim como se manteve na Premier League na temporada passada, mesmo após a venda de Charles N’Zogbia (uma espécie de antecessor de Moses) ao Aston Villa. Das últimas nove partidas de 2011-12, os Latics venceram sete. A épica arrancada que evitou o rebaixamento pode ser creditada à conversão a um 3-4-3 que oferecia mais segurança, variações e capacidade de controlar jogos. A ideia paliativa do técnico Roberto Martínez virou solução permanente, e o Wigan segue atuando, em alto nível, do mesmo modo.

Os Latics estão na 13ª posição no campeonato, seis pontos acima da zona de rebaixamento. Na rodada passada, o Wigan venceu merecidamente o Tottenham por 1 a 0 em White Hart Lane, estádio onde foi goleado por incríveis 9 a 1 há três anos. Desde então, o time cambaleou, permaneceu na elite sem que ninguém compreendesse. “O Wigan é ‘incaível’”, dizem. Mas o trabalho de Martínez amadureceu, de forma que a perda de peças importantes como N’Zogbia, Rodallega e Moses não afetasse tanto o coletivo, o que permite o surgimento de outros destaques. O atacante Franco Di Santo, por exemplo, foi convocado à seleção argentina.

Em 12-13, a grande virtude de Martínez é manter o embalo da temporada anterior. Ele costumava dizer que o Wigan demorava a reagir no campeonato por conta das mudanças de um ano para outro, que exigiam tempo para encontrar a melhor formação, as melhores parcerias entre os jogadores. No entanto, a atual equipe tem apenas duas alterações em relação àquela que derrotou Manchester United, Arsenal, Liverpool e Newcastle nas rodadas finais de 11-12: o zagueiro Ivan Ramis e o artilheiro Arouna Koné, destaque do Levante, sexto colocado de La Liga na temporada passada. A pré-temporada desta vez serviu para aprimorar, não para criar um novo time. Não à toa, o começo é bom.

Com seu orçamento para lá de limitado (a formação titular, sem jogadores da base, foi montada com cerca de £20 milhões), o Wigan impressiona ainda mais este ano, pois o nível de exigência do campeonato subiu. E não tem essa de “estacionar o ônibus”. O time é agradável, baseia-se em troca de passes e movimentação intensa de jogadores versáteis, como Figueroa, Beausejour e Maloney, que podem executar mais de uma função no mesmo jogo e permitem até uma mudança de sistema sem que as peças sejam trocadas. Os Latics têm a sétima maior média de posse de bola (54%) da liga. Martínez faz novamente um trabalho brilhante, para derrubar previsões.

Possíveis formações de Wigan e WBA

Duelo de técnicos e estilos
No sábado, o West Bromwich visitará o Wigan no DW Stadium. O WBA é o quinto colocado do campeonato com 17 pontos e também supera expectativas. No entanto, a concepção de jogo é bem diferente. O West Brom tem apenas a 15ª média de posse de bola do campeonato, 44%. O foco está na solidez defensiva e na eficiência dos contra-ataques. A defesa dos Baggies foi vazada apenas 11 vezes, menos do que as de Manchester United, Everton e Tottenham. Steve Clarke, que foi ótimo auxiliar técnico em Chelsea, West Ham e Liverpool, prova que pode ter sucesso como número 1.

Apesar das virtudes coletivas, um fator fundamental tem sido a excelente parceria de volantes entre o congolês Mulumbu e o argentino Yacob, um achado do mercado de transferências. Os atacantes Long e Odemwingie (mesmo atuando aberto pela direita) também são armas importantes. Pelas boas campanhas e o contraste entre estilos, o Wigan x WBA de sábado tende a ser uma das partidas mais interessantes da próxima rodada.

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domingo, 27 de maio de 2012 Liverpool, Wigan | 11:19

Para entender o interesse em Martínez

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Martínez e Henry passeiam por Miami. Houve questionamentos à autenticidade da foto

O proprietário do Wigan, Dave Whelan, tem sido a fonte mais importante da imprensa esportiva inglesa. Atual empregador de Roberto Martínez, hoje favorito para assumir o comando técnico do Liverpool, Whelan afirma que o pentacampeão europeu já fez uma proposta formal ao espanhol. A informação mais precisa é de que o mandachuva do Fenway Sports Group (FSG, grupo que controla o Liverpool), John Henry, e Martínez de fato se encontraram em Miami na quinta-feira para a primeira rodada de negociações.

A receptividade a Martínez é ruim. Em redes sociais, torcedores se dizem contrários à escolha do ainda técnico do Wigan para substituir Kenny Dalglish. Eles alegam que contratá-lo é “pensar pequeno”. Em três anos de Premier League, a única ambição com a qual Martínez teve de lidar foi escapar do rebaixamento. No Liverpool, ainda que o clube precise remar bastante para competir entre os melhores, a exigência mínima será o quarto lugar, com vaga na Champions League.

Se acertar com o Liverpool, Martínez até pode se intimidar diante do enorme salto na carreira e fracassar. É claro que pode. Entretanto, a postura dos torcedores que o rejeitam não é compatível com o momento do clube e parece ignorar as qualidades do treinador do Wigan. Não é mistério que o FSG quer um técnico jovem, talentoso e com mentalidade ofensiva para fazer um trabalho de longo prazo. Aí entra Martínez (38), que, em cinco anos de carreira, cumpriu todos os seus objetivos e o fez com estilo.

O atual Swansea, que surpreendeu a Premier League em 2011-12 com um fantástico trabalho de Brendan Rodgers, teve influência de Martínez, responsável por reconduzir os galeses à segunda divisão após 24 anos e pela imposição de uma cultura de futebol bem jogado enquanto esteve lá, de 2007 a 2009. No Wigan, são três temporadas cumprindo a tarefa de manter na elite um time que sempre inicia o campeonato entre os prováveis rebaixados.

Há um ano, o espanhol recusou proposta do Aston Villa porque queria cumprir um ciclo de três anos no DW Stadium. O que parecia um erro se revelou um grande acerto, pois 2011-12 foi a temporada mais brilhante de Martínez. Com uma equipe titular que, mesmo sem jogadores formados no clube, custou apenas £21 milhões, ele venceu sete das últimas nove partidas da Premier League. Liverpool, United, Arsenal e Newcastle perderam para um Wigan que controlava jogos e criava várias chances.

Com esta formação, o Wigan conquistou 27 pontos em 42 possíveis. Antes dela, foram 16 em 72 possíveis.

A questão é: como Martínez transformou o time mais frágil da liga na sensação da reta final da temporada? Para atacar com muita gente sem desproteger a defesa, o Wigan adotou um 3-4-3 capaz de confundir e dominar adversários. Martínez tanto pretendia implantar o esquema, que buscou o chileno Jean Beausejour em janeiro para ganhar uma peça capaz de defender e atacar com intensidade pelo lado esquerdo.

No 3-4-3 original, Maynor Figueroa é zagueiro, Emmerson Boyce e Beausejour são alas, e Shaun Maloney ocupa o lado esquerdo. Com uma simples movimentação (veja ao lado), sem que ninguém fique desconfortável na nova posição, Figueroa e Boyce viram laterais, Beausejour avança com liberdade, e Maloney centraliza para criar jogadas numa espécie de 4-2-3-1. Na teoria, ótimo. Na prática, ainda melhor.

Martínez foi jogador de Swansea e Wigan e ainda não trabalhou como treinador num ambiente que fosse estranho para ele. No Liverpool, a pressão da torcida e a obrigação imediata de sucesso seriam um desafio e tanto. Contudo, a grande habilidade tática e a boa relação com seus grupos mostram que Roberto Martinez merece uma chance de subir. Pode não ser em Anfield, onde ele teria de trabalhar sob um diretor esportivo (Louis van Gaal é candidato a assumir a função), mas será em algum lugar. Respostas devem aparecer na próxima terça-feira.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012 Wigan | 09:20

Leite em pedra

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Um breve levantamento sobre os titulares do Wigan que venceram o Manchester United por 1 a 0 explica por que os Latics são o time mais limitado da Premier League. As categorias de base vão mal e não cederam sequer um jogador à escalação de Roberto Martínez. Dave Whelan, o simpático proprietário do Wigan, teve de pôr a mão no bolso para contratar todos os 11. Mas não gastou muito, não. O mais caro deles foi o goleiro omaniano e pegador de pênaltis Ali Al-Habsi. Veja quanto e a quem o clube pagou por seus titulares:

McCarthy e McArthur, a dupla dinâmica do escocês Hamilton Academical

Ali Al-Habsi – £4 milhões ao Bolton
Emmerson Boyce – £1 milhão ao Crystal Palace
Gary Caldwell – £2 milhões ao Celtic
Antolín Alcaraz – £3 milhões ao Club Brugge
Maynor Figueroa – £1,5 milhão ao Olimpia hondurenho
Jean Beausejour – £2,5 milhões ao Birmingham
James McArthur – £500 mil ao Hamilton Academical
James McCarthy – £1 milhão ao Hamilton Academical
Victor Moses – £2,5 milhões ao Crystal Palace
Franco Di Santo – £2 milhões ao Chelsea
Shaun Maloney – £1 milhão ao Celtic

Sim, o Wigan investiu apenas £21 milhões no time titular, irrisórios para quem está há sete anos na Premier League. Por exemplo, só a venda de Antonio Valencia, que defendeu o Manchester United contra seu ex-time, rendeu £16 milhões aos cofres de Dave Whelan em 2009. Charles N’Zogbia, o melhor jogador do Wigan na temporada passada, foi para o Aston Villa por £9,5 milhões. O investimento é decrescente e, embora tenha capturado alguns bons valores, como Victor Moses, não tem o olho clínico de um Graham Carr, observador do Newcastle.

O Wigan é mais frágil a cada temporada. Nesta, é teoricamente a pior equipe da Premier League. Não na prática. Nas últimas rodadas, o Wigan é seguro, pressiona o adversário com e sem a bola, cria incontáveis chances de gol e consegue resultados ilógicos. As vitórias sobre Liverpool e Manchester United levaram os Latics a um cenário que realmente parecia impossível: o time fora da zona de rebaixamento. A queda é factível, mas a campanha já é para lá de surpreendente num ano em que os três recém-promovidos podem escapar – apenas o QPR ainda tem essa preocupação.

O milagreiro
Roberto Martínez deve ser bom mesmo. Sabe o Swansea de Brendan Rodgers? Foi Martínez quem iniciou o trabalho de longo prazo no Liberty Stadium, em 2007. Sabe este Wigan? Está na Premier League porque ele extrai tudo do time. O treinador espanhol, de 38 anos, é outro a entrar naquela discussão sobre o melhor da temporada. No verão passado, ele foi fiel a seu contrato, que termina no fim desta temporada, e recusou o Aston Villa. Agora, mercado é o que não vai faltar.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 Blackburn, Sunderland, Wigan | 10:49

Times de caráter

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O gol de Ji Dong-Won fez O'Neill levitar no Estádio da Luz

A frequência de resultados inesperados durante a maratona de ano-novo na Premier League tem um motivo especial: o caráter mostrado por algumas equipes. Sunderland, Wigan e Blackburn, para citar três, têm extraído forças de onde a gente nem imagina:

Sunderland. Quando assumiu os Black Cats, Martin O’Neill diagnosticou falta de confiança no vestiário, mas deixou claro que a “paixão”, como dizem os ingleses, ainda estava lá. Com alguns ajustes e o entusiasmo de sempre (a comemoração após o gol sobre o Manchester City foi qualquer coisa), o norte-irlandês tirou a equipe do buraco, marcou dez pontos em cinco partidas e celebrou uma grande vitória, pela qual os jogadores batalharam demais, sobre o líder do campeonato no primeiro dia de 2012. A notável atuação do capitão Lee Cattermole é o símbolo do novo Sunderland.

Wigan. Apesar de ainda estar na zona de rebaixamento e ter o pior saldo de gols da liga, o Wigan de Roberto Martínez não para de surpreender. O elenco mais frágil da elite inglesa tem arrancado resultados improváveis: nas últimas sete rodadas, houve vitórias fora de casa sobre Sunderland (ocasionando a demissão de Steve Bruce) e West Bromwich e empates contra Chelsea, Liverpool e Stoke. Este, conquistado no sábado, veio de forma heroica. Após sofrer a virada, com um jogador a menos, os Latics ganharam um pênalti no Britannia Stadium. Ben Watson entrou a quatro minutos do fim só para cobrá-lo e dar o empate ao, segundo Martínez, “inacreditável” Wigan.

Blackburn. Quem imaginava que, após perderem em Ewood Park para o Bolton, os Rovers levariam quatro pontos de Anfield e Old Trafford? No “clássico do porão”, há três rodadas, os torcedores locais pareciam querer uma derrota do Blackburn, para que o técnico Steve Kean fosse demitido. O Bolton ganhou, mas Kean, de forma até surpreendente, permaneceu no cargo. A partir daí, os jogadores se superaram, limitando o Liverpool a um gol e marcando três vezes contra o Manchester United, sempre longe de casa. A lanterna não está mais com eles.

Seleção da rodada
Simon Mignolet (Sunderland); Craig Gardner (Sunderland), Per Mertesacker (Arsenal), James Collins (Aston Villa), Leighton Baines (Everton); Scott Sinclair (Swansea), Steven Gerrard (Liverpool), Lee Cattermole (Sunderland), Craig Bellamy (Liverpool); Stephen Ireland (Aston Villa); Yakubu (Blackburn)

20ª rodada
Segunda-feira, 13h – Aston Villa x Swansea
13h – Blackburn x Stoke
13h – QPR x Norwich
13h – Wolves x Chelsea (ESPN, ESPN HD)
15h30 – Fulham x Arsenal (ESPN Brasil, ESPN HD)
Terça-feira, 17h45 – Tottenham x WBA
17h45 – Wigan x Sunderland
18h – Man City x Liverpool (RedeTV!, ESPN, ESPN HD)
Quarta-feira, 18h – Everton x Bolton
18h – Newcastle x Man Utd (ESPN Brasil, ESPN HD)

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011 Wigan | 13:18

Caso quase perdido

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O jogador Roberto Martínez chegou ao Wigan há 16 anos. Pode virar uma autêntica história de início, meio e fim de um sonho

Filho de uma cidade mais ligada ao rúgbi do que ao futebol, o Wigan Athletic se sustenta na Premier League há sete temporadas. A promissora décima posição do primeiro ano contrasta com as salvações milagrosas dos seguintes. Este Wigan de Roberto Martínez, por exemplo, pouca gente entende como se mantém na elite. Ainda assim, a resposta pode ser óbvia e definitiva para o destino do clube.

À oitava rodada de 2009-10, o Wigan já havia acumulado nove pontos, que seriam 13 duas semanas depois. No ano passado, mesmo com uma tabela ingrata, o time repetiu a campanha dos oito primeiros jogos. Desta vez, os Latics agonizam na penúltima posição com os cinco pontos conquistados nas três rodadas iniciais, quando os recém-promovidos Norwich, Swansea e Queens Park Rangers (todos acima do Wigan hoje) foram os adversários.

O Wigan vem, portanto, de cinco derrotas consecutivas. A última delas, no sábado, foi um desastre. Em casa, a equipe de Martínez precisava vencer um desesperado e concorrente Bolton, que tinha seis reveses seguidos. Perdeu por 3 a 1, foi ultrapassado e agora vê apenas o risível Blackburn no retrovisor. Sem aqueles pontos de que ninguém se lembra nos últimos dias da temporada, o Wigan dificilmente permanecerá na elite.

Quem é a referência deste time, que já teve Jimmy Bullard, Leighton Baines, Antonio Valencia, Charles N’Zogbia e, vamos lá, Emile Heskey? Não há. Com Rodallega assíduo ao departamento médico e um tanto insatisfeito, o Wigan depende de Franco Di Santo, um atacante que marcou mais gols em 2011-12 do que em suas três primeiras temporadas na Inglaterra: três a dois.

Hoje, os pés mais brilhantes do elenco são os do versátil Victor Moses, que, aberto pelos flancos, faz bom campeonato. O garoto de 20 anos, ex-Crystal Palace, recebeu de Martínez a responsabilidade de calçar as chuteiras de N’Zogbia. Por enquanto, é o maior driblador da temporada, mas não basta para tirar a equipe do buraco. Sem Cleverley e N’Zogbia ao lado, ele não marcou ou assistiu sequer um gol em 2011-12.

O problema que se alojava numa defesa que levou 9 a 1 do Tottenham há duas temporadas passou também ao ataque, que marcou seis gols nas oito rodadas. Neste ritmo, o sonho do proprietário Dave Whelan, que comprou um clube de quarta divisão há 16 anos, aproxima-se de um baque. Ao rejeitar o Aston Villa no verão, o técnico Roberto Martínez abraçou a causa. Deve morrer abraçado a ela.

Seleção da rodada
David De Gea (Man Utd); Micah Richards (Man City), Jonas Olsson (West Brom), Christopher Samba (Blackburn), Ashley Cole (Chelsea); Cheik Tioté (Newcastle), James Milner (Man City); Adam Johnson (Man City), Juan Mata (Chelsea), Anthony Pilkington (Norwich); Robin van Persie (Arsenal).

Fantasy
Três pontos separam o quinto colocado do líder da liga God Save the Ball. Com oito rodadas, Brenda (Leo Tasca) assumiu a ponta. Veja a classificação atualizada.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011 Debates | 10:20

Qual é o modelo?

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Gerrard reconhece o valor de uma câmera de televisão

Por três anos de contrato, o atual acordo para a transmissão da Premier League fora do Reino Unido rende £1.4 bilhão (R$3.9 bilhões) aos clubes da elite, que repartem o bolo em fatias do mesmo tamanho. A esse modelo de negociação, coletivo e igualitário, podemos atribuir uma significativa parcela do equilíbrio (ainda que ele seja discutível) no futebol inglês.

É a antítese do modelo espanhol, que, por permitir negociações individuais, acelera a disparidade entre o eixo Madrid-Barcelona e o resto da liga. Ciente de sua popularidade mundial e da vantagem que Real e Barça levam na Europa, o Liverpool agora sugere a mesma abertura à Inglaterra. O chefe-executivo dos Reds, Ian Ayre, considera que a possibilidade de cada clube discutir seus próprios valores faria justiça ao que eles representam globalmente.

De certo ponto de vista, faz sentido. Principalmente para quem crê sem restrições na mão invisível de Adam Smith. É aquela história: deixe o mercado decidir quanto eu mereço ganhar. Mas não é assim que a banda toca. A inconveniência do comentário foi exposta pelas reações negativas. Nenhum clube, nem mesmo aqueles que seriam beneficiados pela espanholização dos direitos, apoiou a iniciativa.

O número de seguidores da Premier League já se aproxima de 1.5 bilhão, cerca de 70% dos fãs de futebol em todo o mundo. Os jogos são exibidos em 212 países e territórios, com 185 mil horas de cobertura televisiva na temporada passada. Mas por quê? Ainda que você acompanhasse apenas as partidas do seu time, a sua torcida e o seu interesse pelo campeonato certamente seriam atrelados à qualidade do produto como um todo, que hoje é excepcional.

Além de restrito a meia dúzia de clubes, o benefício da espanholização dos direitos televisivos seria passageiro. O dinheiro poderia ajudar a custear, por exemplo, a construção de um novo estádio para o Liverpool ou a aproximar um inglês do duo de ferro espanhol na disputa da Champions. Mas, no longo prazo, o enfraquecimento da liga seria prejudicial a todo mundo. Um produto pior e mais heterogêneo atrai menos fãs e gera menos receita.

Afinal, “o melhor da nossa liga é a competitividade”, disse Roberto Martínez, do Wigan, ao Independent. Direto ao ponto, o único treinador espanhol da Premier League resumiu: “seria estranho tentar adotar um modelo que não funciona em outros países”. Martínez ainda comentou que, entediados com um campeonato de dois times, muitos torcedores de outros clubes espanhóis passam a apoiar Real Madrid ou Barcelona.

Del Nido deu a dica

Há duas temporadas, o treinador chileno Manuel Pellegrini liderou o Real Madrid numa campanha de 96 pontos (aproveitamento de 84%) e saiu fracassado do Santiago Bernabéu porque perdeu a liga para o Barcelona, que marcou 99.

Ecos da “maior porcaria do mundo”, definição do presidente do Sevilla, José Maria Del Nido, para o que tem sido La Liga nas últimas temporadas. Seria absurdo eliminar também na Inglaterra a incerteza de um resultado, às vezes inexistente na Espanha. Apto a pagar £10 milhões por um jogador como Peter Crouch, o Stoke não perdeu para Chelsea, Liverpool e Manchester United. Na temporada passada, os Wolves venceram estes três e o Manchester City.

Há outros mecanismos de diferenciação de receita entre os clubes, como as cotas televisivas nacionais. As fatias idênticas do bolo internacional fazem parte de um modelo que dá muito certo. A reclamação do Liverpool não deve motivar mudanças na Inglaterra, mas chamar atenção para o que acontece na Espanha. O errado que copie o certo, não o contrário.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Treinadores | 12:23

Sob ameaça

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O Forest teve 112 dias de Steve McClaren. Até que eles foram pacientes

Até na Inglaterra, dirigente de futebol adora pagar de Roberto Justus. A questão é que o uso indiscriminado do “você está demitido” costuma golpear as finanças. A Associação dos Treinadores de Liga (LMA na sigla em inglês) revelou à BBC que, só na temporada passada, os clubes ingleses das quatro primeiras divisões gastaram £99 milhões (cerca de R$290 milhões) em demissões de técnicos.

Se alguns integram um rol de treinadores que sempre conseguem boas posições (isso é bem evidente no Brasil), outros demoram a voltar à cena. Na Inglaterra, o período médio entre a dispensa e o novo emprego é de um ano e oito meses. Mas também existem aqueles que nem sequer retornam. De acordo com a LMA, “quase metade” dos técnicos de primeira viagem não retoma a carreira após a demissão.

Considerando apenas a Premier League, foram dispensados, antes do fim da temporada passada, Chris Hughton (Newcastle), Sam Allardyce (Blackburn), Roy Hodgson (Liverpool), Roberto Di Matteo (West Bromwich) e Avram Grant (West Ham). Por costume, outubro é o mês em que treinadores começam a perder seus empregos, geralmente porque os clubes ainda acreditam na salvação de um ano que começou mal.

É assim que funciona. Steve McClaren já deixou o Nottingham Forest, da segunda divisão, após 112 dias de (péssimo) trabalho. A temporada ainda é uma criança, mas pelo menos três técnicos da elite já balançam. Do mais para o menos ameaçado, veja quem são os “prestigiados” do futebol inglês:

*Com seis pontos em sete jogos e ficha suja de duas temporadas fracas, Steve Bruce não deve durar muito no Sunderland. Niall Quinn, que o segurava no cargo, saiu da presidência. O próprio treinador admitiu trabalhar com “o melhor elenco” desde que chegou ao clube, cobrindo-se de mais pressão – como se precisasse. Os resultados pobres poderiam ser atribuídos às várias mudanças no grupo, mas ele não tem tempo para conduzir um processo de amadurecimento da equipe. As vitórias são para já.

*Era tão previsível… Sem muitas contratações relevantes (a única foi a do zagueiro Scott Dann), os cartolas indianos do Blackburn não deveriam ter o direito de contestar Steve Kean. Mas, para quem demitiu um Sam Allardyce querido pelos jogadores e de boa campanha na temporada passada, quatro pontos em sete rodadas são nada convincentes. O auxiliar John Jensen já rodou.

*Ex-atacante do Bolton e aclamado por fazer um time rústico trocar passes (há controvérsia), Owen Coyle está mal em 2011-12. Não se trata apenas das seis derrotas em sete jogos, cinco para equipes de ponta, mas da facilidade com que seu Bolton concede gols. Meio-campo e laterais frágeis e lesões de jogadores-chave colocam em xeque sua posição. De qualquer forma, ele é competente e ainda tem algum crédito. Só precisa rever um par de conceitos antes que seja tarde.

Pode até haver outros ameaçados, como Roy Hodgson (West Brom), Roberto Martínez (Wigan) e Arsène Wenger (Arsenal). No entanto, o incrível trabalho dos dois primeiros na temporada passada e a história do último devem segurá-los por enquanto. A menos que um desses clubes sinta a necessidade de uma “mudança de impacto”, às vezes cruel, como a que tirou Roberto Di Matteo do West Brom em fevereiro. Façam suas apostas.

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segunda-feira, 30 de maio de 2011 Championship, Premier League, Swansea, Temporada | 14:20

Enfim, acompanhados

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Festa galesa em Wembley: à beira da quinta divisão há oito anos, o Swansea está na Premier League

Inédito: um galês vai disputar a Premier League inglesa, criada em 1992. Para mais de 86 mil pessoas em Wembley, o Swansea derrotou o Reading por 4 a 2 numa espetacular final dos play-offs da segunda divisão e volta à elite após 28 anos. Naquela época, o clube teve um crescimento assombroso sob o técnico John Toshack e terminou 1981-82 na sexta posição, antes de afundar à mesma velocidade com que subiu.

Além de Swansea e Cardiff, que há algum tempo flertavam com a Premier League, quatro galeses estão na pirâmide do futebol inglês: Wrexham, Newport County, Colwyn Bay e Merthyr Town, todos fora da Football League, que engloba as quatro primeiras divisões.

Os seis sempre jogaram na Inglaterra. Em 1992, com a fundação da Liga de Gales, eles recusaram a mudança para o futebol local. Outros cinco aceitaram, pagando o preço da passagem a um sistema infinitamente mais fraco, que não os obriga a disputar divisões inferiores, mas também limita o espaço de crescimento do clube.

Por falar em crescimento, um dos grandes responsáveis pela evolução recente do Swansea é Roberto Martínez, hoje técnico do Wigan. Em dois anos, o espanhol tirou os galeses da terceira divisão para transformá-los em habituais concorrentes ao acesso para a Premier League. O português Paulo Sousa até manteve o nível na temporada passada, mas não conseguiu levar o clube a outro patamar.

O atual treinador, Brendan Rodgers, teve temporada brilhante. Ele associou uma defesa forte, cujo principal pilar é Ashley Williams, a um jogo atrativo. Os três meias de seu 4-2-3-1 (Dyer, Dobbie e Sinclair) mataram o Reading no contra-ataque hoje. Scott Sinclair, aliás, fez três gols, consolidou-se como o grande nome da campanha e expôs o erro do Chelsea, que o vendeu por 500 mil libras.

O que pode fazer o Swansea na Premier League? Isso será assunto para as prévias da próxima temporada. Por enquanto, veja quem cai e quem é que sobe no futebol inglês:

O Southampton, que revelou Bale e Walcott, volta à segunda divisão

Premier League
As informações essenciais estão aqui

Championship
Promovidos: Queens Park Rangers, Norwich e Swansea
Rebaixados: Preston, Sheffield United e Scunthorpe

League One
Promovidos: Brighton, Southampton e Peterborough (ontem, em Old Trafford, Darren Ferguson – filho de Sir Alex – minimizou a tristeza da família ao vencer os play-offs com o Peterborough)
Rebaixados: Dag & Red, Bristol Rovers, Plymouth e Swindon Town

League Two
Promovidos: Chesterfield, Bury, Wycombe e Stevenage
Rebaixados: Lincoln City e Stockport

Conferência Nacional
Promovidos: Crawley Town (aquele) e AFC Wimbledon (o fruto da reação de torcedores locais à mudança do Wimbledon original para Milton Keynes)

Promoções in a row
O Norwich e o Stevenage conseguiram algo sempre improvável: o segundo acesso consecutivo. Nos Canaries, o trabalho de dois anos do técnico Paul Lambert impressiona. O escocês (mais um!) de 41 anos, ex-jogador do Celtic, merece totalmente a chance na Premier League.

O Stevenage, que eliminou o Newcastle na FA Cup, repetiu o Leeds da temporada passada e o Crawley Town desta, capitalizando o sucesso na copa para avançar uma divisão.

Rebaixamentos in a row
Stockport e Plymouth fizeram o caminho contrário e, em dois anos, regrediram duas divisões.

Atenção
A temporada acaba, mas o blog não para. Durante as férias dos clubes, a coluna vai trazer reviews de 2010-11, previews de 2011-12, falar da seleção inglesa principal e da sub-21, abrir espaço a outros assuntos e ficar atenta a especulações, contratações e afins. Acompanhem!

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009 Sem categoria | 18:37

WIGAN

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Cidade: Wigan (Grande Manchester)
Fundação: 1932
Apelido: The Latics
Estádio: The DW Stadium (ex-JJB Stadium)
Robin Park, Newtown, WN5 0UZ
Capacidade: 25.135
Tamanho do gramado: 110 x 60 m

Estrelas: Nossa, difícil, hein.

Fique de olho: Scott Sinclair e Jordi Gómez

Brazucas: nenhum

Quem chegou: Jason Scotland (Swansea) £2m; Jordi Gómez (Espanyol) £1.7m; James McCarthy (Hamilton); Hendry Thomas (Deportivo Olimpia) grátis

Quem saiu: Antonio Valencia (Manchester United) £16m; Lewis Montrose (Wycombe) grátis; Antoine Sibierski (liberado); Henri Camara (liberado)

Técnico: Robert Martinez (ESP)

Apostas pagam: 3500-1

Temporada passada:
Premiership: 11º
FA Cup: 3ª fase
Carling Cup: 4ª fase

Títulos: 0

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