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Posts com a Tag Robin van Persie

quarta-feira, 6 de março de 2013 Copas Europeias, Man Utd | 08:57

Do kung-fu a Modric

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Acabou para o Manchester United. E está acabando para a Inglaterra, que, na Champions League, deve ter apenas a despedida do Arsenal em Munique e a honra de sediar a decisão. A provável ausência de representantes ingleses nas quartas de final é a sequência natural do que foi discutido no blog em dezembro do ano passado. No entanto, como até José Mourinho admitiu (“o melhor time perdeu”), os Red Devils poderiam ter derrubado o Real Madrid. O blog enumera cinco episódios que determinaram a derrota por 2 a 1 e a eliminação do United em Old Trafford:

Ferguson dispensou a entrevista coletiva após o jogo. Não é difícil entender por quê

A expulsão de Nani. O lance capital do confronto, mais do que qualquer um dos cinco gols. Sem intenção, Nani aplicou em Arbeloa um golpe de kung-fu e foi expulso pelo árbitro Cuneyt Cakir, que, enquanto o português estava deitado, teve alguns segundos para pensar no que faria. Um cartão amarelo teria punido Nani com correção, condenando a imprudência sem ignorar o caráter acidental do lance. Até a expulsão, o United controlava bem o jogo e não dava sinais de que sofreria gols.

A ausência de Jones. O quebra-galho do elenco, que perdeu por lesão a partida decisiva, teria sido importante demais. Não apenas para assessorar Rafael no combate a Ronaldo, sua principal função no jogo de Madrid, mas especialmente para fechar espaços e oferecer mais energia depois da expulsão de Nani. Alonso, Modric, Özil e Kaká circulavam à vontade contra meio-campistas desgastados e sem a força de Jones, que, como Sam Allardyce descobriu há duas temporadas no Blackburn, é capaz de proteger muito bem a área.

A apatia de van Persie. Ainda que a fase não seja brilhante, o holandês poderia ter feito mais no confronto. Na primeira partida, faltou a precisão habitual quando ele perdeu uma oportunidade clara diante de Diego López. Na segunda, faltou tudo a van Persie, que se aproximou bastante de sua versão pálida da Euro 2012.

A decisão de Ferguson. Ferguson relegou Rooney ao banco com o argumento de que Welbeck seria mais eficiente em atrapalhar Xabi Alonso. De fato, Welbeck foi enérgico sem a bola e limitou a passes burocráticos o articulador do Real Madrid, que costuma ser letal nos lançamentos. Mas Rooney vive ótima fase técnica e, embora não tenha o fôlego de Welbeck, também está habituado a cumprir papéis defensivos que contrariem sua “natureza”. Teria sido mais simples perseguir Alonso do que fechar o lado direito, como no primeiro jogo. É inevitável pensar na falta que Rooney fez nos momentos em que o United dominava. Não aproveitar Kagawa, que vinha de hat-trick no sábado, foi outra opção questionável.

A entrada de Modric. O ex-dínamo do Tottenham ainda não encontrou espaço no sistema de Mourinho, que mantém Khedira e Özil nas posições que ele poderia ocupar. Mas a atmosfera de um estádio inglês fez bem ao croata, um dos grandes da Premier League até a temporada passada. Chamado logo após a expulsão de Nani, Modric mostrou seu repertório em meia hora. Além do gol que pôs o Real Madrid em situação favorável, os passes precisos e a excelente movimentação minaram o sistema defensivo do United. Foi o melhor do jogo.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Premier League | 14:42

Saldo da festa

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Sete rodadas em um mês, quatro em dez dias. A concentração de partidas da Premier League no período festivo sempre rende muitas observações. O blog trata de três aspectos importantes:

Disputa pelo título fica mesmo em Manchester. Two-horse race, dizem os ingleses. A derrota do Chelsea para o QPR praticamente enterrou a possibilidade de o título sair de Manchester. Mesmo que o time de Rafa Benítez flerte com 100% de aproveitamento até o fim da temporada, o que é para lá de improvável, a vantagem real de 11 pontos do United (que curiosamente perdeu 11 em 21 rodadas) não dá margem a outro perseguidor além do Manchester City, sete pontos abaixo. A turma de Robin van Persie é favorita pelo conforto na liderança e pela capacidade do holandês de resolver os jogos em que o United falha do ponto de vista coletivo.

Trabalho de Rodgers é melhor do que parece. A atual oitava posição do Liverpool é a mesma que frustrou os proprietários e resultou na demissão de Kenny Dalglish no fim da temporada passada. No entanto, o significativo enxugamento da folha salarial e a consciência de que resultados importam menos do que o alicerce para os próximos anos dão outra perspectiva à gestão de Rodgers. Já falamos muito da coragem para aproveitar jovens num contexto (elenco curto) que exige isso, mas as últimas rodadas expuseram outras virtudes do trabalho do norte-irlandês.

O Liverpool teve péssima atuação contra o Stoke, no Boxing Day, mas foi não menos do que excelente nas outras partidas festivas, diante de Fulham, QPR e Sunderland. Nesses três jogos, a equipe teve médias de 24 finalizações e 63% de uma posse de bola muito mais produtiva do que no início de 2012-13. Rodgers ainda resgata jogadores que pareciam causas perdidas (Henderson e Downing, que vêm de ótimas atuações) e teve um par de boas notícias no início do mercado de inverno: a chegada de Sturridge, a quem ele perseguia desde agosto (pode não dar certo, mas o Liverpool é o melhor lugar para o atacante de 23 anos), e a saída de Joe Cole para o West Ham.

Nulo na temporada passada, Marveaux virou titular na ausência de Ben Arfa em 2012-13

Departamento médico determina temporada fraca do Newcastle. Os Magpies têm nove derrotas nas últimas 11 partidas. A distância de apenas dois pontos para a zona de rebaixamento representa um anticlímax para quem comemorou tanto a quinta posição da temporada passada. Alan Pardew não se acomodou após ganhar um contrato até 2020, e as contratações de 2011-12 também não deixaram de ser brilhantes. O maior problema reside no péssimo momento físico do elenco.

A equipe que contava demais com Ben Arfa e Cabaye teve Marveaux e Bigirimana em várias das últimas rodadas. Até Jonás Gutiérrez perde jogos por lesão. Steven Taylor, que seria fundamental ao lado de Coloccini para tornar a defesa mais confiável, raramente está saudável. Agora sem Demba Ba para garantir um gol por partida, o Newcastle aposta mais em seus fisiologistas do que em quaisquer outros profissionais para ter uma temporada tranquila. Em meio à ameaça de crise, o lateral ofensivo Mathieu Debuchy é ótimo reforço e serve de alento.

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 Listas | 19:56

50%

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Após um ótimo Boxing Day, a Premier League 2012-13 chegou à metade. Não foi exatamente a conclusão de um turno, pois a tabela não é organizada assim, mas o blog apresenta a seleção da primeira parte do campeonato:

Asmir Begovic, Stoke. O sistema defensivo do Stoke oferece segurança ao goleiro, mas Begovic também é parte fundamental da barreira que tem nove clean sheets e sofreu apenas 14 gols em 19 jogos. Ainda que não faça tantas defesas acrobáticas quanto Michel Vorm, do Swansea, o bósnio de 25 anos merece estar aqui pelas mesmas razões que convenceram Tony Pulis a barrar Thomas Sorensen há duas temporadas.

Pablo Zabaleta, Manchester City. A concorrência com Maicon obrigou Zabaleta a manter o ótimo nível do primeiro semestre de 2012. Definitivamente, não existe mais aquele lateral / volante confuso que trocou o Espanyol pelo Manchester City em 2008. O atual Zabaleta é firme na defesa e contribui ao ataque.

Ryan Shawcross, Stoke. Não à toa, Tony Pulis acaba de lhe oferecer um contrato de seis temporadas. O capitão é um dos principais responsáveis por tornar o Stoke um time tão irritante e duro de ser batido. Marouane Fellaini sabe.

Jan Vertonghen, Tottenham. Forçado a atuar na lateral esquerda em várias partidas por conta da ausência de Assou-Ekotto, o zagueiro belga (que ocupa a lateral também na seleção) não decepcionou em nenhum dos extremos do campo. Quando está em seu território predileto, o centro da defesa, Vertonghen garante segurança e excelência na saída de bola.

Leighton Baines, Everton. Da lateral esquerda vem um dos grandes trunfos ofensivos do Everton. Baines há muito tempo tem um grupo de admiradores, mas nesta temporada é quase unanimidade.

Alex Tettey, Norwich. Quem vai proteger a defesa desta seleção? Tettey, é claro. O volante norueguês (nascido em Gana) fez uma sequência brilhante no primeiro turno. Desde que ganhou a posição, na sétima rodada, o Norwich é outro time, incomparavelmente mais confiável. O ex-jogador do Rennes também sobe ao ataque com lucidez. É um projeto de Yaya Touré 11 centímetros mais baixo.

Luis Suárez, Liverpool. Para aparecer entre os melhores, Suárez precisava aprimorar apenas sua finalização. Dito e feito. Mesmo numa equipe que geralmente sofre muito para chegar ao gol, o uruguaio já marcou 11 vezes, número igual ao da temporada passada inteira.

Na roda-gigante da temporada, Mata está lá em cima

Juan Mata, Chelsea. Com sete gols e sete assistências, Mata é o melhor jogador do Chelsea na Premier League. Se no início da temporada alguém discutiu a titularidade dele, hoje não há contestação. O espanhol está em plena forma e associa a visão de Oscar à verticalidade de Hazard.

Michu, Swansea. O asturiano é versátil (originalmente meia ofensivo, atua também como centroavante no Swansea), um dos artilheiros da liga com 13 gols e foi contratado por £2 milhões. Ninguém é melhor em value for money.

Gareth Bale, Tottenham. O hat-trick contra o Aston Villa levou Bale a nove gols na temporada, marca respeitável para quem tem sido winger num 4-4-2 e perdeu três jogos por lesão. Se for mais consistente, o galês pode fazer pelo Tottenham o que Cristiano Ronaldo fazia pelo United, ainda que essa associação pareça absurda hoje.

Robin van Persie, Manchester United. Nenhuma surpresa. Van Persie reedita em Old Trafford as atuações do Emirates e já é o jogador mais importante do Manchester United.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2012 Liverpool, Man Utd | 13:07

Robin e Luis

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Semana após semana, Robin van Persie e Luis Suárez se consolidam como os melhores atacantes da Premier League. No sábado, o holandês do Manchester United assumiu a artilharia isolada, com oito gols, ao marcar (e não comemorar) contra o Arsenal. Ontem, o uruguaio chegou a sete num lance de rara beleza, que deixou a crítica a seus pés e garantiu o empate do Liverpool com o Newcastle.

Agora contra André Santos, van Persie se divertiu em Old Trafford

Com participação direta em 42% dos gols do United, van Persie é fundamental para o novo clube, ainda que esteja em Old Trafford há menos de três meses. A contratação foi perfeita, pois acrescentou ao sistema um atacante quase infalível, no auge da carreira e aparentemente livre da tendência a lesões.

O gol marcado contra os ex-patrões foi um símbolo do que ele representa para o United. Embora seja excelente também fora da área, van Persie não precisa, a toda hora, buscar o jogo e criar suas próprias oportunidades. A bola se oferece com mais frequência para o artilheiro finalizar, geralmente com precisão cirúrgica. Ele é a cereja do cupcake.

No Arsenal, van Persie era bem mais do que a cereja. Sua influência sobre os gols dos Gunners na temporada passada foi de 58%. É inevitável pensar que, não fosse por ele, o Arsenal teria fracassado na busca por uma vaga na Champions League pela primeira vez na era Wenger. Houve outras peças importantes, como Alex Song (outro que deixou o Emirates), principal assistente de van Persie, mas o holandês, com seus 30 gols e 13 assistências em 38 partidas, era incomparável.

Sterling, 17, é o melhor coadjuvante de Suárez

Situação parecida vive Suárez. De acordo com a Opta, se os gols marcados e assistidos pelo uruguaio fossem excluídos, o Liverpool seria o último colocado da Premier League, com apenas dois pontos. Ele participou diretamente de nove dos 13 gols do time, ou seja, 69%. Pudera! Suárez é o único atacante com mais de 20 anos disponível no elenco. Borini, de 21, começou mal em Anfield e está lesionado.

É evidente que a excessiva concentração dos gols em Suárez tem mais contras do que prós. A tabela, que mostra o Liverpool em 12º, está aí para comprovar. Por outro lado, também parece claro que o time de Brendan Rodgers pode melhorar demais caso tenha um mercado produtivo em janeiro, o que é bem provável pelo discurso do treinador.

Suárez amadureceu e está pronto para liderar o Liverpool. O compromisso do clube é construir seu ataque em torno do uruguaio, com opções além dos ótimos teenagers Suso e Sterling. É o caminho inverso do percorrido pelo Manchester United, que inseriu um atacante fantástico numa engrenagem que já funcionava antes dele.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012 Arsenal, Man City, Man Utd | 16:44

Quanto vale van Persie?

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A trágica Euro da Holanda não desvalorizou van Persie

Alex Ferguson enfim admitiu que o Manchester United está interessado em Lucas, mas negou que já tenha chegado a um acordo com o São Paulo para a transferência do brasileiro de 19 anos. Há três dias, o técnico escocês revelou também que tentou, ainda sem sucesso, contratar Robin van Persie. O Arsenal exige ao menos £30 milhões, quatro a mais do que o clube pode pagar pelo reserva de Hulk na seleção olímpica.

Considerando que uma contratação exclui a outra, não há dúvida de que o investimento no holandês é melhor. Mesmo que Lucas seja aposta válida para o futuro (não por £26 milhões), Ferguson não deve dispensar a chance de enfim ter o sucessor de Ruud van Nistelrooy, alguém que ele procurou e não encontrou em Dimitar Berbatov. Longe de problemas físicos há quase dois anos, van Persie representa retorno imediato e, ao lado de Wayne Rooney, seria a chave para desafiar o Manchester City, prioridade do United para 2012-13.

Além do United, existe o interesse justamente do Manchester City, que pode fazer sentido à medida que a única certeza do ataque para a próxima temporada é Sergio Agüero. A concorrência e a perspectiva de vê-lo no principal adversário tornam van Persie mais desejado e, portanto, mais caro, mesmo a um ano do fim de um contrato que, como o próprio jogador divulgou, não será renovado.

Apesar do risco de perdê-lo em 2013 sem compensação financeira, o Arsenal está certo em pedir £30 milhões por van Persie. Há uma temporada, o Manchester City pagou £25 milhões por Samir Nasri, também com contrato expirante. Embora seja quatro anos mais novo, Nasri não tinha sequer metade da relevância do holandês, que marcou 37 gols e distribuiu 15 assistências em 2011-12. Na Premier League, o capitão participou de 58% (43 de 74) dos gols do Arsenal. Não é pouca coisa.

Talvez haja uma hipótese de van Persie ser liberado por uma proposta menor: a Juventus. Farto de perder seus talentos para o mercado interno, Wenger pode explorar o interesse da campeã italiana para não reforçar nenhum de seus rivais domésticos. No entanto, a aposta que se fazia há uma semana, de que £15 milhões seriam suficientes para tirá-lo do Emirates, não parece certa.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 Listas, Premier League | 10:21

Best XI

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A seleção de 2011-12 do God Save the Ball

Seleção do campeonato, cada um tem a sua. Em boa parte dos casos, não há critérios objetivos para as escolhas. É por isso que o God Save the Ball monta seu próprio time ideal da Premier League 2011-12 para começar a repercutir a temporada:

Joe Hart, Manchester City. Não houve goleiro mais confiável. Os holandeses Michel Vorm e Tim Krul foram rivais à altura, mas não a ponto de lhe tomarem a vaga na seleção. Aos 25 anos, Hart mostra que Roberto Mancini estava certo quando o transformou em titular em detrimento de Shay Given, há duas temporadas.

Micah Richards, Manchester City. Richards jogou apenas 28 vezes (23 como titular) e, atrapalhado por uma série de lesões, terminou a temporada na reserva de Pablo Zabaleta. Mesmo assim, a carência de bons laterais-direitos e seu desempenho no primeiro turno o colocam na seleção. Foram seis assistências, um gol e bastante energia a serviço dos campeões.

Vincent Kompany, Manchester City. Um dos nomes mais óbvios do time ideal, Kompany é o novo Nemanja Vidic do futebol inglês. Quase ninguém contesta seu status de melhor defensor do país.

Ashley Williams, Swansea. Após duas temporadas consecutivas na seleção da segunda divisão, o galês justifica sua presença entre os melhores da primeira – pelo menos para esta coluna. O Swansea somou 14 clean sheets ao todo e sofreu apenas 18 gols em casa, menos de um por partida. Williams liderou a defesa e tem tudo a ver com isso. Seu treinador, Brendan Rodgers, acredita que ele tem credenciais para atuar num clube maior, mas admitiu que não pretende perdê-lo.

Leighton Baines, Everton. Com seu visual pop star dos anos 70, o lateral da seleção inglesa fez outra temporada sólida e se manteve como uma das principais armas ofensivas do time, subindo pelo flanco esquerdo ou em bolas paradas. Baines é especulado no Manchester United.

Yaya Touré, Manchester City. O marfinense joga em todas as posições centrais do meio-campo, marcou pelo menos quatro gols fundamentais e, quando a temporada do City assumia contornos trágicos, foi ele quem chamou a responsabilidade. O melhor jogador do time campeão tem de estar na seleção da liga.

Yohan Cabaye, Newcastle. O meia da seleção francesa foi o craque do Newcastle na temporada. Sim, superior a Demba Ba e Papiss Cissé. Contratado por apenas £4.3 milhões, ele substituiu Kevin Nolan, vendido ao West Ham, numa manobra que nem todo mundo entendeu. Afinal, Nolan era uma das principais figuras do time. Mas Cabaye provou ser bem melhor, marcou, organizou e acumulou atuações memoráveis, como a da vitória do Newcastle sobre o Manchester United por 3 a 0.

David Silva, Manchester City. O líder de assistências na liga, com 14, foi o craque do primeiro turno. Silva normalmente exerceu um papel duplo, de criação de jogadas e recomposição para marcar um dos laterais adversários, como fazia Juan Mata com André Villas-Boas no Chelsea. Seu nível caiu demais entre janeiro e abril, quando era substituído com freqüência, mas a relevância dele para o título é incontestável.

Wayne Rooney, Manchester United. Foi tão bem quanto em 2009-10, com a vantagem de que não perdeu ritmo na reta final. Seus 27 gols na Premier League foram o impulso que quase levou o United a outro título nacional, mesmo numa temporada decepcionante para o clube de maneira geral. Mas Rooney precisa de companhia mais consistente no ataque.

Clint Dempsey, Fulham. O meia-atacante texano fez sua melhor temporada na Inglaterra e tornou-se o primeiro norte-americano a marcar 50 gols na Premier League. Além de sempre jogar bem, Dempsey comprova sua eficiência através dos números: com 17 gols e seis assistências, ele participou diretamente de 48% dos gols do Fulham. Nesse quesito, perde apenas para Robin van Persie.

Robin van Persie, Arsenal. Sim, com incríveis 30 gols e nove assistências, van Persie apareceu em 53% dos gols do Arsenal. Ninguém na Inglaterra foi tão importante para um time quanto o holandês para os Gunners. A seu capitão, Arsène Wenger deve a vaga direta na Champions League e mais uma temporada acima do Tottenham. Apesar da queda nas últimas partidas, craque do campeonato.

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sábado, 3 de março de 2012 Arsenal | 17:22

Dependência ou morte

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Walcott dá a nota para a temporada de van Persie

Na temporada passada, os torcedores de West Ham e Blackpool depositavam quase todas as esperanças em Scott Parker e Charlie Adam, respectivamente. Os dois clubes acabaram rebaixados à segunda divisão, mas Parker e Adam, premiados pelo ótimo desempenho, continuaram na Premier League. É natural que equipes menores tenham uma referência a quem entreguem todas as responsabilidades. Estranho é que isso aconteça no Arsenal.

E como acontece! Robin van Persie decidiu de novo. O Arsenal foi dominado pelo Liverpool no clássico de hoje, mas um par de toques do holandês silenciou Anfield. Van Persie agora tem incríveis 25 gols em 27 partidas na Premier League. Associando-os às oito assistências dele, chegamos a uma participação direta em 33 dos 55 gols marcados pelos Gunners, exatamente 60%.

A excelência do atacante aponta dois caminhos. O primeiro, mais imediato, é que van Persie pode, com uma bela ajuda do Chelsea, levar o Arsenal a uma improvável vaga na Champions. O outro, de médio prazo, é a saída dele, considerando que as discussões para a renovação do contrato (o atual vai até 2013) foram adiadas pelo próprio jogador e que ele está muito acima do nível médio do elenco.

De qualquer maneira, a facilidade dele para marcar gols, desenvolvida por Arsène Wenger (pense no RvP de três anos atrás), é um trunfo inestimável para o Arsenal. Na temporada mais difícil do treinador francês, van Persie já evitou vários surtos de crise. De importância comparável à que ele tem hoje para o time, talvez haja Ba no Newcastle, Dempsey no Fulham e Yakubu no Blackburn, não mais que isso.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 Arsenal | 16:24

Bom paliativo

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Park Chu-Young? Não, a sombra de Henry será sua própria estátua

Há uma semana, Arsène Wenger admitiu que não planejava escalar Robin van Persie como titular em todas as três partidas que o Arsenal disputaria no intervalo de seis dias. Mas Wenger caiu em tentação e obrigou seu principal atacante a competir durante 270 minutos de 27 de dezembro a 2 de janeiro. O resultado não foi muito bom, não. Van Persie marcou um gol, e os Gunners perderam cinco pontos, no empate com o Wolverhampton e na derrota para o Fulham.

Considerando que não há crise de lesões no ataque e que van Persie tem um vasto histórico no departamento médico, a decisão de não preservá-lo confirma a dependência nada saudável do holandês. Dependência que se agravaria daqui a poucos dias, a partir de quando o titular Gervinho e o reserva Chamakh vão desfilar em Gabão e Guiné Equatorial na Copa Africana de Nações (a gente volta, em breve, a essa questão). Mas ele vem aí: é quase certo o retorno de Thierry Henry ao Arsenal.

O empréstimo de dois meses tem diversos lados, que podem fazê-lo ser contrário ou favorável a ele. Primeiro, existe aquela conversa de arranhar a imagem do maior artilheiro (226 gols) e jogador (os torcedores dizem) da história do Arsenal. Afinal, Henry acaba de ganhar uma estátua nas imediações do Emirates. No entanto, a consciência coletiva protege o francês. Embora espere que ele seja importante, todo mundo sabe que não se trata do atacante de oito anos atrás e que sua contribuição deve ser bem menor.

Henry, de 34 anos, está relativamente bem nos Estados Unidos. Ainda que seu New York Red Bulls tenha decepcionado, ele melhorou demais em relação à primeira temporada, marcando mais gols e garantindo seu posto na seleção de 2011 da Major League Soccer. É claro que Henry deve sofrer um choque ao retornar a uma liga bem mais competitiva, mas o sucesso de Donovan no Everton em 2010 (a ponto de ele voltar em 2012) é uma boa referência de como a adaptação pode ser rápida.

O retorno é simbolicamente fantástico para os Gunners, que recebem seu maior ídolo na temporada mais turbulenta da era Wenger. Em campo, Henry pode ser até titular, pois se sente confortável na área de atuação de Gervinho, aberto pela esquerda no 4-3-3. Van Persie também não se importaria em, se necessário, sair da área. O único porém é a resistência de Wenger em procurar uma solução permanente. Marco Reus, que era ótima opção, já acertou com o Dortmund para 2012-13.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011 Arsenal, Copas Europeias | 19:03

O Henry dos pobres

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De Henry a van Persie: faixa de capitão, posição e responsabilidade estão com o holandês. Só que o elenco de apoio...

Dominado pelo Borussia Dortmund, o Arsenal teve sorte ao empatar por 1 a 1 na abertura do Grupo F da Liga dos Campeões. O golaço do croata Ivan Perisic a dois minutos do fim fez o mínimo de justiça ao campeão alemão. Nos Gunners, Song era a única figura combativa de um meio-campo repleto de meias leves e técnicos – Benayoun, Gervinho e o recuado Arteta. Enquanto a defesa agonizou contra um Dortmund bem menos brilhante que o da temporada passada, o ataque dependeu completamente de Robin van Persie.

Eterno atacante único de Arsène Wenger, o holandês roubou a bola, entregou a Walcott e recebeu de volta para marcar o gol inglês, ainda no primeiro tempo. E vai ser sempre assim. Para o Arsenal atingir algum sucesso na temporada, o novo capitão tem de, no mínimo, repetir o grande primeiro semestre de 2011 – terminou a temporada com 18 gols em 25 jogos de liga.

Os padrões de Wenger não aliviam a pressão. O fantástico Arsenal de 2001 a 2004 era um conjunto muito forte, mas, acima de tudo, tinha um atacante genial. A temporada 2003-04, a do título invicto, é a mais famosa, porém os números de Henry em 2002-03 são ainda mais absurdos e nos revelam o que ele representava em Highbury: só na Premier League, em 37 jogos, foram 24 gols e 23 assistências.

A concepção de futebol do manager não mudou, mas o time de hoje é muito pior. Tem talento em Gervinho, velocidade em Walcott e alguma capacidade de organização em Arteta, porém van Persie é a grande referência e precisa liderar de todas as formas. A faixa de capitão não é um mero presente a quem está lá há um bom tempo, mas uma atribuição de responsabilidade. A liderança é principalmente técnica. Como era a de Fàbregas, aliás.

Assim como Henry, o holandês era jogador de lado do campo e foi moldado centroavante por Wenger. Não à toa. A posição é crucial no 4-2-3-1 (ou coisa muito parecida) do treinador, demanda força física, assistências e gols em profusão. Para bater o escanteio e cabecear, van Persie ainda precisa se livrar das habituais lesões. Só assim esse Arsenal desmontado aos poucos e remontado às pressas pode dar certo.

Fantasy da Premier League
Brenda (Leo Tasca) e Smiths FC (Nelson Oliveira) avançaram muito, mas não roubaram a liderança do FC United of Santana (Claudio Roberto). Veja a classificação da nossa liga após quatro rodadas.

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