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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Arsenal, Aston Villa, Everton | 14:05

A ótima turma da MLS

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Quando o Arsenal deixar San Siro esta noite, Thierry Henry estará pronto para retornar a Nova York. Mesmo que não seja decisivo contra o Milan em sua despedida, ele terá argumentos para se orgulhar dos 40 dias que passou no Emirates após quase cinco anos longe de casa. O inesperado empréstimo já lhe rendeu pouco mais de duas horas de futebol (sempre vindo do banco) e três gols pelo clube do coração.

Henry volta aos Red Bulls, talvez definitivamente, mas está eternizado pela recém-inaugurada estátua nas imediações do Emirates. O ótimo desempenho dele, no entanto, não foi mera sessão de nostalgia para os torcedores. O atacante garantiu dois pontos e uma classificação ao Arsenal e ainda ajudou a consolidar a Major League Soccer como um mercado atrativo. Afinal, a Inglaterra também viu Landon Donovan e Robbie Keane brilharem neste início de 2012.

Donovan, aliás, fez até mais do que Henry. Em oito partidas pelo Everton, nas quais o time marcou 11 gols, foram impressionantes seis assistências. Ele deve mesmo encerrar sua passagem por Goodison Park no próximo sábado, quando os Toffees recebem o Blackpool pela FA Cup. Com vitórias recentes sobre Chelsea e Manchester City, David Moyes é quem mais chora a segunda despedida de Donovan, que foi emprestado ao Everton nos mesmos moldes há dois anos.

Campeões da MLS pelo Galaxy, Donovan e Keane empataram por 1 a 1 na Inglaterra

O Los Angeles Galaxy, que recebeu da Inglaterra David Beckham, não economiza na hora de retribuir. Além de Donovan ao Everton, a franquia cedeu Keane ao Aston Villa. O irlandês deixou a Premier League por ter perdido espaço no Tottenham e fracassado no empréstimo ao West Ham, mas provou que tem lenha para queimar. Ele foi habitualmente titular e, assim como Henry, marcou três gols. A despedida deve acontecer em Wigan, na próxima rodada da Premier League.

Exemplos como esses e o de Henrik Larsson no Manchester United em 2007 são perfeitas respostas a quem questiona veteranos de ligas menos competitivas (Donovan, de 29 anos, não é exatamente um) ou mesmo reprova esse modelo de acordo. Entretanto, é necessário que esses empréstimos sejam considerados medidas de emergência, mas não substituam soluções definitivas, como ocorreu no Arsenal, que foi atrás de Henry, ignorou Marco Reus e se vê com Chamakh.

Voltando à MLS, inspiração não falta para quem quiser resolver seus problemas de forma permanente. O texano Clint Dempsey, por exemplo, é o ídolo máximo do Fulham e chegou diretamente do New England Revolution. Nascido na Escócia, mas também crescido no Texas, Stuart Holden deixou o Houston Dynamo para ser peça-chave no Bolton, que agoniza com suas graves lesões. Por isso, sempre mande um observador para os Estados Unidos.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 Arsenal | 16:24

Bom paliativo

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Park Chu-Young? Não, a sombra de Henry será sua própria estátua

Há uma semana, Arsène Wenger admitiu que não planejava escalar Robin van Persie como titular em todas as três partidas que o Arsenal disputaria no intervalo de seis dias. Mas Wenger caiu em tentação e obrigou seu principal atacante a competir durante 270 minutos de 27 de dezembro a 2 de janeiro. O resultado não foi muito bom, não. Van Persie marcou um gol, e os Gunners perderam cinco pontos, no empate com o Wolverhampton e na derrota para o Fulham.

Considerando que não há crise de lesões no ataque e que van Persie tem um vasto histórico no departamento médico, a decisão de não preservá-lo confirma a dependência nada saudável do holandês. Dependência que se agravaria daqui a poucos dias, a partir de quando o titular Gervinho e o reserva Chamakh vão desfilar em Gabão e Guiné Equatorial na Copa Africana de Nações (a gente volta, em breve, a essa questão). Mas ele vem aí: é quase certo o retorno de Thierry Henry ao Arsenal.

O empréstimo de dois meses tem diversos lados, que podem fazê-lo ser contrário ou favorável a ele. Primeiro, existe aquela conversa de arranhar a imagem do maior artilheiro (226 gols) e jogador (os torcedores dizem) da história do Arsenal. Afinal, Henry acaba de ganhar uma estátua nas imediações do Emirates. No entanto, a consciência coletiva protege o francês. Embora espere que ele seja importante, todo mundo sabe que não se trata do atacante de oito anos atrás e que sua contribuição deve ser bem menor.

Henry, de 34 anos, está relativamente bem nos Estados Unidos. Ainda que seu New York Red Bulls tenha decepcionado, ele melhorou demais em relação à primeira temporada, marcando mais gols e garantindo seu posto na seleção de 2011 da Major League Soccer. É claro que Henry deve sofrer um choque ao retornar a uma liga bem mais competitiva, mas o sucesso de Donovan no Everton em 2010 (a ponto de ele voltar em 2012) é uma boa referência de como a adaptação pode ser rápida.

O retorno é simbolicamente fantástico para os Gunners, que recebem seu maior ídolo na temporada mais turbulenta da era Wenger. Em campo, Henry pode ser até titular, pois se sente confortável na área de atuação de Gervinho, aberto pela esquerda no 4-3-3. Van Persie também não se importaria em, se necessário, sair da área. O único porém é a resistência de Wenger em procurar uma solução permanente. Marco Reus, que era ótima opção, já acertou com o Dortmund para 2012-13.

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