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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 Liverpool | 14:17

Coutinho no Liverpool

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Coutinho herda a 10 de Joe Cole, mas precisa jogar muito mais do que o antecessor

O planejamento do Liverpool para o mercado de janeiro incluía a contratação de um número 10 que tornasse a equipe mais criativa. Há menos de duas semanas, o sonho de vários torcedores (e Steven Gerrard) ainda era Wesley Sneijder, que pouco depois acertou sua transferência para o Galatasaray. A um dia do fechamento da janela de inverno, o Liverpool anunciou a chegada de outro ex-interista, o brasileiro Philippe Coutinho, de 20 anos.

Repare no vídeo que, antes de falar sobre Sneijder, Gerrard indica que o time precisava de “um número 10, ou outro jogador de ataque, que pudesse atuar também pelos lados”. Embora a conversa tenha se direcionado ao holandês, a descrição coincide muito mais com Coutinho. A questão é que Brendan Rodgers não pretende formar um time apenas criativo, mas também flexível em suas opções ofensivas. Salário e idade certamente não foram os únicos fatores considerados para não insistir em Sneijder e apostar em Coutinho.

Ao contrário de Sneijder, que se estabilizou há muito como meia-atacante central, Coutinho atua aberto sem problema. Especialmente quando jogou à esquerda do ataque do Espanyol, para onde foi emprestado no primeiro semestre de 2012, rendeu demais, explorando os dribles em velocidade. Aliás, é com o Coutinho da liga espanhola que o Liverpool espera contar. O da Inter fez boas partidas esporádicas, entre uma contusão e outra, um treinador e outro. O do Espanyol brilhou regularmente, enfim mostrou o potencial conhecido desde a base do Vasco e marcou cinco gols em 16 jogos.

Meio-campo e ataque do Liverpool com Coutinho, baseado no sistema adotado na goleada sobre o Norwich

É evidente que este modelo deve sofrer variações de acordo com as circunstâncias, mas a estratégia adotada na vitória por 5 a 0 sobre o Norwich, na rodada passada da Premier League, indica como Coutinho pode ser aproveitado. O Liverpool foi escalado num sistema híbrido, que teve Sturridge como centroavante, Suárez atrás dele (com liberdade quase total para fazer o que bem entendesse em campo), Downing à direita e Henderson variando entre a ponta esquerda e a meia central. Nesse caso, Coutinho poderia perfeitamente ocupar a vaga de Henderson.

Coutinho é muito talentoso, faz o perfil Kaká de bom comportamento e parece ter a inteligência tática (ou, no mínimo, a disposição para aprender) para se adequar à ideia de jogo do Liverpool. Pela faixa de preço especulada (entre £8 e £10 milhões), é um investimento válido, que pode dar enorme retorno.

Por outro lado, o brasileiro tem bastante a provar. Após as oscilações na Inter, a batalha contra as lesões e as exigências físicas da Premier League serão desafios consideráveis. Ainda mais porque ele é contratado na semana da derrota para o Oldham na FA Cup, quando se questiona a capacidade do Liverpool de lidar com a imposição física de certos adversários – enfrentar o Stoke City, por exemplo, é sempre um drama. Para que o talento fale mais alto, Coutinho precisa estar resistente, confiante e jogando regularmente. O trabalho do staff comandado por Brendan Rodgers será essencial.

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quinta-feira, 21 de julho de 2011 Man Utd, Mercado | 00:00

Sem pressa

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Sneijder x Chelsea: vai virar rotina?

Há dez anos, o Manchester United contratou um jogador de que não precisava: Juan Sebastián Verón, por generosos £28 milhões à Lazio. Paul Scholes, que estava no auge, foi adiantado para abrir espaço ao argentino. Não deu certo. Verón fracassou e acabou vendido ao Chelsea por £15 milhões em 2003. Hoje, depois da aposentadoria de Scholes, o excesso virou escassez. Alex Ferguson ainda não tem um novo organizador de jogadas.

Seu alvo preferencial é Wesley Sneijder. A negociação, no entanto, não é simples. Luka Modric foi especulado, mas o forte interesse do Chelsea e a resistência do Tottenham são obstáculos. Samir Nasri chegou a ser visto como a alternativa ideal, só que o Arsenal parece disposto a assumir o risco de manter o jogador mesmo com o contrato perto do fim. Houve até quem falasse em Ganso, porém a falta de dinamismo do santista e a dificuldade em se adaptar a um papel mais defensivo afastam essa possibilidade.

A posição do playmaker é a maior – talvez a única, aliás – carência do elenco. Ainda assim, Ferguson prefere não arriscar. Ele não dá margem de erro a esse negócio, só admite contratar o jogador certo. Há pouco, negou dos Estados Unidos, onde o time faz pré-temporada, as indicações de que Wayne Rooney possa virar uma solução caseira (até faria sentido com mais um grande atacante no elenco).

Por ora, o substituto é mais velho do que Scholes: Ryan Giggs. O galês, por sinal, havia assumido a posição bem antes de o parceiro encerrar a carreira. Scholes foi o melhor da liga em agosto de 2010, mas perdeu o fôlego. Raramente foi titular absoluto nos últimos quatro anos. O reposicionamento de Giggs, que tem dado muito certo, cobre uma carência que, na verdade, existe há bastante tempo.

Ferguson pode contar também com Anderson e, até por isso, parece tranquilo. Afinal, a maior missão no mercado está cumprida: derrubar a média de idade do United. Embora os dois primeiros cheguem para posições abastadas, Ashley Young (26), Phil Jones (19) e David De Gea (20) são bons reforços. Tom Cleverley (21), Danny Welbeck (20) e Federico Macheda (19) voltam para compor o grupo.

Na contramão, Gary Neville (36) e Edwin van der Sar (40) se juntam a Scholes (36) no grupo dos ex-jogadores. Wes Brown (31) e John O’Shea (30) vão para o Sunderland. Calculista para promover as necessárias mudanças, Ferguson diz ter, com o Liverpool, quatro concorrentes após muito tempo. No fundo, ele sabe que está à frente de todos eles na disputa doméstica. Mas, para desafiar Barcelona e Real Madrid na Europa, pode mesmo precisar de um Sneijder.

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