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Posts com a Tag Sir Alex Ferguson

sexta-feira, 10 de maio de 2013 Everton, Man Utd | 11:03

A sucessão

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A aposentadoria de Sir Alex Ferguson é daqueles eventos em que, antes de acontecer, ninguém acredita – à exceção do Telegraph, primeiro jornal a indicar a saída do manager após quase 27 anos no comando do Manchester United. Como sugeriu o artigo anterior desta coluna, o discurso de Ferguson não sinalizava aposentadoria. Não à toa, as especulações praticamente inexistiam, ou pelo menos eram bem mais leves do que temporadas atrás.

Acredite: Ferguson passou o bastão

No entanto, há aspectos lógicos na decisão. A menos que fosse motivado por um problema de saúde ou algo parecido, ele jamais escolheria sair em um cenário negativo. O 20º título do United no campeonato, 13º de Ferguson, é o melhor encerramento possível do ponto de vista moral, sobretudo por ser um incontestável contra-ataque à conquista do Manchester City em 2011-12. Além disso, quando justificou a aposentadoria, o manager reiterou o bom estado (qualidade e média de idade) do elenco que entregará a seu sucessor.

Aliás, o sucessor escolhido por Ferguson e aprovado pelo clube é a melhor manifestação de que o United não pretende promover alterações drásticas. Se existe alguém capaz de preservar o legado, sem a vaidade de apressar mudanças e deixar sua “assinatura” no clube imediatamente, é o escocês (outro, após Matt Busby e Ferguson) David Moyes, de 50 anos. Há 11 temporadas em Goodison Park, Moyes treinará o Everton nas duas rodadas restantes da Premier League e, em seguida, assumirá o que foi batizado de “trabalho impossível”.

Nem tanto, convenhamos. O contrato de seis anos oferecido pelo United atesta a confiança depositada em Moyes (quase um Alan Pardew, a quem o Newcastle entregou precipitadamente um contrato de oito temporadas), que há muito é um dos treinadores mais respeitados da liga. Respeito adquirido por conta da construção de um Everton sustentável e competitivo, que superou elencos mais caros e sempre foi um adversário difícil para qualquer time em qualquer estádio.

É equivocado afirmar que Moyes nunca gastou ou que sempre montou times contratando free agents, mas é correto vincular esse investimento a vendas importantes. Se um dia o Everton comprou Jagielka, Baines, Fellaini, Pienaar e Mirallas, é porque fez muito mais dinheiro com Rooney, Lescott, Rodwell, Andy Johnson (sim, Moyes o vendeu ao Fulham por £13 milhões) e Arteta. Lembra Simon Kuper, do Financial Times, que o Everton tem apenas a 10ª folha salarial da liga e sempre terminou entre os oito primeiros desde 2007.

Moyes não é um técnico purista como Jürgen Klopp ou Pep Guardiola, de estilos inconfundíveis. O Manchester United certamente não será um time tão intenso e rápido quanto o Dortmund ou um praticante do tiki-taka como o Barcelona 2008-2012. O novo chefe em Old Trafford é bem mais maleável e adapta-se ao que tem à disposição para competir. Há quatro ou cinco anos, as pessoas reclamavam de um Everton sem atacantes – na verdade, com Tim Cahill ocupando o espaço correspondente. Hoje, reclamam dos dois postes à frente, Fellaini e Anichebe.

Apesar da flexibilidade, é possível usar como referência o Everton de 2012-13. Particularmente no início da temporada, quando tinha Pienaar e Jelavic em grande fase, Moyes montou uma equipe empolgante, sobretudo nos jogos em casa. Fellaini dominava partidas, Mirallas era um azougue à direita, Baines avançava no espaço abandonado por Pienaar, e Osman controlava o meio-campo. Se recuperar os wingers e contratar os jogadores certos (enfim, dinheiro não será problema), ele pode reproduzir esse tipo de futebol em Old Trafford, com jogadores mais decisivos e confiáveis.

Uma ressalva que precisa ser feita é a ausência de títulos de elite no currículo de Moyes, campeão apenas da terceira divisão com o Preston North End, em 2000. No Everton, sem troféus há 18 anos, a pressão era minimizada pela consistência da equipe e pelo título imaginário de “terminar a liga acima do Liverpool”, algo que Moyes conseguiu em 2005, 2012 e tem tudo para repetir em 2013.

Apesar disso, é bobagem recorrer a um daqueles clichês, como “Moyes é técnico de time sem ambição”. Faltou a chancela de um título, mas ele cumpriu seu papel no Everton e até excedeu as expectativas. A questão agora é conviver com outro tipo de pressão. No United pós-1990, conquistas vêm de maneira natural e são resultado também da excelente gestão Ferguson, uma raposa em campo e hábil no relacionamento com a diretoria e os jogadores. A ética de trabalho de Moyes o transformou no candidato ideal para continuar esse processo.

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sábado, 5 de novembro de 2011 Man Utd | 15:22

O melhor e o pior dos 25 anos de Ferguson

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Mal sabiam que o melhor estava por vir

A atuação insossa não atrapalhou a festa dos 25 anos de Sir Alex Ferguson no Manchester United. Além da vitória por 1 a 0 sobre o Sunderland, com direito a gol contra do prata da casa Wes Brown, o treinador escocês discursou, viu a tribuna norte de Old Trafford se converter em Sir Alex Ferguson Stand e ganhou a promessa de uma estátua nas imediações do estádio. O casamento chega às bodas de prata só amanhã, mas a celebração foi hoje e já justifica algumas palavras por aqui.

Ferguson levantou 37 taças como treinador do Manchester United, com destaque para 12 títulos da Premier League, dois da Champions League, cinco da FA Cup e quatro da League Cup. Contando a de hoje, foram 1410 partidas pelo clube. Na Premier League (pós-1992), Ferguson conquistou 1600 pontos, 202 a mais do que o Arsenal, segundo colocado no período. Sabe aquele prêmio de Treinador do Mês? Ele já levou 26.

Desde 1986, o elenco do Manchester United foi reconstruído pelo menos cinco vezes. A longa dinastia derrubou, como todo mundo sabe e comenta, a soberania do Liverpool em títulos nacionais. O placar que, até 1993, marcava 18 a 7 para os Reds passou a impressionantes 19 a 18 para os Red Devils. A associação deste sucesso à figura de Ferguson é mais do que justa: é necessária.

Sem invenções táticas, mas com inigualáveis paixão pelas vitórias e capacidade administrativa, este senhor de quase 70 anos é, acima de Bob Paisley, Brian Clough, Bill Shankly, Matt Busby e Bobby Robson, o maior técnico que o futebol inglês já viu. Suas bodas de prata merecem, portanto, um breve retrato do que aconteceu de melhor, pior e curioso em Old Trafford desde 6 de novembro de 1986:

Cantona é a personificação do sucesso do United em campo

Seleção dos melhores: Peter Schmeichel; Gary Neville, Jaap Stam, Nemanja Vidic, Denis Irwin; Cristiano Ronaldo, Paul Scholes, Roy Keane, Ryan Giggs; Wayne Rooney, Eric Cantona.

Seleção dos piores: Massimo Taibi; David May, Laurent Blanc, William Prunier, Quinton Fortune; Kléberson, Juan Verón, Eric Djemba-Djemba, Alan Smith; Dong Fangzhuo, David Bellion.

Melhor contratação: Eric Cantona, do Leeds United, por £1.2 milhão em 1992.

Pior contratação: Juan Verón, da Lazio, por £28.1 milhões em 2001.

Melhor temporada: 1998-99, a do treble (Champions League, Premier League e FA Cup).

Pior temporada: Ironicamente e apesar do primeiro título da era Ferguson (FA Cup), 1989-90. O Manchester United perdeu 16 vezes e encerrou o campeonato na 13ª posição.

Melhor frase: “Ao fim deste jogo, a Copa Europeia estará a dois metros de distância de vocês. Se perderem, não poderão sequer tocá-la. Muitos de vocês não chegarão tão perto dela outra vez. Não ousem voltar a campo sem darem seu máximo”. Famoso sermão de Ferguson no intervalo da final da Champions League de 1998-99. O United perdia para o Bayern por 1 a 0. Venceu por 2 a 1 com gols aos 46 e aos 48 minutos do segundo tempo.

Momento-chave: Em 7 de janeiro de 1990, a vitória por 1 a 0 sobre o Nottingham Forest na terceira fase da FA Cup. O United vinha de seis derrotas e dois empates nas oito partidas anteriores a essa. Acredita-se que o resultado tenha evitado a demissão de Ferguson, então muito pressionado pelos torcedores. Ainda técnico do Forest, Brian Clough poderia ter estragado a história do escocês em Old Trafford.

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domingo, 18 de setembro de 2011 Chelsea, Man Utd | 15:36

Um jogo, dois vencedores

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Juan Mata ratificou hoje: é a grande novidade em relação ao velho Chelsea

Na BBC, Alan Hansen escreveu durante a semana que o Chelsea não poderia perder para o Manchester United no domingo. Prefiro não ir tão longe. O compromisso dos Blues era sair de Old Trafford com a sensação de que é candidato ao título. A derrota por 3 a 1 deixou o time de André Villas-Boas a significativos cinco pontos da liderança, mas não tirou o moral do Chelsea, não. Pelo contrário.

Prender-se aos números é um risco. Dizer que o Chelsea massacrou porque teve 20 chances contra 12, então, é completamente errado. A própria iniciativa dos Blues levou o conjunto de Ferguson a contra-atacar e, portanto, criar ocasiões de gol muito agudas, especialmente no segundo tempo. Mas quem viu o jogo sabe que os visitantes atuaram bem demais e perderam só porque o adversário é muito eficiente – não é mera sorte; é uma qualidade permanente de um United que tem Jones, Nani e Young voando.

À exceção de Lampard, mesmo num primeiro tempo que perdeu por 3 a 0, o Chelsea funcionou do meio para frente. Um ajuste no intervalo, sugerido por Michael Cox e adotado por Villas-Boas, levou Juan Mata ao centro do campo num 4-2-3-1 que prescindiu de Lampard, o que se revelou uma boa escolha. Aliás, o técnico português não se intimida quando precisa tirá-lo. Flexível e sem medo de tentar vencer, o Chelsea foi a terceira equipe a encarar o United na temporada doméstica. As outras foram o West Brom e o Manchester City.

O lance que resumiu o jogo e a diferença entre os adversários foi o estranho quase-gol de Fernando Torres no fim. Faltou concentração ao espanhol, mas hoje ele foi, afora esse episódio, o Torres arisco e sempre próximo de marcar por quem o Chelsea pagou tanto. Também por isso, Villas-Boas deve ter saído de Old Trafford com uma pontinha de sorriso. Perdeu a invencibilidade de 37 partidas por ligas nacionais, mas provou que é candidato ao título.

*Não pude assistir a Tottenham 4 x 0 Liverpool.

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domingo, 8 de maio de 2011 Man Utd, Premier League | 15:15

Por que o United é tão bom em casa

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A contratação da temporada. Alguém discorda?

Em Old Trafford, o Manchester United praticamente assegurou seu 19º título inglês. Não só hoje, mas nos 18 jogos que fez em casa. A decisiva vitória por 2 a 1 sobre o Chelsea foi a 17ª como mandante. O gol de Lampard, apenas o décimo sofrido em seu território: nenhum em primeiro tempo. O único empate veio contra um improvável West Bromwich, que descontou os 2 a 0 da etapa inicial em outubro.

Os 52 pontos de 54 possíveis (96,3%) são seguidos de longe pelos 44 do Chelsea (81,5). Se não cair para o Blackpool na última rodada, o United será pela quinta vez campeão sem perder em Old Trafford e igualará a campanha caseira dos Blues de Mourinho em 2005-06: 18 vitórias e um empate. Abaixo, alguns dos fatores que facilitaram esse domínio do United em seu estádio:

Defesa. Não há parceria que supere Vidic e Ferdinand. O primeiro tempo de hoje teve um ambiente de massacre não por conta do volume dos Blues, até razoável, mas em função da ausência de falhas de um lado e de Ivanovic e David Luiz pisando na bola do outro. É claro que parte do crédito vai para o fenomenal van der Sar e um sistema defensivo de que Carrick (bem) e Giggs (melhor ainda) participam intensamente, mas a dupla é quase perfeita.

Ethos do time. Quando, mesmo controlado pelo City, o Manchester United venceu o dérbi em Old Trafford, a coluna falou do espírito desse time. É difícil demais para qualquer adversário lidar com a atmosfera do OT e a fome de vitória de uma equipe tão homogênea e sobre a qual Ferguson tem total controle. O fato de o elenco mudar pouco, conservando gente experiente que mantém o nível lá em cima, facilita na hora de buscar o resultado num estádio tradicionalmente temido por todo mundo.

Chicharito. Dos 13 gols no campeonato do debutante mexicano, apenas cinco aconteceram em casa. Mas ele tem características absolutamente fundamentais para transformar um resultado desfavorável numa vitória: finalização e posicionamento. Hernández é único para converter uma pressão em bola na rede. No campeonato, quatro gols dele combinaram estes dois fatores: nos vinte minutos finais e decisivo para os três pontos, como há duas rodadas contra o Everton. A contratação do ano.

Berbatov. Sim, Berbatov. Agora reserva, ele ainda é o artilheiro da liga com 21 gols, 17 em Old Trafford. Enquanto Chicharito se ambientava e Rooney brigava internamente e nada acrescentava ao time, Berba dominou o início da temporada. Vale lembrar que o búlgaro não chutou só adversários mortos, como quando marcou cinco vezes nos 7 a 1 sobre o Blackburn. O hat-trick que deu ao United a vitória por 3 a 2 contra o Liverpool é inesquecível.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011 Copas Europeias, Man Utd | 17:58

Não houve imprudência

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Em algum dicionário alternativo, a definição de "herói improvável" é "Darron Gibson"

Antes do jogo decisivo contra o Schalke 04, algumas reações à escalação do Manchester United foram bem negativas. Ferguson mudou nove peças em relação ao time que venceu facilmente os alemães há oito dias na Veltins-Arena. A vaga na final contra o Barcelona veio com uma vitória por 4 a 1. Falar com o resultado pronto é simples, mas não houve imprudência.

A preocupação com o jogo de domingo não implicou menosprezo aos Azuis Reais. Ferguson escalou com base no time-padrão dos últimos meses, preservando pelo menos oito jogadores que vão iniciar a partida contra o Chelsea. Mesmo assim, a noção de titulares / reservas no United está longe de ser clara. Como a rotação é sempre intensa, todos os 11 de hoje tinham um ritmo aceitável.

O único senão na escalação foi a ausência de Vidic, que, ao lado de Smalling, poderia oferecer uma segurança que não exigisse gols para a classificação sem sustos. Mas Ferguson dosou bem a aposta na vantagem conquistada há uma semana e em seus homens de frente.

Um ataque com Valencia, Nani e Berbatov impõe muito respeito. O equatoriano tem sido brilhante, o português é o mais criativo, e o búlgaro ainda é o artilheiro do time na temporada. Um meio-campo sustentado por Scholes e Anderson não traria problemas. Aliás, trouxe até improváveis alegrias. O brasileiro fez tantos gols num intervalo de quatro minutos quanto em seus outros 127 jogos pelo clube, e o irlandês Gibson, que definitivamente não é o novo Scholes, foi o nome do primeiro tempo.

O time foi muito digno e passou sem ser ameaçado. É a ética de O’Shea, que joga em qualquer lugar e, como Scholes não gosta de liderar, desfrutou a capitania num jogo desse tamanho. Agora, Wembley em 28 de maio, a terceira decisão de Champions em quatro anos e o Barcelona, algoz na final de 2009 e vítima nas semifinais de 2008. A coluna, naturalmente, vai falar bastante da decisão.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011 Chelsea, Man Utd, Premier League | 01:17

Flashback

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Nas duas últimas visitas a Old Trafford, Drogba foi reserva e marcou. De novo, Ancelotti?

A vitória do Arsenal (que chega a 67 pontos) sobre o Manchester United (73) reservou uma inesperada decisão à 36ª rodada da Premier League. No próximo domingo, o Chelsea (70) vai a Old Trafford podendo roubar a liderança com um triunfo mínimo.

Mesmo que os Blues travem os Red Devils, o Arsenal seguirá longe demais do título. O United não deve fazer menos que quatro pontos contra Blackburn e Blackpool, os dois últimos adversários. Como se diz na Inglaterra, é uma corrida de dois cavalos.

O United é favorito à taça. O Chelsea se apoia na temporada passada, quando assumiu a primeira posição em Old Trafford. A vitória por 2 a 1 na 33ª rodada de 2009-10 levou os londrinos a 74 pontos, dois a mais que os mancunianos, vantagem decisiva para o título.

Em 3 de abril de 2010, Carlo Ancelotti foi a Manchester com um time mais frágil em relação ao que tem à disposição agora. Paulo Ferreira, Alex, Zhirkov, Deco e Joe Cole, autor do primeiro gol, começaram o jogo. Se Ancelotti repetir a escalação da vitória contra o Tottenham, ocupam essas vagas Ivanovic, David Luiz, Ashley Cole, Essien e Drogba.

No jogo da temporada passada, por sinal, Drogba foi estranhamente preterido, entrou no segundo tempo e decidiu. A ocasião representa tanto para o técnico italiano – uma espécie de clímax de seu trabalho em Stamford Bridge –, que ele tentou emular na Champions o sistema que deu certo naquele dia: 4-3-3 e seu artilheiro marfinense no banco, um engano.

Os Red Devils, invictos em casa nesta temporada, também tinham mais problemas há um ano. Rooney estava lesionado, Gary Neville foi titular, não havia Chicharito para capitalizar a pressão no fim do jogo, e Berbatov ficou isolado até a entrada de Macheda, que fez o gol do time. A desvantagem em relação àquela partida é a possível ausência de Fletcher, em fase final de recuperação.

Apesar do primeiro tempo no Emirates, o United vive seu melhor momento na temporada. O Chelsea também. A despeito da eliminação na Champions, os 25 pontos em nove rodadas impressionam e ressuscitam um ano que parecia perdido. Lampard melhorou tanto, que até ganhou contra Gomes o gol que lhe roubaram na Copa. O confronto tende ao equilíbrio, o que favorece o atual líder.

Vitória do Chelsea não seria definitiva
Se o Chelsea vencer por um gol, chegará aos mesmos 73 pontos do Manchester United e ficará com 39 de saldo contra 37 do concorrente. Os últimos adversários dos Blues são Newcastle (casa) e Everton (fora). Os Red Devils enfrentam Blackburn (fora) e Blackpool (casa), oponentes que podem jogar suas vidas na elite, porém mais sujeitos a goleadas.

Seleção da rodada
Szczesny (Arsenal); Zabaleta (Man City), Koscielny (Arsenal), Terry (Chelsea), Baines (Everton); Mulumbu (WBA), Modric (Tottenham); Simon Davies (Fulham), Ramsey (Arsenal), Olsson (Blackburn); Kuyt (Liverpool).

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terça-feira, 12 de abril de 2011 Copas Europeias, Jogadores, Man Utd | 19:42

O Benjamin Button do futebol*

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Profissional há duas décadas, esse exterminador de recordes virou o melhor meia central do United

Em 29 de novembro de 1987, Alex Ferguson deu seus passos mais importantes. Acompanhado pelo olheiro Joe Brown, o manager foi à casa do garoto Ryan Wilson, que completava 14 anos exatamente naquele dia. Ryan frequentava a escola de base do Manchester City, mas Ferguson conseguiu persuadi-lo. O adolescente galês se juntou ao United com o compromisso de que se tornaria profissional em três anos, quando já teria adotado o sobrenome de solteira da mãe: Giggs.

Uma geração depois, a visita ainda faz efeito. Ele deu todas as assistências para os três gols que eliminaram o Chelsea da Champions League. A definição do jornalista Ben Smith*, do britânico The Times, é muito pertinente. À medida que Benjamin Button rejuvenesce, Giggs se reinventa, ajuda Ferguson onde ele precisa e, aos 37 anos, solidifica seu lugar entre os grandes do futebol europeu em todos os tempos.

Nascido winger, Giggs não dispara pela esquerda como nos anos 90. Hoje, ele é fundamental de outro jeito. Se há um setor em que o Manchester United leva desvantagem em relação a clubes equivalentes na Inglaterra, este é a meia central. Embora tenha se recuperado no confronto contra o Chelsea, Carrick faz temporada fraca. Gibson não se revelou uma opção confiável. Scholes teve um agosto sublime, mas caiu demais. Fletcher e Anderson sofrem com lesões. Por ora, o playmaker que Ferguson vê em Sneijder é Giggs.

Como meia central, Giggs assume novos compromissos defensivos, mas se movimenta muito com a bola. Prova disso é que as três assistências partiram, nesta ordem, da esquerda, da direita e do centro. O galês tem sido fantástico em horas cruciais, encontrando espaços e tacando a bola como num jogo de sinuca. No épico dérbi de setembro de 2009, ele criou o gol para Owen. Mentalmente forte e ainda decisivo, Giggs desfruta seus 37 anos como nenhum outro jogador de linha no mundo.

Na semana passada, o personagem foi Wayne Rooney

Em breve, o Chelsea será assunto no blog

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segunda-feira, 11 de abril de 2011 Championship, Curiosidades | 18:48

Maldita herança

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No cinema, Michael Sheen foi brilhante no papel de Brian Clough

Ofuscada pela decisão entre Manchester United e Chelsea na Champions, a 41ª rodada da segunda divisão inglesa reserva um encontro interessante a amanhã. Sem muito para fazer na temporada, o Derby County recebe o Leeds United, que tenta garantir vaga nos play-offs. A rivalidade é familiar para quem assistiu ao filme The Damned United (Maldito Futebol Clube).

Derby e Leeds se separam por 98 quilômetros, mas a distância entre os clubes era bem maior ao fim dos anos 60. O então técnico do Derby, Brian Clough, fez o clube crescer assustadoramente enquanto nutria uma obsessão doentia pelo Leeds do antagonista Don Revie, à época o grande time do país.

Ironicamente, Clough foi parar no Leeds em 1974. A passagem dele por Elland Road durou ridículos 44 dias. Culpa de uma maldita herança de Revie, que, mesmo na seleção inglesa, ainda era adorado pelo elenco. Depois, todo mundo sabe o que aconteceu. Clough foi bicampeão europeu com o Nottingham Forest e é reconhecido como um dos maiores técnicos britânicos em todos os tempos.

Nigel e Darren, solidários (na alegria e) na tristeza

Hoje, tem mais gente convivendo com uma maldita herança. O garotinho que aparece no vídeo fazendo pouco caso de uma goleada sofrida em 1973 pelo Brighton de Brian Clough, pai dele, é hoje o técnico do Derby. Desde 2009, o ex-atacante Nigel Clough tem a missão de reconduzir os Rams a seus melhores dias. Os tempos são outros, mas Nigel sabe que os maus resultados e o 19º lugar na segunda divisão fazem todo mundo sentir saudade do já falecido pai.

Filho de Sir Alex, Darren Ferguson também lida com a pressão para seguir os passos do pai, que tentou ajudar, mas acabou atrapalhando. Em 2009-10, ele já havia presenteado o pupilo com o empréstimo de Welbeck ao Preston, então treinado por Darren. No ano passado, o pai mandou três jogadores do Manchester United para lá. Quando o filho foi demitido, chamou todo mundo de volta. Mimo seguido de pirraça, péssimos para a imagem de Darren, que voltou às origens: o Peterborough, da terceira divisão.

A estreia de Carroll
No banho do Liverpool sobre o Manchester City, Andy Carroll mostrou todo o seu repertório. Os dois gols tranquilizam quem tanto investiu nele, mas também reforçam uma necessidade: fortalecer as pontas. O segundo gol, por exemplo, só saiu porque Meireles, fora de posição, fez ótimo cruzamento pela esquerda.

O elenco do Liverpool não tem grandes opções para as laterais e para as “asas” do meio-campo. Na ausência de Johnson e Kelly, o jovem Flanagan, de 18 anos, assumiu a lateral-direita. No meio, Babel foi embora, Jovanovic fracassa, e Maxi não convence ninguém. Por isso e por Carroll, o Liverpool corre atrás de Ashley Young, Jarvis, Downing, Lennon…

Seleção da rodada
Al-Habsi (Wigan); Eboué (Arsenal), David Luiz (Chelsea), Carragher (Liverpool), Evra (Man Utd); Neville (Everton), Spearing (Liverpool), Fàbregas (Arsenal); Valencia (Man Utd), Carroll (Liverpool), Sturridge (Bolton).

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quarta-feira, 6 de abril de 2011 Copas Europeias, Jogadores, Man Utd | 19:23

As facetas de Wayne Rooney

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Após um tempo jogado às traças, Rooney* está definitivamente de volta

O tabu de Stamford Bridge acabou, mas ainda há confronto. A história recente mostra que o Chelsea pode, mesmo em Old Trafford, reverter a derrota por 1 a 0. No entanto, a vantagem do Manchester United é obviamente relevante. Ela é fruto do conjunto mais sólido, da melhor partida de Carrick na temporada e, especialmente, do trabalho de um revigorado Wayne Rooney.

Entre o ótimo atual momento e a brilhante temporada passada, Rooney fracassou na Copa, pediu para sair e ficou um mau tempo sem marcar. A recuperação tem de ser valorizada. Apesar das derrapadas extracampo, o atacante se aproxima da plena maturidade, é um dos jogadores mais coletivistas do mundo e, após a saída de Ronaldo, abraçou o papel de protagonista.

Desde então, ele se reinventou duas vezes. No primeiro ano sem Ronaldo, Rooney marcou 34 gols, dez dos quais de cabeça. Nas cinco temporadas anteriores, haviam sido só três pelo alto. Agora, ele deixa a área adversária para Berbatov e Chicharito, atua recuado, dá mais assistências (11 só na liga) e combate como um leão.

Mesmo assim, os gols aparecem à medida que os jogos vão ficando mais decisivos. Desde o início de fevereiro, com o afunilamento da temporada, Rooney marcou nove vezes. De agosto a janeiro, foram apenas quatro gols. Dos dez jogos em que ele balançou a rede, o Manchester United venceu nove – perdeu apenas para o Chelsea, pela Premier League, em março.

A explosão do Shrek torna ainda mais natural o desabafo dele em frente a uma câmera no último sábado. A atitude, que deve tirá-lo de pelo menos dois jogos domésticos, foi individual e sem dano ao adversário, motivos pelos quais a punição (ao clube) parece exagerada. Uma multa faria mais sentido. Afinal, quando ele pisa na bola no âmbito social, as consequências têm de doer no bolso.

*Rooney apareceu assim no comercial da Nike para a Copa do Mundo

*LeBron James é reforço do Liverpool

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terça-feira, 15 de março de 2011 Copas Europeias, Jogadores, Man Utd | 20:06

Quê de Solskjaer

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Chicharito repete Solskjaer e abre os braços: ao lado de van der Vaart, do Tottenham, a barganha da temporada

O Olympique de Marselha impôs muitas dificuldades a um Manchester United desfalcado na defesa e sonolento no meio-campo. Carrick acertou quase todos os passes (93%, segundo a Opta Sports), mas segue transmitindo a impressão de que esqueceu seu jogo. Mesmo assim, o time do ótimo Didier Deschamps caiu em Old Trafford. E quem derrubou? Ele, Chicharito Hernández, com mais dois gols decisivos.

O status pode até ser temporário, mas Chicharito é titular do Manchester United. O mexicano capitalizou a queda de Berbatov por ter sido impressionante vindo do banco. Hernández já marcou 16 gols na temporada, dez no campeonato. Por enquanto, tem a melhor média da história da Premier League: um gol a cada 96 minutos. Thierry Henry, o grande jogador da última década na Inglaterra, precisava de 121 para comemorar.

Atributos objetivos (posicionamento, finalização) e subjetivos (estrela em jogos decisivos, empatia com a torcida) nos levam a uma óbvia comparação, já discutida na Inglaterra, com o norueguês Ole Gunnar Solskjaer, no clube de 1996 a 2007. Solskjaer chegou a Old Trafford com 23 anos, ligeiramente mais velho que Chicharito. Também marcou na estreia e impressionou muito na primeira temporada: 18 gols na liga, 19 em todas as competições.

Solskjaer era praticamente desconhecido fora da Noruega. Quando fechou com o Manchester United, três meses antes da Copa, Chicharito também não tinha muitos admiradores longe do México. Ambas as transferências custaram pouco e foram mérito do staff de observadores. No mesmo ritmo de Solskjaer, Hernández ganhou espaço durante a temporada. Mas, pela menor concorrência, tem tudo para ir além e dar ainda mais orgulho aos olheiros. Em pouco tempo, a comparação pode ser outra.

Le Blog du Foot, de Bruno Pessa, comenta a exibição dos franceses.

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