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Posts com a Tag Wayne Rooney

quarta-feira, 6 de março de 2013 Copas Europeias, Man Utd | 08:57

Do kung-fu a Modric

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Acabou para o Manchester United. E está acabando para a Inglaterra, que, na Champions League, deve ter apenas a despedida do Arsenal em Munique e a honra de sediar a decisão. A provável ausência de representantes ingleses nas quartas de final é a sequência natural do que foi discutido no blog em dezembro do ano passado. No entanto, como até José Mourinho admitiu (“o melhor time perdeu”), os Red Devils poderiam ter derrubado o Real Madrid. O blog enumera cinco episódios que determinaram a derrota por 2 a 1 e a eliminação do United em Old Trafford:

Ferguson dispensou a entrevista coletiva após o jogo. Não é difícil entender por quê

A expulsão de Nani. O lance capital do confronto, mais do que qualquer um dos cinco gols. Sem intenção, Nani aplicou em Arbeloa um golpe de kung-fu e foi expulso pelo árbitro Cuneyt Cakir, que, enquanto o português estava deitado, teve alguns segundos para pensar no que faria. Um cartão amarelo teria punido Nani com correção, condenando a imprudência sem ignorar o caráter acidental do lance. Até a expulsão, o United controlava bem o jogo e não dava sinais de que sofreria gols.

A ausência de Jones. O quebra-galho do elenco, que perdeu por lesão a partida decisiva, teria sido importante demais. Não apenas para assessorar Rafael no combate a Ronaldo, sua principal função no jogo de Madrid, mas especialmente para fechar espaços e oferecer mais energia depois da expulsão de Nani. Alonso, Modric, Özil e Kaká circulavam à vontade contra meio-campistas desgastados e sem a força de Jones, que, como Sam Allardyce descobriu há duas temporadas no Blackburn, é capaz de proteger muito bem a área.

A apatia de van Persie. Ainda que a fase não seja brilhante, o holandês poderia ter feito mais no confronto. Na primeira partida, faltou a precisão habitual quando ele perdeu uma oportunidade clara diante de Diego López. Na segunda, faltou tudo a van Persie, que se aproximou bastante de sua versão pálida da Euro 2012.

A decisão de Ferguson. Ferguson relegou Rooney ao banco com o argumento de que Welbeck seria mais eficiente em atrapalhar Xabi Alonso. De fato, Welbeck foi enérgico sem a bola e limitou a passes burocráticos o articulador do Real Madrid, que costuma ser letal nos lançamentos. Mas Rooney vive ótima fase técnica e, embora não tenha o fôlego de Welbeck, também está habituado a cumprir papéis defensivos que contrariem sua “natureza”. Teria sido mais simples perseguir Alonso do que fechar o lado direito, como no primeiro jogo. É inevitável pensar na falta que Rooney fez nos momentos em que o United dominava. Não aproveitar Kagawa, que vinha de hat-trick no sábado, foi outra opção questionável.

A entrada de Modric. O ex-dínamo do Tottenham ainda não encontrou espaço no sistema de Mourinho, que mantém Khedira e Özil nas posições que ele poderia ocupar. Mas a atmosfera de um estádio inglês fez bem ao croata, um dos grandes da Premier League até a temporada passada. Chamado logo após a expulsão de Nani, Modric mostrou seu repertório em meia hora. Além do gol que pôs o Real Madrid em situação favorável, os passes precisos e a excelente movimentação minaram o sistema defensivo do United. Foi o melhor do jogo.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 Listas, Premier League | 10:21

Best XI

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A seleção de 2011-12 do God Save the Ball

Seleção do campeonato, cada um tem a sua. Em boa parte dos casos, não há critérios objetivos para as escolhas. É por isso que o God Save the Ball monta seu próprio time ideal da Premier League 2011-12 para começar a repercutir a temporada:

Joe Hart, Manchester City. Não houve goleiro mais confiável. Os holandeses Michel Vorm e Tim Krul foram rivais à altura, mas não a ponto de lhe tomarem a vaga na seleção. Aos 25 anos, Hart mostra que Roberto Mancini estava certo quando o transformou em titular em detrimento de Shay Given, há duas temporadas.

Micah Richards, Manchester City. Richards jogou apenas 28 vezes (23 como titular) e, atrapalhado por uma série de lesões, terminou a temporada na reserva de Pablo Zabaleta. Mesmo assim, a carência de bons laterais-direitos e seu desempenho no primeiro turno o colocam na seleção. Foram seis assistências, um gol e bastante energia a serviço dos campeões.

Vincent Kompany, Manchester City. Um dos nomes mais óbvios do time ideal, Kompany é o novo Nemanja Vidic do futebol inglês. Quase ninguém contesta seu status de melhor defensor do país.

Ashley Williams, Swansea. Após duas temporadas consecutivas na seleção da segunda divisão, o galês justifica sua presença entre os melhores da primeira – pelo menos para esta coluna. O Swansea somou 14 clean sheets ao todo e sofreu apenas 18 gols em casa, menos de um por partida. Williams liderou a defesa e tem tudo a ver com isso. Seu treinador, Brendan Rodgers, acredita que ele tem credenciais para atuar num clube maior, mas admitiu que não pretende perdê-lo.

Leighton Baines, Everton. Com seu visual pop star dos anos 70, o lateral da seleção inglesa fez outra temporada sólida e se manteve como uma das principais armas ofensivas do time, subindo pelo flanco esquerdo ou em bolas paradas. Baines é especulado no Manchester United.

Yaya Touré, Manchester City. O marfinense joga em todas as posições centrais do meio-campo, marcou pelo menos quatro gols fundamentais e, quando a temporada do City assumia contornos trágicos, foi ele quem chamou a responsabilidade. O melhor jogador do time campeão tem de estar na seleção da liga.

Yohan Cabaye, Newcastle. O meia da seleção francesa foi o craque do Newcastle na temporada. Sim, superior a Demba Ba e Papiss Cissé. Contratado por apenas £4.3 milhões, ele substituiu Kevin Nolan, vendido ao West Ham, numa manobra que nem todo mundo entendeu. Afinal, Nolan era uma das principais figuras do time. Mas Cabaye provou ser bem melhor, marcou, organizou e acumulou atuações memoráveis, como a da vitória do Newcastle sobre o Manchester United por 3 a 0.

David Silva, Manchester City. O líder de assistências na liga, com 14, foi o craque do primeiro turno. Silva normalmente exerceu um papel duplo, de criação de jogadas e recomposição para marcar um dos laterais adversários, como fazia Juan Mata com André Villas-Boas no Chelsea. Seu nível caiu demais entre janeiro e abril, quando era substituído com freqüência, mas a relevância dele para o título é incontestável.

Wayne Rooney, Manchester United. Foi tão bem quanto em 2009-10, com a vantagem de que não perdeu ritmo na reta final. Seus 27 gols na Premier League foram o impulso que quase levou o United a outro título nacional, mesmo numa temporada decepcionante para o clube de maneira geral. Mas Rooney precisa de companhia mais consistente no ataque.

Clint Dempsey, Fulham. O meia-atacante texano fez sua melhor temporada na Inglaterra e tornou-se o primeiro norte-americano a marcar 50 gols na Premier League. Além de sempre jogar bem, Dempsey comprova sua eficiência através dos números: com 17 gols e seis assistências, ele participou diretamente de 48% dos gols do Fulham. Nesse quesito, perde apenas para Robin van Persie.

Robin van Persie, Arsenal. Sim, com incríveis 30 gols e nove assistências, van Persie apareceu em 53% dos gols do Arsenal. Ninguém na Inglaterra foi tão importante para um time quanto o holandês para os Gunners. A seu capitão, Arsène Wenger deve a vaga direta na Champions League e mais uma temporada acima do Tottenham. Apesar da queda nas últimas partidas, craque do campeonato.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011 Inglaterra | 17:31

A reinvenção da Inglaterra

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Sem Cleverley disponível, Capello chamou cinco jogadores da seleção sub-21 que fracassou na Euro da categoria

À medida que a grande competição se aproxima, Fabio Capello dá passos para trás. Foi assim na preparação da Inglaterra para a Copa do Mundo de 2010, quando o treinador italiano abriu mão de ótimos nomes em benefício de outros medíocres e mais experientes. Ele tem agora a chance de desmentir a afirmação, com a seleção a dois amistosos de 2012, ano da despedida dele na Euro em Polônia e Ucrânia.

Capello até poderia voltar à zona de conforto, mas ele tem um trabalho muito sério para fazer até junho: inventar uma equipe sem a presença de seu principal jogador. Fora da fase de grupos por conta de uma expulsão infantil, Wayne Rooney deve ir à Euro, porém depende da eficiência dos outros para ter a chance de jogar, já a partir das quartas de final.

O projeto Time sem Rooney parece promissor. Na convocação para os amistosos contra Espanha e Suécia em Wembley, Capello não negligenciou nomes como Phil Jones, Danny Welbeck, Gabriel Agbonlahor e os estreantes Jack Rodwell e Daniel Sturridge, que merecem a oportunidade pelo ótimo início de temporada. Jones e Welbeck, aliás, começam a ser chamados com frequência.

Além de Rooney, outra ausência relevante é Micah Richards, o melhor lateral-direito da Inglaterra na temporada. Entre erros e acertos, o saldo é positivo e viabiliza bons testes contra a campeã mundial e uma seleção classificada à Euro. A versatilidade de alguns meio-campistas e atacantes dá a Capello várias opções para ensinar o time a jogar sem a estrela da companhia, mas duas alternativas chamam mais a atenção.

A primeira é repetir a formação que rendeu à Inglaterra sua melhor atuação em muito tempo. Na vitória por 3 a 0 sobre a Bulgária, Rooney atuou como atacante único, com três meias atrás dele trocando posições em diversos momentos. Neste caso, Darren Bent, que tem jogado bem pela seleção, entraria em seu lugar. Adam Johnson ocuparia o posto de Stewart Downing pela fase bem melhor do winger do Manchester City.

A outra é a utilização de três homens no meio-campo, para Frank Lampard, que melhorou demais nos últimos meses, ajudar Scott Parker e Gareth Barry na manutenção da posse de bola. Para enfrentar a Espanha, por exemplo, essa opção parece bastante sensata. Se não quiser perder agressividade e movimentação no ataque, Capello aproveitaria Daniel Sturridge na ponta direita, como ele é escalado no Chelsea, e Danny Welbeck no comando, o que Ferguson provou ser viável no Manchester United.

Plano B: deu muito certo na Bulgária

Plano C: aproveitando Villas-Boas e Ferguson

Há ainda outro teste para os dois amistosos, este bem menos objetivo. Muito mais do que vencer (todo mundo sabe que a Espanha é bem favorita no sábado), a Inglaterra precisa jogar bem em Wembley para ganhar confiança. A última vez que isso aconteceu foi em setembro do ano passado, quando a sempre generosa Bulgária visitou Londres. Desde então, um histórico de atuações nada convincentes e só uma vitória contra Montenegro, França, Gana, Suíça e Gales.

*Vale lembrar que Ashley Young não foi convocado por conta de uma lesão, mas é titular absoluto.

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sábado, 8 de outubro de 2011 Inglaterra | 16:03

Guia do torcedor inglês

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Expulso, Rooney passa por um Terry desolado. Capello precisa administrar as emoções do elenco

Oito anos depois de cair em Portugal pelas mãos de Luiz Felipe Scolari, um de seus maiores carrascos, a Inglaterra voltará à Euro em 2012. Havia vários caminhos para a classificação, mas o mais simples, um empate com Montenegro em Podgorica, exigiu muito sofrimento. Em parte, pela estupidez de Rooney, expulso após um pontapé em Dzudovic. Para quem nem sequer foi à Euro em 2008, não dá para reclamar.

No entanto, a situação da Inglaterra passa longe de confortável. O adeus de Fabio Capello terá um cenário ambíguo. Se, por um lado, as expectativas diminuem em função dos sucessivos fracassos, por outro, as estrelas da seleção na década passada entram pressionadas pela última chance de glória. Pensando nisso, o blog apresenta um guia para o torcedor inglês utilizar antes, durante e até depois da aventura em Polônia e Ucrânia no ano que vem:

1) Não espere o título. Por que acreditar? A Inglaterra nunca foi campeã europeia, tem reinventado o conceito de fracasso e, por consenso, está abaixo de Espanha, Alemanha e Holanda. Evite o complexo tipicamente brasileiro de superioridade (“só perdemos para nós mesmos” ou coisa do gênero) e torça para que a seleção faça um bom papel. Se o título vier, é lucro – e põe lucro nisso.

2) Mas o que seria um bom papel? Ainda que não seja cabeça de chave, a Inglaterra pode cair num grupo abordável, principalmente se tiver a companhia de Polônia ou Ucrânia, seleções-sede. Com um pouco de sorte e competência, chegaria às semifinais sem precisar enfrentar uma das três favoritas, ou pelo menos escapando delas nas quartas de final. Estar entre as quatro seleções do continente já seria bom negócio.

3) Contentando-se com pouco, hein? Depende de como a Inglaterra vai ganhar e, sobretudo, de como vai perder. O time precisa recuperar a confiança em grandes competições, dominar os adversários frágeis e ser ao menos páreo para os melhores. A seleção pede mais jogos como a vitória por 4 a 2 sobre a Croácia em 2004 e menos partidas como a derrota por 4 a 1 para a Alemanha no ano passado.

4) Fique de olho na temporada. Com duas copas nacionais e clubes avançando até os estágios finais de competições europeias, o calendário inglês não é o melhor amigo da seleção. Pense em Rooney, um dos três melhores jogadores do mundo até o início do ano passado, que se arrebentou no fim da temporada, chegou baleado à África do Sul e foi um dos micos da Copa do Mundo de 2010.

5) Cruze os dedos no sorteio. Tudo é relevante no sorteio. Não apenas as seleções do grupo, mas também os possíveis rivais nas quartas de final e até a ordem dos adversários na primeira fase. Afinal, Rooney perderá a estreia por conta da besteira de ontem em Podgorica. Para uma seleção repleta de traumas, complexos e desculpas esfarrapadas, começar bem é obrigatório.

6) Faça da convocação um jogo decisivo. Se possível, com pipoca e guaraná. Fabio Capello tem acertado nas últimas convocações, mas pode ter um surto de conservadorismo na hora errada. Você deve lembrar que Joe Cole, Shaun Wright-Phillips e Emile Heskey foram à Copa nos lugares de Adam Johnson, Ashley Young e Theo Walcott. Portanto, atenção ao Dunga italiano.

7) Tenha calma com o substituto. Capello realmente vai embora depois da Euro. A reação imediata de muita gente, com destaque para a do aposentado da seleção Jamie Carragher, foi fechar as portas para outro técnico estrangeiro. O inglês Steve McClaren é a melhor prova de que incompetência não tem passaporte. A escolha do substituto não deve ser norteada por esses radicalismos ou mesmo pela campanha da Inglaterra na Euro.

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011 Inglaterra | 19:38

Cinco lições da vitória em Sofia

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Martin O'Neill (o favorito do colunista para assumir a seleção após a Euro) treinou Young, Downing, Barry e Cahill

Foi bem simples. Fora de casa e de roupa nova, a Inglaterra derrotou uma frágil Bulgária por 3 a 0 com gols de Gary Cahill e Wayne Rooney (2) ainda no primeiro tempo. A vitória levou a seleção de Fabio Capello à liderança isolada do Grupo G das Eliminatórias para a Euro 2012. Além do resultado em Sofia, os Three Lions contaram com uma força dos vizinhos galeses, que superaram Montenegro por 2 a 1 com show de Aaron Ramsey. A boa atuação inglesa no Leste Europeu deixa algumas lições:

Flexibilidade. Capello tem um monte de defeitos, mas, ao contrário de Dunga e Steve McClaren, ele sabe que precisa criar alternativas ao plano A. Hoje, sem Carroll e Bent, a escalação dispensou um centroavante propriamente dito, com Rooney trabalhando à frente da linha de três meias. Parker e Barry foram os dois volantes do 4-2-3-1, que tomou o lugar do 4-3-3 dos últimos jogos.

Movimentação. Os três meias não paravam. Capello começou com Theo Walcott à direita, Stewart Downing à esquerda e Ashley Young pelo centro. A certa altura do primeiro tempo, Downing e Walcott trocaram seus lados. O canhoto do Liverpool, aliás, rende muito bem nas duas pontas. No segundo tempo, Walcott se fixou à direita, com Downing pelo meio e Young à esquerda, onde ele tem arrebentado no Manchester United. O rodízio persistiu até os 62′, quando Milner entrou em campo.

A redução de Lampard. Frank Lampard foi reserva, substituiu Gareth Barry (que está muito bem no Manchester City) a dez minutos do fim. Isso não significa que será descartado, mas deixa claro que Capello não se sente obrigado a utilizá-lo. Se houver espaço para um deles (certamente adiantado, com Parker e Wilshere mais atrás), Steven Gerrard é mais candidato a ocupá-lo por conta dos últimos jogos dele pela seleção. Mas, é claro, depende do que fizerem na temporada.

Valeu, Manchester. City e United têm um time inteiro de convocados: Hart; Richards, Smalling, Jones, Lescott; Johnson, Cleverley, Barry, Milner; Young, Rooney. Capello já tira vantagem da situação. Sem Glen Johnson, ele escolheu o estreante Smalling para a lateral direita, uma novidade promovida por Alex Ferguson no começo da temporada. O link entre Young e Rooney foi o melhor exemplo de exploração de entrosamento em Sofia.

Gary Cahill deve ganhar espaço. O zagueiro do Bolton fez hoje seu primeiro gol pela seleção. Firme na retaguarda, técnico e eficiente no ataque, Cahill tem um quê de Gerard Piqué. Com Ferdinand em queda, ele é claramente o maior candidato a acompanhar o capitão John Terry na Euro 2012, onde a Inglaterra, pelo visto, estará.

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sábado, 23 de julho de 2011 Everton, Mercado | 14:56

Vende e prospera

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Bons tempos, aqueles em que o Everton tinha ataque, Rooney não precisava de implante capilar...

Não são secretos os problemas financeiros do Everton. Em 2004, por exemplo, a venda de Wayne Rooney ao Manchester United foi fundamental para evitar um cenário de desespero. Mesmo com recursos escassos, a era David Moyes, que completará uma década nesta temporada, sempre manteve o time entre os mais consistentes da Premier League. O futuro, outra vez, depende do julgamento do treinador, que costuma tomar boas decisões. Para se reforçar, o Everton tem de vender alguém*.

O segundo amistoso da pré-temporada ratificou a necessidade de levar nova(s) cara(s) a Goodison Park. Fora de casa, o Everton perdeu por 1 a 0 para o Philadelphia Union na última quarta-feira. No mesmo dia, apareceu mais uma chance de o clube financiar contratações. Empenhado em fortalecer sua defesa, o Arsenal fez uma proposta de £10 milhões pelo zagueiro de seleção inglesa Phil Jagielka. Os Toffees, que haviam rejeitado £12 milhões por ele no verão passado, declinaram a oferta de novo.

O Everton faz jogo duro para tentar arrecadar mais com a saída de Jagielka, de 28 anos. Rumores indicam que exagerados £20 milhões seriam suficientes para liberá-lo. No entanto, parece improvável que, com Gary Cahill no mercado, um clube atinja a exigência de Moyes. O zagueiro do Bolton é três anos mais jovem e pode sair pelos £17 milhões da cláusula de rescisão. A questão é: vale a pena se desfazer de alguém para reforçar outra posição (ataque, ataque!)?

Ah, vale. Além de Jagielka, o Everton tem três jogadores que poderiam fazer um caixa interessante: o lateral-esquerdo Leighton Baines e os volantes Jack Rodwell e Marouane Fellaini. Baines, o melhor do time, não tem substituto, e sua saída representaria um grande golpe nas pretensões de Moyes. Em tese, não dá para vendê-lo por menos de £25 milhões. O preço de Jagielka é menor, mas se desfazer dele seria deixar a defesa nos pés de zagueiros longe do auge, como Distin e Yobo.

Com os dois volantes defensivos, é diferente. Um pode substituir o outro. O titular Fellaini está mais pronto, mas, apesar de estagnado nos últimos anos, Rodwell ainda é muito novo (20) e deve render mais nas próximas temporadas. Moyes deveria ponderar a venda de um deles. A posição pode contar também com Heitinga e Phil Neville deslocados. Com Arteta operando mais à frente, Coleman e Osman abertos e Tim Cahill encostando no ataque, o meio-campo estaria, como a defesa, bem resolvido.

O problema é mesmo o ataque: Yakubu pesado, Anichebe enrolado, Saha quase sempre lesionado, Baxter problemático… Beckford, acredite, é o mais confiável. Quaisquer £15 milhões arrecadados devem ser reinvestidos na posição para cobrir a maior carência de um time muito sólido, mas que virou cemitério de centroavantes. Afora Cahill, que às vezes tem de quebrar o galho por ali, você se lembra do último grande atacante do Everton? Sim, o texto termina com quem começou: Wayne Rooney.

*A informação é da BBC

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segunda-feira, 6 de junho de 2011 Curiosidades | 14:57

Múltiplos visuais

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Wayne Rooney já se exibiu após o implante capilar, mas a criatividade de internautas produziu resultados bem mais interessantes. Uma compilação de montagens sugere várias combinações de novo visual ao atacante do Manchester United. Algumas, inclusive, com cabelos de seus parceiros. O blog identifica Obertan, Rafael (ou Fábio), Hernández, Gary Neville, Park, Kuszczak, Berbatov, Scholes, Macheda e até Ferguson. E aí, mais alguém?

*Sugestão de Daniel Tozzi

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sábado, 4 de junho de 2011 Curiosidades, Jogadores, Man Utd | 11:55

Hair we go

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A sensação de saudade foi fundamental na decisão de Rooney

Suspenso nas Eliminatórias da Euro, Wayne Rooney aproveitou a folga da seleção para resolver um problema. Ele confirmou na manhã de hoje que fez implante capilar em uma clínica londrina. “Estava ficando careca aos 25 anos. Por que não? Estou satisfeito com o resultado. Ainda está um pouco inchado, mas, quando ficar legal, vocês serão os primeiros a ver”, disparou a seus mais de 700 mil seguidores no Twitter.

Bem-humorado, Rooney ainda pediu uma recomendação de gel e se empenhou em colocar um sagaz hair we go entre os assuntos mais comentados da rede social. Até o fechamento do post, o camisa 10 do Manchester United havia conseguido levar a expressão ao segundo lugar no Reino Unido. Apesar da empolgação pelo implante, Rooney não se esqueceu dos colegas de seleção e previu gol de Darren Bent para o jogo contra a Suíça. Nada feito. Empate por 2 a 2, e Bent perdeu uma chance clara.

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terça-feira, 26 de abril de 2011 Copas Europeias, Man Utd | 19:09

No topo da temporada

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Valencia arrebenta após seis meses fora e provoca revezamento com Nani

A defesa do Schalke 04, alterada por conta da ausência de Höwedes, limitou-se a um sensacional Manuel Neuer. A resistência só de um homem não anula o brilho da vitória que deixou o Manchester United à beira de Wembley. A inoperância dos alemães, na décima posição da Bundesliga, foi provocada também pela imposição de um time que chega a seu melhor momento na temporada.

Habitualmente, o United atinge seu auge em dezembro e janeiro, quando a concentração de jogos na Premier League é bem maior. Entre novembro de 2008 e março de 2009, por exemplo, o time conquistou 44 pontos de 48 possíveis no campeonato. No mesmo período, o Liverpool, vice-campeão por quatro pontos, perdeu 15 a mais. O sucesso de Ferguson tem muito a ver com os últimos e os primeiros meses dos anos.

Em 2010-11, porém, o time teve uma quebra de forma em fevereiro e março. No entanto, quando dizemos que o United está em seu melhor momento na temporada, não é apenas uma questão de resultados. A equipe que sobrou na Veltins-Arena mantém o conjunto forte de sempre, mas tem quase todos os jogadores em fase brilhante.

Elogiar a defesa, que não foi vazada fora de casa na Champions, já é pleonasmo. Van der Sar patinou só contra o WBA, em outubro. Apesar do susto recente, Ferdinand está fisicamente mais confiável. O capitão Vidic é uma rocha. Fábio, que passou a ser usado preferencialmente na lateral direita, virou concorrente do irmão. Evra falhou contra o West Ham há três semanas, mas tem passado segurança.

A exceção: Scholes foi eleito o Jogador do Mês em agosto, mas perdeu fôlego

Por não prescindir de Park em jogos decisivos, Ferguson vive um dilema. Valencia perdeu seis meses por lesão, mas voltou melhor do que era. Nani segue em ótima forma e é um dos grandes do time na temporada. Ainda assim, o português ficou no banco nas visitas a Chelsea e Schalke. Um luxo. Com Giggs voando e até Carrick falhando menos, Scholes é o único meio-campista que encerra 2010-11 pior do que começou.

E o que dizer de Rooney? Ele simplesmente inverteu a lógica da temporada passada, quando seu instinto goleador, muito aguçado até março de 2010, desapareceu na reta final por conta de problemas físicos. Nesta, após pedir para sair e se arrastar na primeira metade, ele é o principal jogador da equipe desde fevereiro. Contra o Schalke, foi um show. Mais maduro, Chicharito também é muito decisivo e faz todo mundo esquecer Berbatov.

Se Neuer, que ficou mais caro há pouco, rumar ao United no verão europeu, Ferguson não poderia ter visto um jogo melhor. Não por acaso, com todo mundo tão bem.

Em seu Blog do Alemão, Mário André Monteiro fala do outro lado da semifinal.

Premier League
Ao vencer o Wolverhampton por 3 a 0 em casa, no mesmo horário do confronto da Champions, o Stoke se afastou de vez da luta contra o rebaixamento. Os gols de Jones, Shawcross e Pennant (este, especialmente, em ótimo momento) permitem a Tony Pulis a concentração de forças na decisão da FA Cup. A corrida pela permanência parece restrita a Blackburn, Blackpool, Wigan, Wolves e West Ham.

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quarta-feira, 6 de abril de 2011 Copas Europeias, Jogadores, Man Utd | 19:23

As facetas de Wayne Rooney

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Após um tempo jogado às traças, Rooney* está definitivamente de volta

O tabu de Stamford Bridge acabou, mas ainda há confronto. A história recente mostra que o Chelsea pode, mesmo em Old Trafford, reverter a derrota por 1 a 0. No entanto, a vantagem do Manchester United é obviamente relevante. Ela é fruto do conjunto mais sólido, da melhor partida de Carrick na temporada e, especialmente, do trabalho de um revigorado Wayne Rooney.

Entre o ótimo atual momento e a brilhante temporada passada, Rooney fracassou na Copa, pediu para sair e ficou um mau tempo sem marcar. A recuperação tem de ser valorizada. Apesar das derrapadas extracampo, o atacante se aproxima da plena maturidade, é um dos jogadores mais coletivistas do mundo e, após a saída de Ronaldo, abraçou o papel de protagonista.

Desde então, ele se reinventou duas vezes. No primeiro ano sem Ronaldo, Rooney marcou 34 gols, dez dos quais de cabeça. Nas cinco temporadas anteriores, haviam sido só três pelo alto. Agora, ele deixa a área adversária para Berbatov e Chicharito, atua recuado, dá mais assistências (11 só na liga) e combate como um leão.

Mesmo assim, os gols aparecem à medida que os jogos vão ficando mais decisivos. Desde o início de fevereiro, com o afunilamento da temporada, Rooney marcou nove vezes. De agosto a janeiro, foram apenas quatro gols. Dos dez jogos em que ele balançou a rede, o Manchester United venceu nove – perdeu apenas para o Chelsea, pela Premier League, em março.

A explosão do Shrek torna ainda mais natural o desabafo dele em frente a uma câmera no último sábado. A atitude, que deve tirá-lo de pelo menos dois jogos domésticos, foi individual e sem dano ao adversário, motivos pelos quais a punição (ao clube) parece exagerada. Uma multa faria mais sentido. Afinal, quando ele pisa na bola no âmbito social, as consequências têm de doer no bolso.

*Rooney apareceu assim no comercial da Nike para a Copa do Mundo

*LeBron James é reforço do Liverpool

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