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Posts com a Tag UEFA Champions League

quinta-feira, 20 de setembro de 2012 Brasileiros, Chelsea, Copas Europeias | 13:40

O compromisso de Oscar

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A legião brasileira do Chelsea apressa a adaptação de Oscar

Oscar foi brilhante em sua estreia como titular no Chelsea. Escalado como armador central por Roberto Di Matteo, o brasileiro realizou um provável sonho de infância ao marcar dois gols (o segundo, espetacular) em seus primeiros 33 minutos de Champions League. A Juventus ainda buscou o empate por 2 a 2, mas não tirou de Oscar a certeza de que ele foi o dono da noite.

Quando aceitou o Chelsea, há dois meses, Oscar assumiu um enorme desafio. Apesar da rápida ascensão na seleção brasileira, o que é evidentemente uma referência para quem contrata, o ex-jogador do Inter teria de contrariar a lógica para conquistar um lugar na equipe em curto prazo. Com raras exceções, não deve haver espaço para Hazard, Mata e Oscar ao mesmo tempo, pois Di Matteo exige um carregador de bola (no caso, Ramires) em seu 4-2-3-1.

Com o impacto instantâneo de Hazard, que passa a ser imprescindível ao Chelsea, está aberta a disputa entre Oscar e Mata, líder em assistências do time na temporada passada. O espanhol é mais experiente e estabilizado no futebol europeu, mas o brasileiro pode ganhar terreno gradualmente – e não somente pelo talento descomunal.

Da partida contra a Juventus, ficam marcados os gols, especialmente pela raridade do segundo. No entanto, há outro aspecto que torna a atuação de Oscar ainda mais notável. Antes do confronto, o brasileiro não foi designado apenas para armar o time, mas também para atrapalhar o principal jogador adversário. Tinha de perseguir Pirlo, que sempre organiza a Juventus de uma posição bem próxima à defesa, o que dificulta demais a marcação sobre ele. Oscar executou esse trabalho perfeitamente, limitando a ação do regista.

A eficiência na recomposição defensiva certamente foi fundamental para que Oscar se tornasse titular absoluto da seleção. É a antítese de PH Ganso, que tem cara e disposição de ontem. No Chelsea, a concorrência é mais pesada, mas não há motivo para apostar contra ele. Se associar o talento a esse compromisso tático, que Di Matteo fez questão de exaltar na entrevista pós-jogo, Oscar pode ser titular bem antes do que acreditávamos.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012 Copas Europeias, Man City | 23:36

Flashback

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Balotelli reencontra José Mourinho, seu treinador na Inter, logo na estreia

Mario Balotelli destruiu o Manchester City na Europa League há duas temporadas. O italiano foi expulso contra o Dynamo Kiev e impediu a classificação às quartas de final. Na ocasião, o time de Roberto Mancini buscava não apenas o título, mas também uma escalada no ranking da UEFA, para chegar às edições seguintes da Champions League, o que aconteceria naturalmente, em melhores condições. Nada feito. No sorteio do ano passado, o City ficou no terceiro pote, fez companhia a Bayern, Villarreal e Napoli na fase de grupos e foi eliminado.

Hoje, na definição dos grupos desta temporada da Champions, o City pagou novamente por seus fracassos internacionais. A campanha continental em 2011-12, que terminou com a eliminação para o Sporting nas oitavas de final da Europa League, até foi suficiente para “promover” o clube ao segundo pote, mas não evitou outro sorteio desagradável. No Grupo D, os Citizens enfrentam os campeões nacionais Real Madrid, Borussia Dortmund e Ajax.

Em tese, Madrid, Dortmund e Ajax são, respectivamente, ainda mais perigosos do que Bayern, Napoli e Villarreal. Para superar ao menos dois de seus três oponentes, o City tem o compromisso de ser mais preciso em casa. Não basta reproduzir na Champions as exibições da Premier League, que em 2011-12 renderam uma campanha caseira de 18 vitórias e um empate. Na mesma temporada, uma estreia sonolenta contra o Napoli no Etihad Stadium resultou num ótimo empate para os italianos e foi determinante para a eliminação dos ingleses na UCL.

É necessário entender que a competição, especialmente quando tratamos de uma chave tão apertada, exige mais concentração e uma atmosfera diferente. O grupo tende a não perdoar também o rodízio de titulares, prática que Mancini adotou à exaustão no fiasco de 2011-12, com revezamento de laterais e Agüero relegado ao banco no confronto decisivo, novamente diante do Napoli, no San Paolo.

Desta vez, a pressão será menor na estreia, pois não há a obrigação – embora seja interessante – de tirar pontos do Real Madrid no Santiago Bernabéu. O “Napoli” deste ano é o Dortmund, contra quem o City precisa vencer o confronto direto, admitindo que o Madrid confirme seu status de favorito e o Ajax não surpreenda. Resta saber qual turma vai amadurecer e finalmente superar seu bloqueio na Europa: a de Roberto Mancini ou a de Jürgen Klopp. Vacinado, o campeão inglês parece pronto para o desafio.

Também na Champions
Grupo B: Arsenal, Schalke, Olympiacos e Montpellier
Grupo E: Chelsea, Shakhtar, Juventus e Nordsjaelland
Grupo H: Manchester United, Braga, Galatasaray e Cluj

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domingo, 20 de maio de 2012 Chelsea, Copas Europeias | 13:45

Putsch de Munique

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Londres, Roman Abramovich e os senadores do elenco do Chelsea. Toda essa turma, enfim, conquistou a Europa. Em outra atuação disciplinada e baseada num sistema defensivo sólido, o sexto colocado da Inglaterra derrubou o Bayern em Munique, levou a Champions, garantiu vaga na próxima edição e relegou o Tottenham à Europa League. Petr Cech e Didier Drogba brilharam durante o empate por 1 a 1 e na disputa por pênaltis.

O Chelsea reeditou o Liverpool de 1984 e levantou a taça na casa do adversário

A caminhada até o título foi espetacular. Houve pelo menos três momentos em que tudo parecia perdido: a derrota por 3 a 1 para o Napoli no San Paolo, a expulsão de John Terry no Camp Nou e o gol de Thomas Müller na Allianz Arena. A dramática conquista é um prêmio à geração de Terry, Lampard e Drogba, que viveu o auge logo no início, em 2004-05 com José Mourinho, mas que também sobreviveu ao tempo, rejeitou André Villas-Boas e possivelmente aproveitou sua última chance de glória continental.

Tudo muito legal, mas o calendário indica que a próxima temporada começa daqui a menos de três meses. Portanto, o Chelsea não pode ignorar seus problemas. Arquiteto do título europeu, Roberto Di Matteo tem todos os argumentos para reivindicar sua efetivação como treinador. No entanto, precisaria fazer um trabalho completamente distinto do que levou o clube às conquistas da FA Cup e, especialmente, da Champions League.

Di Matteo mostrou habilidade tática ao travar Barcelona e Bayern e habilidade administrativa ao reanimar o elenco, mas jamais teve – e, diante de seu status de interino, nem deveria ter – compromisso com o futuro. Com a demissão de Villas-Boas, o processo de reforma do Chelsea foi adiado por um ano em benefício da possibilidade de, com a velha guarda no comando, salvar uma temporada que se anunciava desastrosa. Agora, o clube tem de voltar ao trilho certo.

Roman Abramovich já pode dormir em paz

Embora tenha ganhado confrontos impensáveis, o Chelsea foi mal na liga doméstica, mesmo com Di Matteo, que venceu cinco jogos, empatou três e perdeu outros três, aproveitamento pior que o de Villas-Boas. Ainda que a concentração na Champions fosse natural, é errado dizer que os Blues abriram mão da Premier League. As derrotas para Newcastle e Manchester City e até os empates com Tottenham e Fulham foram indigestos para quem tentava atingir a quarta posição. O Chelsea simplesmente falhou.

Para gerir a urgente reconstrução do elenco, Di Matteo tem uma vantagem e uma desvantagem em relação a qualquer outro nome. A ótima relação com a velha guarda pode lhe dar a liberdade que ninguém mais teria para renovar, mas também o excessivo apego aos senadores que impediria a reforma. Não é preciso eliminar Terry, Lampard ou Drogba. Necessário é alterar o paradigma de “jogadores no controle” e, no momento certo, redimensionar o papel deles no grupo.

Como disse Alan Pardew, técnico do Newcastle, em março, esse modelo “fez a Inglaterra perder um grande técnico jovem”. Não foi só o modelo, pois Villas-Boas também errou, mas a sexta posição na liga é um alerta e tanto para a necessidade de mudar. Se não abrir os olhos, o Chelsea repetirá a Internazionale, campeã europeia há dois anos e agonizante nas últimas duas temporadas.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Arsenal, Copas Europeias | 21:04

Vexatório

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Para bom entendedor, o Arsenal está eliminado da Champions League. Não existem lá o conjunto e o caráter do Deportivo de 2003-04 ou do Liverpool de 2004-05, times limitados que se notabilizaram por históricas viradas sobre o Milan. Atuações especiais de Thiago Silva, Ibrahimovic, Boateng e Robinho, associadas à palidez dos Gunners, tornaram justa a vitória milanista por 4 a 0.

Wenger se derrubou hoje

Wenger errou feio ao manter Rosicky em campo por 90 minutos e não escalar Chamberlain para explorar com mais ênfase as laterais deficientes dos rossoneri. Durante 20 minutos do segundo tempo, aliás, o Arsenal tinha Ramsey, Song, Arteta, Rosicky, Henry e van Persie do meio para frente. Em síntese, bastante gente para ficar com a bola e ninguém para agredir Abate e Antonini.

Isso à parte, está claro que o Milan tem um time melhor e, sobretudo, um sistema defensivo muito mais seguro. A goleada talvez fosse evitável, mas a campanha do Arsenal é equivalente à qualidade do elenco. O problema é que, com o massacre em San Siro, a Inglaterra está a um passo de cair nas oitavas de final. Se a ausência nas semifinais de 2009-10 já foi vexatória, imagine a repercussão de quartas de final sem ingleses.

Em seu pior momento na temporada, o Chelsea pode, no máximo, fazer confronto equilibrado com o Napoli. A reação imediata a uma eventual eliminação é sacramentar a decadência do futebol inglês. Mas não custa lembrar que alguns dos fracassos são circunstanciais e que os representantes ainda vivos (o Arsenal em coma irreversível) não estão sequer entre os três melhores times do país. Uma temporada pífia oferecerá nada além de lições importantes, principalmente à dupla de Manchester.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011 Arsenal, Chelsea, Copas Europeias, Man City, Man Utd | 22:37

Ups and downs

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Além da eliminação, Ferguson lamenta a lesão de Vidic, que pode ser grave

Há seis temporadas, o Manchester United deu vexame na Liga dos Campeões ao ficar na quarta posição de um grupo com Benfica, Villarreal e Lille. Classificados, portugueses e espanhóis se revelaram fortes quando eliminaram, respectivamente, Liverpool (que defendia o título) e Internazionale. O submarino amarelo, aliás, quase foi finalista. É por isso que, mesmo marcando três pontos a mais do que naquela ocasião, o papelão deste ano parece maior.

Os resultados de hoje derrubam a bancada de Manchester da Champions e a consolam amargamente com vagas na Liga Europa. O City venceu o Bayern no Etihad Stadium, mas parou na dependência de um bem improvável empate do Villarreal com o Napoli. O United fez pior: perdeu para o Basel na Suíça.

Ainda que o Benfica faça ótima temporada e o Basel tenha a nata da nova geração suíça, o aproveitamento de 50% numa chave em que também estava o romeno Otelul Galati (único adversário derrotado pelo United) é para marcar um dos maiores fiascos de Alex Ferguson.

É difícil, nos dois casos, falar em soberba. No exemplo do Manchester City, o único resultado que pode gerar críticas mais enfáticas é o empate em casa com o Napoli. Além disso, nada muito fora da curva. Talvez tenha faltado a Roberto Mancini a sensibilidade para identificar que, em momentos de vida ou morte (como era aquele jogo do San Paolo), Agüero não pode ser limitado a dez minutos e as laterais devem ter os mais confiáveis Richards e Clichy. Rodízio é legal quando se tem um grupo grande e homogêneo, mas não pode comprometer a esse ponto.

No Manchester United, a prática de trocar a escalação também foi bastante utilizada. Mesmo se o grupo fosse mais complicado, seria natural que Ferguson agisse assim em função da alta exigência de aproveitamento na Premier League. O problema é que o time ainda não achou seu ponto. No início da temporada, dava espaço demais aos adversários. Agora, mal consegue construir jogadas. O vexame surpreende em relação às expectativas iniciais, mas não pelo futebol pobre das últimas semanas.

Chelsea sólido na defesa e chilique de treinador português na coletiva: Mourinho voltou?

Londres ao resgate
Arsenal e Chelsea sustentam a Inglaterra. Garantido em primeiro com uma rodada de antecedência, o time de Arsène Wenger aproveitou a competição continental para se reconstruir. Bem ou mal, os cinco novos titulares (Mertesacker, André Santos, Arteta, Ramsey e Gervinho) foram beneficiados pela repetição na Champions da formação habitual. Nas noites europeias, a equipe fez sangrar os olhos várias vezes (Marselha 0 x 1 Arsenal foi jogo duro – de ver), mas esbanjou eficiência e ainda ganhou um ritmo que a beneficia na Premier League.

O Chelsea também venceu seu grupo. O empate com o Genk na Bélgica não foi exclusividade (ninguém ganhou lá), e a derrota para o Leverkusen na Alemanha assumiu proporções exageradas pelo momento ruim do time. A vitória de ontem, sobre o Valencia, teve vários lados bons e um ruim. Os bons são a mudança tática (linhas mais recuadas, defesa mais protegida), o resgate do melhor Drogba, a sequência de Oriol Romeu (bem mais seguro do que Mikel) e a garantia do técnico no cargo. O lado ruim é o desnecessário chilique de André Villas-Boas.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011 Copas Europeias, Man City, Man Utd | 23:49

A medida do fracasso

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Há três temporadas, Agüero chegou às oitavas da Champions com o Atlético

O Manchester City está à beira do precipício em sua primeira Champions League em quatro décadas. A derrota no San Paolo condiciona a classificação a um milagre na última rodada. Para seguir adiante, o City precisa, além de uma vitória sobre o Bayern em casa, que o Villarreal tire pontos do Napoli em El Madrigal. Alemães e espanhóis têm as vidas definidas e não devem alterar a situação, desfavorável aos ingleses.

Mesmo quando você tem a bola em 70% do tempo, perder no San Paolo é aceitável. Mais ingrata é a lembrança do empate por 1 a 1 com o Napoli no Etihad Stadium, quando o City pecou pela ausência de De Jong justamente no espaço de atuação de Lavezzi e Hamsik. Os dois sempre alimentavam um Cavani inspirado e de três gols nos confrontos contra os Citizens.

A sensação, correta, é de que o Manchester City falhou além da conta nos três jogos diante de Napoli e Bayern, que praticamente eliminam da Champions a melhor equipe da Inglaterra. No entanto, os descuidos defensivos da estreia, a submissão ao adversário em Munique e as falhas capitais em Nápoles não devem sacrificar um trabalho que, de forma geral, tem sido muito bem administrado.

Afinal, o sorteio impôs ao City um Bayern precocemente encantador com Jupp Heynckes e um Napoli forte, dedicado e repleto de referências ofensivas em seu retorno à principal copa europeia. Olhar para dentro é necessário para entender que Agüero é importante demais para ser reserva durante 80 minutos numa partida decisiva ou mesmo que o rodízio de atletas precisa ter um limite, mas também é importante reconhecer que os oponentes eram muito bons.

O pior é que a iminente eliminação mal tem um lado positivo. “Ah, o City vai se dedicar à Premier League”. Até vai, mas o elenco é grande e homogêneo o bastante para anular qualquer problema de cansaço. Ainda que ameaçar o emprego de Mancini agora seja um sacrilégio, é impossível não pensar no tamanho do desperdício em ter uma equipe de 34 pontos em 36 possíveis na Inglaterra disputando a Liga Europa a partir de fevereiro. O City não deve maximizar o fracasso, porém tem muito a lamentar.

Time das pontas
Mesmo que seja improvável, quem também pode parar na Liga Europa é o Manchester United, que empatou em casa com o Benfica. A primeira colocação da chave deve ficar com os portugueses. A classificação do United depende de um empate com o Basel na Suíça, o que pode não ser tão simples.

Hoje, Ferguson não teve Cleverley e Rooney. Dá para imaginar a pobreza do meio-campo com a bola. Ashley Young atuou atrás do atacante único, como fazia em sua última temporada no Aston Villa, e foi mal. O United tem infinitas armas para atacar pelas pontas, inclusive Young, e depende demais de um garoto propenso a lesões, que retorna agora de um empréstimo ao Wigan, para criar pelo centro. Isso não está certo.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011 Copas Europeias, Man City | 19:46

Por linhas tortas

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Único winger genuíno do elenco, Adam Johnson sorri na foto para o site do clube

Roberto Mancini não mede esforços para evitar jogadores dispersos no Manchester City. A intensa rotação de titulares certamente não visa apenas a preservar peças-chave, mas também a deixar todo mundo ligado para, na hora das lesões, suspensões e sequências ingratas, ele ter a quem recorrer. Mesmo hoje, no decisivo confronto contra o Villarreal pela Champions League, Mancini fugiu do trivial e escalou Zabaleta, Kolarov, De Jong e Adam Johnson, reservas de seu suposto time ideal.

Coincidência ou não, foi um sufoco. A crucial vitória por 2 a 1, que deixou o City a um ponto do Napoli num grupo dominado pelo Bayern, teve o Villarreal à frente logo no começo e gol de Agüero aos 93 minutos. A pressão sobre o 14º colocado da liga espanhola, que encerrou o jogo encolhido, foi descoordenada. As forças ofensivas do elenco pelo lado direito viam do banco o time se amontoar na congestionada faixa central. Enquanto Richards foi vítima do rodízio de laterais, Johnson esbravejou ao ser substituído por Barry no primeiro tempo.

Se a ideia era abrir a retranca do adversário, pelo menos um deles precisava estar em campo. Não à toa, o lateral-esquerdo Kolarov foi o jogador mais ativo da equipe pelos lados. Mas Mancini tem sido um cara de sorte. O gol da vitória saiu justamente de uma ótima combinação pela direita. Milner, que rende muito mais pelo centro, acionou Zabaleta, mais eficiente na defesa, para o cruzamento que encontrou Agüero. Por linhas tortas, as escolhas alternativas de Mancini deram a vitória e a sobrevivência ao City. Hora de virar o disco e pensar no United, contra quem tenta manter a liderança doméstica no próximo domingo.

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terça-feira, 27 de setembro de 2011 Copas Europeias, Man City, Man Utd | 19:20

Passaporte vencido

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Ao lado de um Ferguson boquiaberto, Mancini se protege do cheiro desta terça-feira

Supostamente absolutos na Inglaterra, os clubes de Manchester derrapam na Liga dos Campeões. Em duas rodadas ou quatro partidas, foram três míseros pontos (dois do United) e 25% de aproveitamento agregado. Enquanto um United com vários titulares sofreu para empatar por 3 a 3 com o Basel em Old Trafford, o City caiu por 2 a 0 sem incomodar o Bayern em Munique.

Aqui
Fabian (1) e Alexander (2) Frei marcaram para o Basel contra os Red Devils. Além de criarem uma piada por conta própria, os três gols dos suíços no segundo tempo já derrubaram a previsão de que o United faria 16 pontos no grupo depois de empatar com o Benfica em Lisboa. Agora, chega no máximo a 14. O resultado não é suficiente para acender sinal amarelo à classificação, mas certamente ampliou a lista de preocupações de Alex Ferguson.

Primeiro porque, com Rafael, Smalling, Evans e Vidic lesionados, ele não pôde preservar defensores. Logo na área mais crítica do time, que tem falhado muito e concedeu, mesmo no primeiro tempo, várias chances ao Basel. Depois porque os próximos jogos, contra o romeno Otelul Galati, ganharam contornos decisivos. A vantagem de ter um grupo fácil não era a classificação em si, mas a chance de concentrar-se na liga nacional. Ela não existe mais.

Não é a primeira vez que o Basel empata por 3 a 3 com um time inglês. A diferença é que, naquela ocasião, o Liverpool foi eliminado da Champions.


Que coisa estranha, o Manchester City hoje. A primeira meia hora foi normal, com o time habitual de Mancini (no 4-4-2, com Kolo Touré no lugar de Lescott) tomando a iniciativa e vendo Silva sofrer pênalti ignorado pela arbitragem. Daí em diante, especialmente a partir do primeiro gol de Mario Gomez, o City simplesmente desapareceu e não ofereceu resistência a um Bayern rápido e eficiente.

À medida que o segundo tempo passava com pleno domínio dos alemães, Roberto Mancini se encolhia, com destaque para a entrada de De Jong, que precisa ser titular em jogos assim. No frigir dos ovos, a derrota por 2 a 0 foi um presente para quem ofereceu ao forte adversário 12 finalizações no alvo. O problema é a vitória do Napoli, que já deixa o City a três pontos da segunda posição e bem pressionado a vencer duas vezes o Villarreal.

O maior prejuízo, no entanto, não aparece na tabela. Dzeko reclamou por sair e, em atitude ridícula, Tevez, que recebe 200 mil libras semanais, disse “não” ao aquecimento e à chance de participar do jogo. Com razão, Mancini descartou o argentino para sempre e alertou o bósnio. Vestiário fácil, não?

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011 Arsenal, Chelsea, Copas Europeias, Man City, Man Utd | 23:04

Difícil, mas nem tanto

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O Manchester City vai rever Jerome Boateng, hoje no Bayern. Espera aí... Ele passou por lá?

Não foi a melhor tarde para os ingleses. É razoável dizer que somente o Manchester United saiu satisfeito do sorteio dos grupos da Liga dos Campeões. Também cabeças de chave, Chelsea e Arsenal terão de trabalhar muito para não sofrerem sustos. O Manchester City, no terceiro pote, não esperava facilidade mesmo, mas certamente lamentou o emparelhamento. Acompanhe:

A: Bayern, Villarreal, Manchester City e Napoli. Ainda que tenha evitado Barcelona, Dortmund e Milan, o terceiro colocado da Premier League encara um grupo mais complicado do que imaginava. A pobre experiência europeia pode ter algum peso contra os alemães, mas o City é favorito em relação a espanhóis e italianos. Com elenco de sobra para revezar, Roberto Mancini será severamente criticado se tornar a falhar após a queda precoce na última Liga Europa. Palpite: passa em segundo.

C: Manchester United, Benfica, Basel e Otelul Galati. A briga mais relevante da chave tem tudo para ser entre suíços e romenos, pelo terceiro lugar e a consequente vaga na Liga Europa. O grupo parece ainda mais simples que o de 2010-11, quando o United teve de enfrentar Valencia, Rangers e o então campeão turco, o Bursaspor. Desta vez, vale a história do confronto com o Benfica. O time mais confiável da Inglaterra não deve ter problemas fora do Estádio da Luz. Palpite: passa em primeiro.

E: Chelsea, Valencia, Bayer Leverkusen e Genk. O Bayer Leverkusen iniciou a Bundesliga com moderação, e o Valencia foi controlado pelo Liverpool em amistoso disputado há 20 dias. Com os belgas do Genk correndo bem por fora, o Chelsea seguirá adiante se afastar a morosidade e for mais agressivo do que contra o West Bromwich, por exemplo. Detalhe para os reencontros de Juan Mata e Michael Ballack com Valencia e Chelsea. Palpite: passa em primeiro.

F: Arsenal, Olympique de Marselha, Olympiacos e Borussia Dortmund. Todos têm chances relevantes de classificação (os gregos menos), problema para um cabeça de chave duvidoso. Mesmo assim, se reforçado, o Arsenal tem bola para suportar o bom Olympique de Deschamps e o campeão alemão. Aliás, o suposto favoritismo do Dortmund pode esbarrar na falta de tarimba do jovem elenco no continente. Em 2010-11, caiu para PSG e Sevilla na Liga Europa.  Palpite: passa em primeiro.

Todos sobrevivem
Além do quarteto da Champions, a Inglaterra emplacou todos os representantes na fase de grupos da Liga Europa. Tottenham, Fulham, Stoke e Birmingham passaram, respectivamente, por Hearts, Dnipro, Thun e Nacional da Madeira. Well done!

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Copas Europeias, Fulham, Stoke City | 13:35

Garra inglesa

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Criticado pelo estilo sisudo de futebol, o competente Tony Pulis segue redefinindo o Stoke

A manhã na suíça Nyon foi razoável para os ingleses. Em sua sede, a UEFA sorteou os confrontos dos play-offs das copas continentais. Na Liga dos Campeões, o Arsenal não foi premiado: pega a Udinese, da Itália. Na Liga Europa, o Tottenham faz choque doméstico com os escoceses do Hearts, o Birmingham vai à Ilha da Madeira para enfrentar o Nacional português, o Stoke joga contra o Thun, da Suíça, e o Fulham mede forças com o ucraniano Dnipro, de Giuliano e Juande Ramos.

Stoke e Fulham, aliás, merecem atenção particular por já terem vencido obstáculos. Os Potters, vice-campeões da FA Cup, passaram pelo Hajduk Split, vice-campeão croata, com duas vitórias por 1 a 0. Os Cottagers, que se classificaram pela vaga do Fair Play, eliminaram o NSI Runavik, das Ilhas Faroé, o norte-irlandês Crusaders e o croata RNK Split.

Apesar da relativa segurança de ambos nas eliminatórias, os clubes podem fazer diferentes interpretações de suas participações precoces. O Stoke, que não ia à Europa desde 1974, desfruta vitórias sobre um time com relevante tradição continental e consolida seu redimensionamento pelas mãos do técnico Tony Pulis. Hoje, ninguém em sã consciência aponta os Potters como candidatos claros ao rebaixamento na Premier League.

O Fulham, por sua vez, é punido pelo status conquistado com o vice na Liga Europa em 2010. O time foi bem, mas o nível dos adversários e a longa caminhada de seis jogos até os play-offs provocam a sensação de que cumpriu uma obrigação que o impedia de fazer outras coisas. O novo treinador Martin Jol lamentou a fragilidade da preparação, que teve de sacrificar os tradicionais amistosos de pré-temporada e os minutos de vários jogadores secundários em função da necessidade de vencer.

Circunstâncias à parte, a composição alternativa dos representantes ingleses na Liga Europa, que exclui Liverpool e Everton (sexto e sétimo colocados da Premier League), pode ser interessante. O público desinteresse do Tottenham certamente não atingirá Stoke e Fulham. Se ocuparem posições intermediárias na liga, eles, chegando lá, podem priorizar a disputa na segunda parte da temporada – caso do Fulham em 2010. O Birmingham, na segunda divisão, perdeu força e não deve ir muito longe.

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